|
|
 |
| |
| Universidade de Verão do PS: "Há outro caminho" |
|
 |
|
A Universidade de Verão do PS decorreu entre 30 de agosto e 2 de
setembro, em Évora. "HÁ OUTRO CAMINHO" foi o tema escolhido para a
Universidade de Verão em que participaram mais de 100 socialistas e em
que personalidades públicas, das universidades, do mundo laboral, da
ciência, da economia e da política, intervieram sobre os temas
propostos: Economia Justa, Sociedades Coesas, Europa das Pessoas e
Democracia Ativa. De forma profunda e viva, os temas foram introduzidos
pelos professores convidados Viriato Soromenho Marques, João Proença,
Maria Carmo-Fonseca, Maria João Rodrigues, Adelino Maltez e comentados
pelos deputados europeus Elisa Ferreira, Vital
Moreira, Correia de Campos, Ana
Gomes. A Delegação Portuguesa do Grupo dos Socialistas e
Democratas no PE, também copromotora da Universidade de Verão, fez jus a
uma tradição do PS que em 1993 organizou, pela primeira vez, em
Portugal, a Universidade Política de Verão, tendo a última sido
organizada, em 2003, por António José Seguro, também em Évora, e com
forte ligação ao Partido Socialista Europeu. Coube à Presidente da
Delegação Socialista Portuguesa no PE, a deputada Edite
Estrela, o discurso de abertura em que afirmou que
"a Europa vivida difere da sonhada" e que "o projeto
europeu não está a corresponder às expectativas dos cidadãos".
"Quem são os principais responsáveis?". "Durante a última
década os partidos conservadores governaram a maior parte dos países da
UE, endeusaram os mercados, combateram os serviços públicos e promoveram
as desigualdades". No painel "Economia Justa", Elisa Ferreira
defendeu que "nós não somos alunos, somos parceiros e construtores
da Europa". Salientou que "a moeda única é um projeto
incompleto que reforça os riscos de uma escolha comum entre economias
desiguais e um exterior agressivo". No debate sobre as
Sociedades Coesas, Vital Moreira lembrou o Relatório Beveridge (1942),
de que este ano se assinalam 70 anos da data de publicação, como obra
inspiradora do Estado Social e do modelo social europeu. Alertou, no
entanto, para a prolongada e profunda crise europeia que está a afectar
gravemente todos os factores que sustentam a coesão social,
especialmente: desemprego, perda de rendimentos, redução da proteção
social, aumento das desigualdades sociais. Tendo defendido que, a par do
"Pacto Orçamental", do "Pacto para o Crescimento", adoptado na última
cimeira europeia antes do Verão, deveria ser aprovado também um "Pacto
Social para a Coesão Social" ao nível da União Europeia. Questão
retomada por Correia de Campos no comentário que fez à intervenção de
Maria João Rodrigues, professora convidada, afirmando ser o modelo
social europeu um fantástico "amortecedor da crise, gerador de uma
cultura solidária". No debate sobre Democracia ativa, Ana Gomes
considerou que os militantes são decisivos e que devem ser eficazes na
sua intervenção. Interrogou-se sobre o processo que levará o PS a
recuperar a confiança do eleitorado, afirmando que "a transparência
é essencial para a credibilidade e para a confiança dos cidadãos".
No final de cada dia realizou-se um jantar-debate temático. Sobre o tema
Europa, participaram Viriato Soromenho Marques e os deputados europeus
Capoulas Santos e Luís Paulo Alves, em
que se abordou a crise de liderança e de ausência de estratégia
europeia. Soromenho Marques pronunciou-se contra as supostas "culpas
morais" dos estados endividados. Capoulas Santos, na sua
intervenção como moderador, considerou que o agravamento dos egoísmos
nacionais tornam mais distantes o caminho do federalismo tão necessário
à União Europeia. Sobre o tema Investigação e Desenvolvimento, Maria
Carmo-Fonseca salientou a importância do papel do Estado na investigação
do desenvolvimento científico, quer ao nível da investigação
fundamental, quer da investigação aplicada, como regulador evitando que
o sector privado monopolize e oriente a investigação numa lógica
economicista. O deputado António Serrano comentou, enaltecendo o papel
dos Governos PS nos sectores da Ciência e da Investigação. O professor
convidado Costa e Silva, interveio sobre o tema Crescimento Sustentável
referindo a importância da sustentabilidade energética e o papel das
energias alternativas e renováveis. O comentador Carlos Zorrinho de
forma pragmática reforçou a importância da sustentabilidade energética e
das políticas desenvolvidas pela governação socialista. O Secretário
Geral do PS, António José Seguro discursou no encerramento, saudando o
regresso da Universidade de Verão garantindo que "regressa para
ficar".
