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Vital Moreira viu aprovado esta semana, na reunião
da Comissão parlamentar de comércio internacional (de que é presidente),
o seu relatório sobre as relações económicas e comerciais com os Estados
Unidos, em que se apoia a abertura de negociações para um tratado de
comércio e investimento entre Bruxelas e Washington, visando a criação
de um "mercado transatlântico". Dirigindo-se antes ao grupo parlamentar
socialista, Vital Moreira, justificou esta opção com duas razões
fundamentais: 1.a - Porque faz todo o sentido em termos económicos
e comerciais, a remoção das barreiras tarifárias e sobretudo não
tarifárias (diferentes padrões regulatórios) às trocas comerciais e aos
investimentos entre os dois lados do Atlântico, uma vez que todos os
estudos indicam enormes potencialidades em matéria de crescimento e
emprego; 2.a - Porque estão reunidas as condições para lançar
negociações e alcançar um acordo substancial, tendo em conta a paralisia
da "Ronda de Doha" para um acordo global de comércio internacional, o
crescente desafio económico da China e, no nosso caso, as dificuldades
que atualmente enfrentam as nossas negociações com a Índia e o
Brasil. Vital Moreira advertiu que não vai ser uma tarefa fácil, dadas
as diferenças de interesses e de "cultura regulatória" entre a UE e os
Estados Unidos (por exemplo, segurança alimentar, direitos dos
consumidores, "denominações de origem", serviços públicos, etc.).
Todavia, concluiu Vital Moreira, não é preciso chegar a acordo em tudo
e, depois, o que está em jogo é de tal modo importante, que vale a pena
investir a sério no aprofundamento de uma verdadeira "área económica
transatlântica".
Eventos da semana:
Além de ter dirigido a reunião ordinária mensal da INTA (Comissão de
comércio internacional), Vital Moreira acolheu esta semana no PE a
conferência Immigrant Entrepreneurship and International Trade Policy e
presidiu a um workshop que analisou as relações económicas e comerciais
entre a UE e o Canadá (EU - Canada Comprehensive Economic and Trade
Agreement). Participou, ainda, num pequeno-almoço de trabalho onde foram
debatidas as relações comerciais entre a UE e a ASEAN (Associação de
Nações do Sudeste Asiático) e numa mesa de discussão sobre as questões
que se colocam ao aprofundamento da UE, que foi promovida pela
organização Friends of Europe.
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A deputada Elisa Ferreira questionou esta semana o
Vice-Presidente da Comissão Europeia responsável pela Concorrência,
Joaquin Almunia, sobre várias questões de atualidade no âmbito na
comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.
Elisa Ferreira sugeriu à Comissão Europeia a necessidade de se avançar
com o reforço da cooperação a nível fiscal. "Nesta fase em que
estamos a pensar na Europa a médio prazo", afirmou dirigindo-se ao
Comissário, "não lhe parece o momento indicado para introduzir algum
nível de cooperação fiscal pelo menos de intervalos de variabilidade das
taxas praticadas nos diferentes países? É porque neste momento se
assiste a uma concorrência selvagem que passa por dumping fiscal".
A deputada referiu igualmente as "práticas que neste clima de crise
são cada dia mais violentas por parte das redes de distribuição de
produtos alimentares e outros". "Elas não são só importantes a
nível nacional, elas funcionam a nível europeu mas esmagam completamente
a concorrência dos pequenos produtores através de imposição de períodos
de pagamento duríssimos, do esmagamento de preços e de um abuso claro de
posição dominante". "Penso que isto não pode ser tratado só
apenas pelas autoridades de concorrência nacionais. Queria saber se
tenciona fazer alguma coisa no quadro das redes de concorrência",
questionou. Elisa Ferreira abordou também a questão da União Bancária.
"Avançamos com uma União Bancária que inclui um supervisor para os
bancos europeus mas a fase de recapitalização desses bancos e a sua
eventual resolução continua sem ter qualquer quadro europeu. Isto é, nós
vamos pôr em prática uma supervisão única mas depois deixamos a questão
da recapitalização nas mãos das autoridades nacionais de resolução que
vão de novo utilizar, penso eu, o dinheiro dos contribuintes",
afirmou.
