|
|
 |
|
|
 |
|
Esta semana foi aprovado, na Comissão de Energia, Indústria e
Investigação do Parlamento Europeu, o Regulamento sobre as Redes
Transeuropeias de Energia, de que o deputado Correia de
Campos é relator. A posição do Parlamento nesta matéria reforça
a perspectiva Europeia sobre o desenvolvimento das redes de gás e
eletricidade. A votação deu-se após um longo processo negocial, mas que
permitiu obter um vasto consenso entre os diferentes grupos políticos na
defesa dos principais pontos propostos por Correia de Campos para esta
legislação. Assim, o Parlamento Europeu defende na sua proposta um
processo de licenciamento de construção de projetos de interesse comum
mais rápido e coordenado entre países vizinhos; a seleção de uma lista
de projetos prioritários que assenta no seu valor acrescentado Europeu e
no contributo a prestar para os objetivos da política energética
Europeia (fim do isolamento energético, integração do mercado único do
gás e eletricidade, segurança, competitividade e sustentabilidade
energéticas); a implementação de um mecanismo Europeu de coordenação
operacional de rede para maior segurança e eficiência da sua operação. O
novo Regulamento determina ainda as condições de elegibilidade e os
critérios prioritários para acesso a um pacote financeiro de 9,1 mil
milhões de euros para alavancar investimentos privados neste sector, que
muito contribuirão para a criação de emprego. A partir de agora, o
Conselho sob a presidência de Chipre iniciará negociações em trílogo,
para dar cumprimento ao processo de codecisão legislativa que o deputado
socialista pretende possa estar concluído até ao final do corrente ano,
tendo vista a necessidade urgente de medidas que estimulem o crescimento
económico na Europa.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
Esta semana Vital Moreira votou contra a concessão
de novas vantagens comerciais a Israel, previstas num protocolo
adicional ao tratado de comércio existente, e que foi aprovado, por
escassa maioria, numa reunião da Comissão de Comércio Internacional do
PE, da qual é presidente. O acordo garante o acesso direto de produtos
industriais israelitas, a começar pelos medicamentos, ao mercado da UE
com dispensa do controlo de conformidade e qualidade da União, valendo a
sua certificação em Israel. Além disso, o acordo não exclui a entrada de
produtos oriundos dos territórios palestinianos ocupados. Em declarações
após a votação, Vital Moreira - que, como relator, tinha proposto a
suspensão da decisão durante dois anos - defendeu que "o
fortalecimento da parceria comercial entre a UE e Israel que resulta da
aplicação do acordo não é compatível com a firme condenação, por parte
da UE, da política israelita relativamente aos palestinianos,
nomeadamente no que diz respeito ao bloqueio económico a Gaza, à
continuação dos colonatos ilegais nos territórios ocupados, à anexação
de Jerusalém Oriental e à violação dos direitos fundamentais dos
Palestinianos. Existe uma óbvia contradição das políticas exteriores da
União em relação a Israel". "A União não pode coonestar a
situação existente, em que Israel vai destruindo metodicamente todas as
condições para uma paz justa, na base de dois Estados separados. Nós
queremos um fim para a violação dos direitos fundamentais dos
Palestinianos, nomeadamente, o direito ao seu território, liberdade de
movimento e de trabalho e, é claro, o direito à auto-determinação.
Assim, de facto o upgrading das relações com Israel neste momento é
inaceitável". Além disto, concluiu Vital Moreira, "a admissão
de produtos israelitas oriundos dos territórios ocupados vai contra a
firme posição da União de não reconhecimento oficial da ocupação
israelita dos territórios palestinianos".
Eventos da semana: Vital Moreira
dirigiu esta semana, em Bruxelas, a reunião ordinária da Comissão de
Comércio Internacional, da qual é presidente, e a uma reunião do
"trílogo" - Parlamento Europeu, Conselho e Comissão - sobre a proposta
de regulação da assistência macro-financeira a terceiros países.