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
O eurodeputado português Capoulas Santos foi nomeado
para o "Prémio Eurodeputados 2012" (MEP AWARDS 2012), na área da
agricultura e desenvolvimento rural, promovido pela revista de
atualidade política europeia "The Parliament", em conjunto com o
Parlamento Europeu. Na área da agricultura, o deputado socialista
português foi nomeado juntamente com outros dois parlamentares da França
e da Letónia. Capoulas Santos tem desempenhado um importante papel na
área agrícola sendo atualmente o Coordenador e porta-voz dos Socialistas
& Democratas Europeus nesta área e Relator designado pelo Parlamento
Europeu para os principais regulamentos da reforma da Política Agrícola
Comum, para o período pós 2013. Nos termos do regulamento deste
galardão, a nomeação, devidamente fundamentada, só pode ser efetuada por
organizações da sociedade civil, donde resulta uma "short list" de 3
deputados por cada área temática, cabendo a escolha final a um universo
eleitoral constituído pelos 754 deputados europeus. O site do evento
refere que Capoulas Santos tem sido reconhecido como um "líder"
nas mudanças introduzidas na área da agricultura na UE. O site assinala
os "esforços" que o deputado português tem desenvolvido com sucesso para
proteger os direitos dos agricultores e reforçar as suas condições de
vida. Os promotores do Prémio sublinham também a "dedicação e o
compromisso" do deputado para com a agricultura "verde" ao encorajar os
agricultores a utilizar métodos "amigos" do ambiente. As tarefas que
Capoulas Santos desenvolveu fora da área agrícola são igualmente
referenciadas bem como o árduo trabalho levado a cabo para garantir um
futuro melhor para os agricultores. Ao ter conhecimento da sua nomeação
para a "short list" de deputados, Capoulas Santos frisou que "é uma
nomeação que me sensibiliza e me estimula ainda mais a trabalhar com
empenho e dedicação em prol da agricultura e do mundo rural europeus. No
contexto de incerteza em que vivemos é necessário mais do que nunca
garantir mecanismos de apoio estáveis e eficazes, baseados em critérios
que valorizem o papel do agricultor enquanto defensor do ambiente e que
sejam justos e equitativos entre países e regiões. Desejo que esta
nomeação contribua para difundir mais as minhas propostas e para
granjear apoios para a sua aprovação". A lista dos premiados será
conhecida a 25 de setembro, numa ceromónia que terá lugar no Stanhope
Hotel, em Bruxelas.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
Ana Gomes participou na Convenção do Partido
Democrático que esta semana endossou a candidatura de Barack Obama à
Presidência dos EUA. Integrada na delegação dos Socialistas Europeus, a
eurodeputada assistiu aos trabalhos a convite do National Democratic
Institute. Além de acompanhar os debates da Convenção Democrata, Ana
Gomes interveio num debate, entre deputados europeus e congressistas
norte-americanos, sobre Demografia, Diversidade e Representação no
espaço transatlântico. Sexta-feira, dia 7 de setembro, Ana Gomes esteve
em Washington, para contactos com o Departamento de Estado americano
sobre África e o Médio Oriente. Segunda-feira, dia 3, Ana Gomes trocou
impressões, em Bruxelas, com o novo Representante Especial da UE para os
Direitos Humanos. A visibilidade, coerência e eficácia da política
europeia para esta área estiveram em destaque na apresentação de Stavros
Lambrinidis à Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu.