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Ana Gomes interpelou quinta-feira o Presidente do
Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sobre as consequências desastrosas
da austeridade punitiva que está a ser aplicada em Portugal. "Como é
que o Conselho da UE continua numa rodona desligada da realidade a citar
Portugal como um "bom exemplo? Só se for do que NÃO deve ser
feito.... quando por causa dos efeitos devastadores sobre a economia 87%
da população portuguesa se diz desapontada com a Democracia? E a
Democracia em Portugal é também a Europa!" – afirmou Ana Gomes,
durante o debate "O Estado da Europa: como escapar da estagnação",
organizado pela associação "Friends of Europe" em Bruxelas. Intervindo,
tal como Van Rompuy, no painel de discussão "O lugar da Europa num mundo
globalizado: evoluir com os novos atores globais (economias
emergentes)", a eurodeputada socialista também o questionou diretamente
sobre a forma como a UE acompanha esses novos atores que "tirando
partido da crise na UE, estão a comprar ao preço da chuva empresas e
tecnologias em sectores estratégicos da economia europeia". Ana
Gomes citou o caso da China que, através da compra de
participações na REN e EDP por empresas controladas pelo PCC, faz o
"rebundling" no sector estratégico da energia, contra o "unbundling"
determinado pelas regras da concorrência europeia. E o de Angola, que
compra muito dos ativos que Portugal privatiza, incluindo o
controle dos media públicos, o que obviamente pode ameaçar o
funcionamento democrático da imprensa em Portugal. "E como é que a
Troika pode deixar passar o branqueamento de capitais por parte de quem
foge ao fisco em Portugal que está a ser organizado pelo atual Governo
mediante o pagamento de uma taxa de 7,5% ? Não será impossível uma
governação económica e orçamental na Europa sem justiça fiscal?" –
perguntou ainda Ana Gomes.
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O relator do Parlamento Europeu para os principais regulamentos da
nova reforma da PAC, Capoulas Santos, reuniu esta
semana em Bruxelas com a ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner,
para uma troca de impressões sobre as negociações no Parlamento Europeu
e no Conselho de Ministros. No final do encontro, o eurodeputado
português afirmou estar positivamente surpreendido com a posição do
governo alemão no que diz respeito à redistribuição entre
Estados-membros dos envelopes nacionais das ajudas diretas. "A
ministra da Agricultura alemã afirmou defender uma posição favorável à
convergência entre os países no que toca as ajudas aos agricultores, que
é extremamente benéfica para Portugal. Tenho defendido no Parlamento
Europeu um projeto de redistribuição mais ambicioso do que a proposta da
Comissão Europeia. Defendo uma distribuição mais equitativa dos recursos
da PAC entre países e acabo de verificar que tenho fortes aliados no
Conselho. Trata-se precisamente de um dos países, a Alemanha, que
provavelmente terá de pagar mais por isso". Uma das propostas do
relator vai precisamente no sentido de re-equilibrar os montantes das
ajudas, em benefício dos países que atualmente menos recebem, entre os
quais Portugal e os países Bálticos. Para além dos aliados naturais, ou
seja, aqueles que naturalmente beneficiarão com esta proposta, é preciso
que aqueles que tenham que pagar por isso se comprometam com o princípio
da equidade. No âmbito do processo de reforma da PAC, Capoulas Santos
multiplica os contactos no sentido de recolher informação útil no seio
dos Estados-membros. Esta semana, reuniu com o secretário de Estado da
Agricultura finlândes, Risto Artjoki, e com a presidente da comissão do
Ambiente e Assuntos Rurais do parlamento inglês Anne McIntosh.
