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Muito provavelmente no fim de novembro a Comissão de Pescas do
Parlamento Europeu (PE) votará os Relatórios sobre a Reforma da Politica
Comum de Pescas (PCP), cujo conteúdo constituirá o mandato do Parlamento
para a negociação com o Conselho e a Comissão, no contexto dos novos
poderes de codecisão em que o PE foi investido pelo Tratado de Lisboa.
Neste momento decorrem a bom ritmo as negociações no sentido do
estabelecimento de compromissos políticos que permitam integrar uma
parte das 2549 emendas apresentadas pelos deputados às propostas da
Comissão, meia centena das quais da autoria de Capoulas Santos. O sector
das pescas europeu está confrontado com vários desafios de que se
destacam a necessidade de fornecer produtos da pesca a 500 milhões de
consumidores e a necessidade de ajustar a um nível sustentável uma frota
com capacidade de captura superior aos recursos disponíveis, mas em
parte obsoleta. Para lhes responder, será necessário alterar
significativamente a atual regulamentação de forma a que se disponham
mais dados científicos sobre os mares europeus que permitam, a partir
deles, definir normas que garantam uma exploração sustentável dos
recursos piscatórios mas também a viabilidade social e económica do
sector das pescas e da aquicultura. Procurando salvaguardar os
interesses de Portugal, Capoulas Santos continua a reivindicar a
manutenção dos apoios à renovação da frota, sem aumento da sua
capacidade de captura, de forma a garantir melhores condições de
higiene, de segurança no trabalho e de armazenagem das capturas e também
embarcações mais eficientes, mais seguras e mais amigas do ambiente. O
deputado tem também apelado à recusa da introdução de um "sistema de
quotas de pesca transferíveis" que, a ser aprovado, significaria pura e
simplesmente a privatização dos direitos de pesca e a sua concentração,
a breve prazo, nas mãos de poucos armadores, primeiro no plano nacional
e a seguir no plano europeu. Capoulas Santos defende ainda o fim do
lançamento ao mar das chamadas pescas acessórias, isto é, daquelas
espécies que são involuntariamente capturadas, através da introdução de
mecanismos que as evitem e da utilização para fins de solidariedade
social das que não for possível evitar. A correta combinação das
variáveis ambiental, económica e social constitui assim a difícil
equação que as instituições europeias, e desde logo o PE, estão
obrigadas a resolver a curto prazo.
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A eurodeputada Edite Estrela presidiu à delegação do
Parlamento Europeu que acompanhou os trabalhos da 11ª reunião das Partes
na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), que
decorreu esta semana em Hyderabad, na Índia. Criada por ocasião da
Cimeira sobre Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, em 1992, a
CDB é o principal fórum mundial para temas relacionados com a
biodiversidade. A 11ª reunião, que contou com a participação de 170
países, avaliou os progressos alcançados em matéria dos objetivos de
Aichi, definidos no Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020.
Em debate, estiveram igualmente a aplicação do Protocolo de Nagoia,
relativo ao acesso aos recursos genéticos e à partilha justa e
equitativa dos benefícios decorrentes da sua utilização, bem como a
estratégia para a mobilização de recursos em prol da biodiversidade em
termos globais. "Nas reuniões com os mais relevantes intervenientes
na COP 11, a nossa delegação sublinhou o apelo do Parlamento para a
necessidade de medidas urgentes para aplicar o Plano Estratégico para a
Biodiversidade. A UE está empenhada em continuar a ser o principal
doador mundial de ajuda para a biodiversidade e todos os países,
desenvolvidos ou em desenvolvimento, devem partilhar a responsabilidade
de alcançar os objetivos que são comuns. Transmitimos a mensagem de que
os progressos no terreno apenas poderão ser efetivamente obtidos, se a
sociedade a todos os níveis, incluindo as autoridades e as comunidades
locais, forem envolvidas e cada cidadão possua uma clara noção da
diversidade biológica enquanto um valor da natureza", afirmou Edite
Estrela. Na qualidade de presidente da delegação do Parlamento Europeu,
Edite Estrela foi também uma das oradoras na reunião de alto-nível sobre
o Pacto para os Oceanos, que decorreu à margem da CDB, uma iniciativa
lançada pelas Nações Unidas, tendo em vista a proteção das zonas
marítimas e costeiras. No encontro que juntou representantes de diversos
países e instituições, a eurodeputada socialista sublinhou a importância
do desenvolvimento e aprofundamento de parcerias que permitam
"assegurar a proteção da biodiversidade, bem como a utilização
sustentável dos recursos marinhos".