Terça-feira, dia 4, Ana Gomes interpelou a Comissão Europeia sobre a
conformidade das novas regras portuguesas sobre repatriamento de
capitais com as leis europeias sobre branqueamento de capitais e o
princípio da igualdade.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
A comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Géneros do
Parlamento Europeu aprovou esta semana, por ampla maioria, uma série de
propostas da deputada Edite Estrela no âmbito da
legislação que estabelece o Instrumento de Financiamento da Cooperação
para o Desenvolvimento. Este instrumento tem como objetivo
primordial contribuir para a eliminação da pobreza nos países e regiões
parceiros da UE. A deputada e responsável pelo acompanhamento desta
legislação no grupo socialista europeu frisou a importância desta
matéria "na medida em que existem preocupações relacionadas com a
eficiência da ajuda ao desenvolvimento, por um lado, e também desafios
ligados à promoção da igualdade de género e ao empoderamento das
mulheres no âmbito da cooperação entre a UE e os países em
desenvolvimento". Para a eurodeputada socialista, a dimensão
de igualdade de género deverá ser parte integrante das novas modalidades
da ajuda ao desenvolvimento, simultaneamente enquanto valor central,
elemento transversal e objetivo dessa cooperação. No âmbito da votação
desta legislação, os deputados aprovaram, entre outras, a proposta de
Edite Estrela que exige que a UE "zele pela promoção da igualdade de
género e empoderamento das mulheres, não apenas para a promoção do
Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que lhe é especificamente
dedicado, mas também transversalmente para a concretização de todos os
ODM". Edite Estrela conseguiu ainda que fosse incluído no texto medidas
que visam acabar com marginalização das mulheres nos processos de tomada
de decisão e de construção da paz, sublinhando que "as mulheres são
responsáveis pela manutenção das bases elementares de funcionamento da
sociedade durante conflitos e, quando estes cessam, verifica-se uma
subalternização das mulheres, conduzindo à situação de desvantagem que
existia antes".
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
Intervindo numa reunião do grupo parlamentar socialista, esta semana em
Bruxelas, Vital Moreira sublinhou as graves
consequências sociais da crise orçamental, das restrições orçamentais e
da crise económica em vários países da União: desemprego maciço, corte
na duração e valor dos subsídios de desemprego, quebra de salários,
redução das prestações sociais, aumento dos preços dos serviços
essenciais, nomeadamente transportes e energia, aumento da pobreza e da
exclusão social, empobrecimento geral das sociedades, aumento das
desigualdades dentro dos Estados, e entre os Estados membros. A crise
afecta sobretudo os funcionários públicos, os trabalhadores menos
qualificados, as famílias monoparentais, os pensionistas pobres, os
imigrantes, mas pouca gente escapa ao seu impacto negativo. Está em
causa a coesão social, tanto a nível nacional, como a nível da própria
União. A coesão social é o principal objetivo do Estado social e do
"Welfare State". A coesão social é um objetivo da União desde o
protocolo social do Tratado de Maastricht, depois incorporado no Tratado
de Amesterdão. A coesão social é um pilar constitucional da União. A
União não pode continuar alheada da desagregação social em curso em
parte substancial da União, que gera conflitos e tensões sociais que
podem pôr em causa a própria coesão e estabilidade política. Precisamos
de uma ação integrada da União no plano social. A União aprovou no
início do ano um Pacto Orçamental. O Conselho Europeu antes do Verão
aprovou um Pacto para o Crescimento. Precisamos agora de um Pacto para a
Coesão Social, que inclua nomeadamente: - reforço dos programas de luta
contra a pobreza e a exclusão; - reforço dos meios de ação do Fundo
Social Europeu (FSE); - apoio aos programas nacionais de formação
profissional e às políticas ativas de emprego; - definição de padrões
mínimos de proteção social a nível da União, incluindo salário mínimo e
pensão mínima; - promoção do diálogo social a nível nacional e da União.
Vital Moreira defendeu que os socialistas europeus devem trazer a
questão da coesão social para o debate político no Parlamento Europeu e
fora dele e avançar decididamente com a ideia de um Pacto para a Coesão
Social. "Temos legitimidade e autoridade nesta matéria; e temos essa
obrigação" - declarou. "Não precisamos somente de mais
integração orçamental, económica e política; precisamos também de mais
integração social" - concluiu.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
A convite do deputado europeu Luís Paulo Alves uma
delegação de eurodeputados socialistas da Comissão de Agricultura (AGRI)
do Parlamento Europeu (PE) irá deslocar-se aos Açores – Terceira e São
Miguel - a 6 e 7 de setembro de 2012. A realização desta visita de
trabalho de dois dias pretende sublinhar a capacidade produtiva dos
Açores, as suas potencialidades e os seus desafios no contexto do modelo
sustentável da sua produção agrícola. As negociações para a reforma da