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Luís Paulo Alves, responsável do Parlamento Europeu
(PE) para o Parecer relativo ao Fundo Europeu de Ajustamento à
Globalização (FEAG), apresentou na Comissão de Agricultura do PE o seu
projeto de Parecer, que mereceu amplo apoio da Comissão. A proposta de
regulamento da Comissão Europeia (CE) relativa ao FEAG para o período
2014-2020 tinha como objetivo proteger os trabalhadores por conta de
outrem, estender a sua aplicação aos trabalhadores independentes e
incluir os agricultores no domínio das respostas necessárias aos efeitos
dos acordos internacionais que envolvem a agricultura. Luís Paulo Alves
começou por afirmar que "este é um instrumento crucial para os
nossos trabalhadores e deve estar habilitado e possuir a capacidade de
continuar a manter o seu auxílio, no decurso da crise que estamos a
atravessar e de outras que no futuro possam vir a ocorrer. É por isso da
maior importância que o FEAG seja aprovado o mais rápido possível pois
precisamos de respostas céleres para as situações tão nefastas de
desemprego que nos afetam, ainda para mais numa altura de crise sem
precedentes na UE". O deputado continuou explicando as suas
propostas, "neste contexto de maiores dificuldades é necessário
melhorar a intensidade das respostas do FEAG, aumentando as suas taxas
de cofinanciamento, atendendo a que muitos Estados Membros (EM) não se
encontram particularmente capacitados para usufruir dos seus benefícios.
O FEAG deve por isso conter taxas mais favoráveis para as regiões mais
frágeis que se encontram no objetivo Convergência, bem como para as
regiões ultraperiféricas, e para EM que se encontram sob intervenção
externa, deve também, aquando ao recurso do FEAG, existir uma majoração
de 10%". A proposta da CE apresentava a intenção de alargar aos
agricultores a utilização do FEAG para fazer face às consequências
resultantes dos acordos de comércio. E como tal a Comissão de
Agricultura do PE tendo como preocupação conseguir um instrumento
verdadeiramente capaz de produzir com eficácia as respostas necessárias
para os agricultores, procurou assegurar a competência legislativa
necessária para qualificar a proposta da CE, no nível de soluções
necessárias para os agricultores. Tal não foi possível de ser
conseguido, o que conduziu à fragilização da sua capacidade de
intervenção no resultado final do regulamento que vier a ser aprovado no
Parlamento. Também a posição dominante na maioria das Comissões
Parlamentares e dos Grupos Políticos é contrária ao tratamento
específico da agricultura e à atribuição de poderes à CE para conferir
eficácia a esse tratamento específico.
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O deputado Correia de Campos participou esta semana
numa delegação oficial do Parlamento Europeu a Quioto, Japão, para
participar, enquanto Presidente do painel STOA (Avaliação de Opções
Científicas e Tecnológicas) no fórum STS (Ciência, Tecnologia e
Sociedade). Este fórum integra personalidades do mundo académico,
empresarial, comunicação social e decisores políticos, que se reúnem
anualmente para discussão de tópicos ligados ao progresso científico e
tecnológico, tendo em vista a concretização de benefícios para a
sociedade e a avaliação dos impactos negativos de carácter ético,
ambiental, ou de segurança desses mesmos avanços tecnológicos. Os temas
fortes deste ano foram a energia e a sustentabilidade ambiental. Correia
de Campos interveio sobre estes temas realçando o contributo das
políticas Europeias nos domínios energético, agrícola, e de investigação
para um futuro mais sustentável. Numa altura em que o Japão reequaciona
todo o seu modelo energético em consequência do acidente de Fukushima, o
deputado socialista deu nota das principais transformações em curso na
política energética Europeia salientando as oportunidades de cooperação
entre os dois blocos económicos. No âmbito da sua visita, Correia de
Campos estabeleceu ainda uma série de contactos a nível político que
visaram debater iniciativas e projetos já em curso e aprofundar e
dinamizar a cooperação científica entre a União Europeia e países como
sendo o Japão, Índia, Coreia, Austrália, entre outros.