Dirigiu, ainda, os trabalhos de um workshop subordinado ao tema "Towards
a free trade agreement with Japan?", que contou com a intervenção de
vários peritos e um debate sobre a matéria.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
A deputada Edite Estrela apresentou várias medidas
para melhorar a proposta de diretiva da Comissão Europeia relativa aos
processos de adjudicação de contratos de concessão na UE. A diretiva
está em discussão na comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do
Parlamento Europeu sendo a eurodeputada portuguesa responsável no Grupo
Socialista pelo acompanhamento desta matéria. Edite Estrela apresentou
várias propostas que visam introduzir maior transparência e regras mais
claras neste tipo de contratos para evitar distorções no mercado
interno. Atualmente, a adjudicação de concessões de serviços não está
sujeita a qualquer tipo de disposição, sendo somente guiada pelo
princípio geral de transparência e igualdade de tratamento previsto nos
Tratados. Acontece que esta lacuna dá origem a graves distorções no
mercado interno, tais como o ajuste direto de contratos sem concorrência
(com riscos associados à fraude, favoritismo nacional e corrupção) para
além de gerar ineficiências. A deputada defende em concreto o reforço
dos critérios sociais de adjudicação afastando a primazia do critério do
preço mais baixo e evitando situações de "dumping" social. Segundo a
deputada socialista, é igualmente importante assegurar que as principais
convenções sociais e ambientais internacionais são respeitadas nos
processos de adjudicação. "É preciso evitar a prevalência da parte
económica. Devem ser tidos em conta outros factores tais como critérios
ambientais, de sustentabilidade e da própria qualidade e acessibilidade
do serviço prestado ao utente", sublinhou Edite Estrela na
apresentação das suas propostas de alteração.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
O eurodeputado Luís Paulo Alves participou como
orador na Conferência de Presidentes das Regiões Ultraperiféricas (RUP).
A Conferência ocorreu num momento em que a UE e muitos dos seus Estados
Membros atravessam um contexto particularmente difícil, mas em que nos
aproximamos também de momentos igualmente decisivos para a construção do
nosso futuro, na definição das novas politicas europeias e do próximo
Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020. E neste particular tem-se
desenhado nas últimas semanas dificuldades preocupantes ao nível do novo
quadro orçamental introduzidas pelos Estados Membros, que a persistirem,
de acordo com o deputado comprometerão irremediavelmente os objetivos da
Estratégia 2020 e ameaçarão substancialmente as futuras políticas
comunitárias em que todos temos empenhadamente vindo a trabalhar. Por
isso, o eurodeputado açoriano salientou que não percebe como pode o
Conselho afirmar no comunicado das suas conclusões da reunião de 28 e 29
de junho: "A nossa prioridade essencial continua a ser um crescimento
forte, inteligente, sustentável e inclusivo" se depois em 20 de agosto,
no documento saído da Reunião Informal de Ministros e Secretários de
Estado de Assuntos Europeus se afirma, "A Presidência reconhece que é...
inevitável que o nível total das despesas (QFP)...terá que ser corrigido
em baixa". "A Presidência considera que todas as rubricas têm de ser
submetidas a esforço de redução". Em particular, define-se agora uma
nova estratégia para as RUP sustentada numa parceria para o crescimento
inteligente, sustentável e inclusivo e precisamos de construir os
instrumentos e de reunir os meios adequados para conseguir os resultados
que as nossas Regiões tanto precisam alcançar. Por isso, o eurodeputado
dirigindo-se ao Comissário Hann, afirmou que "vivemos um tempo em
que precisamos de resultados... para isso vamos precisar de falar com
clareza e de agir com objetividade. A Estratégia agora definida tem de
passar de um documento bem elaborado onde se afloram soluções, para um
documento onde se vislumbrem claramente os instrumentos e os meios
adequados para obter os resultados de que necessitamos...esperamos da
Comissão a mesma disponibilidade para discutir connosco a utilização de
instrumentos específicos como os POSEI, que provaram já produzir bons
resultados, quando eles se revelarem também os instrumentos mais
capazes. E para nós esse é claramente o caso dos sectores dos
transportes e da energia nas nossas Regiões. A participação no mercado
único ou a inserção regional das nossas regiões, são essenciais para que
a Estratégia agora proposta produza resultados. Todavia tal desiderato
nunca será conseguido se não for melhor resolvido o problema das
acessibilidades nas RUP".