Política Agrícola Comum (PAC) e a definição do orçamento para a
Agricultura entraram na sua fase decisiva e no atual momento de crise
económica e dificuldades financeiras dos Estados-Membros desenham-se
dificuldades ao nível do orçamento agrícola e uma enorme competição na
defesa dos interesses nacionais por parte dos Estados Membros. Assume
por isso neste momento particular relevância projetar no conjunto
europeu a Agricultura dos Açores, contribuindo para que as respostas aos
seus desafios estejam no primeiro plano das negociações e tenham o apoio
alargado por parte dos Grupos Políticos do PE e por parte do maior
número de Estados Membros que compõem o Conselho, de forma a que a nova
PAC contenha o conjunto de políticas e instrumentos necessários para
continuarmos a desenvolver e a reforçar a capacidade produtiva da
Agricultura dos Açores. Nesta visita, os eurodeputados terão contacto
com os sectores do leite, da carne, das frutas, legumes e flores, com a
agro-indústria e empresas agrícolas, tomando conhecimento da qualidade
dos nossos produtos alimentares, da conservação e manutenção de elevados
padrões ambientais, e contactando o que de melhor se faz na nossa
Região. Terá lugar igualmente uma conferência sobre o espaço privilegiado para o debate com os produtores
agrícolas, as suas organizações e os responsáveis regionais. De destacar
no programa as visitas à Unicol; Fruter; Quinta dos Açores, Unileite,
Explorações agrícolas no sector da carne e do leite, Perímetro Agrário
dos Arrifes, e reuniões de trabalho com, Vasco Cordeiro, candidato a
Presidente do Governo Regional e autoridades Regionais, organizações
agrícolas, representantes de empresas e da sociedade civil.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
O Deputado Correia de Campos prosseguiu esta semana
com as negociações no Parlamento Europeu respeitantes ao Regulamento que
determina as diretrizes para as infraestruturas energéticas
trans-Europeias, procurando uma aproximação de posições entre os vários
Grupos Políticos. O voto sobre este Regulamento está agendado para o
próximo dia 18 de setembro, ao qual se seguirão as negociações com a
Comissão Europeia e Conselho. Um acordo sobre este Regulamento
permitiria estimular investimentos em infraestruturas energéticas
prioritárias que se estimam na ordem dos 200 mil milhões de Euros,
investimento esse apoiado por um pacote financeiro Europeu de cerca de 9
mil milhões de euros do "Mecanismo Interligar a Europa", também em
discussão no Parlamento Europeu.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
* Vital Moreira dirigiu esta semana a reunião
ordinária da Comissão de Comércio Internacional (INTA), a que preside,
bem como uma reunião do "Grupo Permanente de Acompanhamento das Relações
Económicas e Comerciais com os Estados Unidos", de que é relator. Teve
um almoço de trabalho com a Ministra francesa para o Comércio Externo,
Nicole Bricq, para troca de impressões sobre a política comercial do
novo governo francês. E recebeu o Embaixador da Colômbia junto da UE,
para fazer o ponto do processo de aprovação parlamentar do Tratado de
Comércio entre a UE e a Colômbia e o Peru. Por último, Vital Moreira
recebeu o chefe do departamento de relações internacionais do Conselho
Económico e Social da UE, Sandy Boyle, para explorar o reforço da
cooperação do CES com o PE na área do comércio internacional.
* O comissário responsável pelo Mercado Interno e Serviços, Michel
Barnier, garantiu à deputada Edite Estrela que as
negociações atualmente em curso sobre a legislação relativa às agências
de rating deverá incluir "medidas para o reforço da transparência". A
deputada pediu recentemente esclarecimentos à CE sobre as atividades das
agências de rating e as suas responsabilidades na crise das dívidas
soberanas que os países da zona euro atravessam. Numa interpelação
escrita, a deputada pretendia saber que estudos foram feitos pela
Comissão, ou de que tenha conhecimento, que permitam apurar a
responsabilidade das agências de notação na crise das dívidas. Edite
Estrela perguntava igualmente se a Comissão dispõe de informações claras
sobre os verdadeiros proprietários das principais agências de rating e
de eventuais conflitos de interesse. Na resposta escrita, Michel Barnier
afirma que a proposta de revisão do Regulamento sobre as Agências de
Notação apresentada pela Comissão Europeia, em novembro de 2011, foi
acompanhada de uma avaliação de impacto. A proposta legislativa
atualmente em negociação pelos colegisladores - Parlamento e Conselho -,
deverá incluir "medidas para o reforço da transparência das notações da
dívida soberana", afirma Michel Barnier. O Comissário informa Edite
Estrela de que a CE também analisou a estrutura de propriedade das
agências de notação na sua avaliação de impacto.
|
|
 |
|
|
 |
|
Se não conseguir visualizar correctamente este email clique aqui
Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/pspe/
Para remover o seu email desta mailling list por favor clique aqui
Ao abrigo do decreto/lei 67/98 de 26 de Outubro, de regulação do tratamento automatizado de dados de caracter pessoal, o utilizador poderá aceder aos seus dados, rectificar ou cancelar os mesmos. |