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A eurodeputada Edite Estrela foi uma das promotoras
da cerimónia oficial que assinalou pela primeira vez o Dia Internacional
da Rapariga, que teve lugar esta quinta-feira, dia 11 de outubro, em
Bruxelas, uma iniciativa que contou com o alto patrocínio do Parlamento
Europeu (PE) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento, que
decorreu no PE, em Bruxelas, contou com várias atividades e discursos de
Eurodeputados, Representantes da União Europeia e da ONU e pretendeu
alertar e sensibilizar a comunidade internacional para a situação de
discriminação a que as crianças do sexo feminino continuam sujeitas um
pouco por todo o mundo. Relatórios recentes da ONU demonstram que as
raparigas têm maior probabilidade de sofrer de má nutrição, estão mais
expostas à violência, a casamentos forçados e têm mais dificuldades no
acesso à educação e a serviços de saúde. Edite Estrela afirmou que
"a atribuição de um Dia Internacional é uma maneira eficaz de chamar
a atenção para as dificuldades específicas que as crianças do sexo
feminino enfrentam desde o seu nascimento, estas estão mais sujeitas a
todo o tipo de discriminações, violência e abusos. Estudos recentes
sugerem que o investimento nos direitos das raparigas pode ter um papel
importante na eliminação da pobreza, ou seja, trata-se de uma questão de
direitos humanos e de um investimento com retornos benéficos para a
sociedade e para a economia". A eurodeputada socialista foi uma das
principais promotoras de uma Declaração Escrita aprovada pelo Parlamento
Europeu que exortou as Nações Unidas a proclamar um Dia Internacional
dedicado às crianças do sexo feminino. No Parlamento Europeu e nos
diversos fóruns internacionais, Edite Estrela tem alertado para a
situação específica das raparigas e para a necessidade de as sociedades
se mobilizarem por esta causa.
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* A deputada Elisa Ferreira participou esta semana
na 9º mesa redonda de alto nível organizada pelo think tank Friends of
Europe em parceria com a presidência cipriota do conselho da UE e o
Financial Times, entre outros, que juntou em Bruxelas decisores, líderes
políticos, empresários, sindicalistas e líderes de opinião para
debater o Estado da Europa. Os debates contaram com a presença do
presidente da CE, Durão Barroso, o presidente do Conselho Europeu, Van
Rompuy, e o líder da bancada socialista no PE, Hannes Swoboda.
* A Comissão do Emprego e Assuntos Sociais do PE aprovou esta semana
várias medidas apresentadas por Edite Estrela, que têm
como objetivo melhorar a proposta de diretiva da CE relativa aos
processos de adjudicação de contratos de concessão na UE. A diretiva
está atualmente em apreciação no PE, sendo a deputada responsável no
Grupo Socialista pelo acompanhamento desta matéria na comissão do
Emprego. As propostas de Edite Estrela procuram introduzir maior
transparência e regras mais claras neste tipo de contratos, para evitar
distorções no mercado interno. Atualmente, a adjudicação de concessões
de serviços não está sujeita a qualquer tipo de disposição, sendo
somente guiada pelo princípio geral de transparência e igualdade de
tratamento previsto nos Tratados. Acontece que esta lacuna dá origem a
graves distorções no mercado interno, tais como o ajuste direto de
contratos sem concorrência (com riscos associados à fraude, favoritismo
nacional e corrupção) para além de gerar ineficiências. A deputada
defende em concreto o reforço dos critérios sociais de adjudicação
afastando a primazia do critério do preço mais baixo e evitando
situações de "dumping" social. Segundo a deputada, é igualmente
importante assegurar que as principais convenções sociais e ambientais
internacionais são respeitadas nos processos de adjudicação. "É
preciso evitar a prevalência da parte económica. Devem ser tidos em
conta outros fatores tais como critérios ambientais, de sustentabilidade
e da própria qualidade e acessibilidade do serviço prestado ao
utente".
* Terça-feira, dia 9, Ana Gomes participou na
escolha das três candidaturas finalistas ao Prémio Sakharov para a
liberdade de pensamento de 2012, votando nos iranianos Jafar Panahi
(realizador de cinema) e Nasrin Sotoudeh (advogada de direitos humanos).
O ativista político bielorusso Ales Bialiatski e as cantoras da banda
russa "Pussycat Dolls" compõem a "short list" aprovada. A semana de
trabalho da eurodeputada também incluiu debates na Comissão de Assuntos
Externos do PE com o Comissário Europeu Stefan Füle, com o pelouro do
Alargamento, e com o Secretário-Geral do Serviço Europeu de Ação
Exterior, Pierre Vimont, sobre a deterioração da situação política,
militar e humanitária na Síria e na Turquia.
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