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27 Nov
Carlos Zorrinho defende celeridade nas negociações do novo acordo de parceria entre a UE e os países ACP

Carlos Zorrinho defende celeridade nas negociações do novo acordo de parceria entre a  UE e os países ACP

O debate suscitado pela Comissão de Desenvolvimento sobre as negociações de um novo acordo de parceria entre a União Europeia e os Países de Africa, Caraíbas e Pacifico “é muito oportuno”, declarou Carlos Zorrinho ao intervir na sessão plenária de Estrasburgo

 

Segundo o deputado “temos que concretizar com determinação e celeridade esse acordo, tendo em conta os grandes desafios geoestratégicos que enfrentamos e também o facto de o acordo em vigor estar a chegar ao final da sua vigência.”

 

Carlos Zorrinho sublinhou que “o Parlamento Europeu tem expressado posições claras sobre os objetivos e os mecanismos de concretização do futuro acordo”, posição essa que foi “largamente refletida e partilhada na passada semana em Kigali, Ruanda, onde decorreu a 38.ª sessão da Assembleia Parlamentar Paritária ACP /UE à qual copresidi como Presidente da Delegação do Parlamento Europeu, e de que emergiu um consenso forte.”

 

Um consenso para  “que se cumpram os timings e os mandatos para ser possível fechar o acordo em novembro de 2020, traduzindo uma parceria robusta entre iguais, inspirada pela agenda 2030 e baseada numa perspetiva de desenvolvimento comprometida com o combate à emergência climática, à pobreza e às desigualdades”,  na afirmação  de “uma visão flexível que permita conciliar um quadro partilhado para o desenvolvimento sustentável no âmbito dos ACP e da UE, com as parcerias económicas e comerciais sub-regionais, em particular com a parceria União Europeia–União Africana”, e finalmente, “para que seja racionalizada e reforçada a dimensão parlamentar do acordo, como parte da sua matriz diferenciadora, num contexto geopolítico cada vez mais competitivo.”

 

“Tenho consciência de que falar de Acordo de Cotonou ou do acordo que lhe vai suceder, diz pouco a grande parte dos cidadãos europeus”, afirmou Carlos Zorrinho, que considerou que é necessário “tornar claro como ele é decisivo para fazer face à desertificação, às alterações climáticas, às migrações forçadas, aos conflitos gerados pela exploração da pobreza endémica e da fragilidade das instituições”, e  “ mostrar que um bom desenho e uma boa concretização do acordo é boa para os povos de África, das Caraíbas, do Pacífico, da União Europeia e para a humanidade em geral.”

 

De acordo com Carlos Zorrinho, “então teremos a maioria dos europeus connosco, e teremos uma União Europeia mais forte e a partilhar com os ACP os seus valores e as suas capacidades, num desafio crucial para o futuro em que todos ganharão.”

 
 
 

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