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
A UE e os seus Estados-Membros podem fazer muito mais e melhor para
combater a corrupção, defendeu Ana Gomes num debate
organizado esta semana no Parlamento Europeu (PE) pela rede europeia de
rádios EURANET (ouvir aqui: http://connect.euranet.eu/)
exemplificando com os planos de resgate financeiro impostos pela Troika
a Portugal e a outros países do Euro sobreendividados. A eurodeputada
socialista frisou: "a Troika, não se preocupa nada com o combate à
corrupção, à criminalidade organizada e ao branqueamento de capitais,
que estão no âmago da crise. Ao contrário, as instituições europeias
preferem "olhar para o lado", como sucede com a Comissão Barroso no caso
dos submarinos alemães comprados por Portugal, com a recente amnistia
fiscal sobre os capitais fugidos ao fisco e depositados na Suíça, e com
o impacto perverso do aumento intolerável de impostos que vão
incentivar o aumento da economia paralela" – afirmou. A temática
da corrupção e suas ligações com a criminalidade organizada foi
igualmente abordada por Ana Gomes numa audição especial da Comissão CRIM
no PE, segunda e terça-feira últimas (ouvir aqui: http://www.europarl.europa.eu/ep-live/en/committees/video?event=20120918-1500-COMMITTEE-CRIM&category=COMMITTEE&format=wmv).
Quarta e quinta-feira, Ana Gomes participou em vários debates na
Comissão de Negócios Estrangeiros do PE (AFET), incluindo um sobre a
situação na Síria e outro sobre a Etiópia. Paralelamente, a eurodeputada
trocou impressões com um grupo de parlamentares do Conselho de
Cooperação do Golfo e teve um almoço de trabalho com o antigo ministro
dos Negócios Estrangeiros sueco Carl Bildt para discutir a criação do
instituto europeu para a paz.
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
|
Edite Estrela defendeu esta semana a importância de a
UE desenvolver políticas de prevenção e aperfeiçoar o mecanismo de
gestão de catástrofes e de resposta integrada por parte dos
Estados-membros da UE. No debate sobre o "Mecanismo de Proteção Civil da
União" que decorreu esta semana na comissão do Ambiente do PE, a
deputada sublinhou que a frequência de catástrofes tem vindo a aumentar
mundialmente com prejuízos quer do ponto de vista de vítimas quer do
ponto de vista de perdas económicas. Enquanto porta-voz do grupo
socialista europeu para este importante dossiê legislativo, Edite
Estrela apelou para que o "Mecanismo de Proteção Civil da União" seja
simplificado e flexibilizado tendo em conta uma resposta rápida e
eficaz. A deputada destacou o exemplo de um projeto piloto para a
constituição de uma reserva de meios aéreos para combate a incêndios
florestais cujo sucesso justifica a sua continuidade. "Os incêndios
florestais são um fenómeno que atinge sobretudo os países do sul da
Europa, agravado com condições climatéricas adversas que,
frequentemente, atingem em simultâneo diversos Estados membros, o que
pode dificultar a capacidade de entreajuda, e justifica plenamente a
existência de uma reserva adicional com o apoio da UE", defendeu.
|
|
 |
|
|
 |
|
Se não conseguir visualizar correctamente este email clique aqui
Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/pspe/
Para remover o seu email desta mailling list por favor clique aqui
Ao abrigo do decreto/lei 67/98 de 26 de Outubro, de regulação do tratamento automatizado de dados de caracter pessoal, o utilizador poderá aceder aos seus dados, rectificar ou cancelar os mesmos. |