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Ana Gomes esteve no início da semana em Lima, no
Peru, para participar na Sétima Assembleia do "World Movement for
Democracy", organizada pelo National Endowment for Democracy, e que este
ano tem como tema "A Democracia para todos: como garantir a inclusão
social, política e económica". A eurodeputada socialista, que é membro
do comité de direção da Assembleia, juntou-se assim a cerca de 500
ativistas, académicos e profissionais de mais de 100 países para
discutir em várias sessões plenárias e grupos de trabalho os desafios
para a democracia no século XXI, nomeadamente o envolvimento dos jovens,
a defesa dos direitos humanos, a luta anti-corrupção e a solidariedade
internacional na consolidação de movimentos democráticos. De regresso a
Bruxelas, Ana Gomes participou numa sessão da Comissão de Negócios
Estrangeiros do PE com Sarah Cliffe, Secretária-Geral Adjunta das Nações
Unidas, responsável pelo apoio aos países em transição. Foi discutido o
papel da UE no apoio à ação da ONU em países como os da Primavera Árabe
ou no Afeganistão. A mesma sessão da Comissão de Negócios Estrangeiros
do PE contou com a presença da Ministra dos Negócios Estrangeiros de
Chipre, que relatou as decisões do último Conselho de Assuntos Gerais,
comunicando a decisão de se constituir uma missão da Política Comum de
Segurança e Defesa para o Mali. Ana Gomes inquiriu a Ministra sobre o
impacto que a crise económica poderia ter nas contribuições militares e
civis dos Estados Membros para uma tal missão da PCSD e questionou
também a determinação que envolveria uma tal missão, tendo em conta a
forma lamentável como a UE pôs termo à missão com propósitos semelhantes
noutro país da zona, acabando por deixá-lo entregue a golpistas e à
criminalidade organizada: a Guiné Bissau.
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Durante uma reunião do grupo parlamentar socialista, que decorreu
esta semana em Bruxelas, Vital Moreira propôs que o PE
suspenda por dois anos o aprofundamento das relações comerciais da UE
com Israel, devendo por isso rejeitar o novo Protocolo adicional ao
tratado de comércio existente. Para Vital Moreira "não devemos fazer
o upgrade das relações comerciais da UE com Israel, quando ao mesmo
tempo Israel bloqueia sistematicamente o processo de paz e vai
destruindo metodicamente as condições para um Estado Palestiniano
viável. Trata-se de uma questão de credibilidade e consistência das
políticas externas da UE". A este propósito Vital Moreira
referiu-se a relatórios de recentes missões da UE a Israel e aos
territórios palestinianos que dão conta do agravar da situação no
terreno, especialmente, em Jerusalém e na Cisjordânia, onde persiste a
política deliberada e sistemática de expansão dos colonatos israelitas e
a consequente expulsão dos palestinianos dos locais onde habitam.
"Não podemos premiar Israel com o fortalecimento de relações
comerciais, quando Israel desafia de forma sistemática as posições
políticas da UE relativamente aos territórios ocupados e às condições
para uma paz justa e à autodeterminação do povo Palestiniano,"
sustentou Vital Moreira. Trata-se de uma questão de coerência e de
decência política. A UE em relação a outros países, por causa de
violações graves das obrigações internacionais, não hesitou em aplicar
sanções comerciais. "Não defendo sanções comerciais contra Israel,
mas defendo que, pelo menos, não devemos premiar Israel pelo seu
ostensivo desafio e desprezo pela condenação da UE relativamente à sua
política em relação aos territórios ocupados. Por isso, defendo que a UE
deve congelar as suas relações comerciais com Israel no seu atual
nível", defendeu Vital Moreira. "A UE condena politicamente
Israel, e Israel despreza a nossa posição. A UE pede a Israel que não
ponha em causa as condições para a paz, e Israel despudoradamente faz o
contrário. Ora, quando a UE tem a oportunidade para dizer a Israel que
esta situação não pode continuar não podemos desperdiçá-la, sob pena de
sermos acusados, e com toda a razão, de falta de seriedade e de
hipocrisia", concluiu Vital Moreira.
Eventos da semana:
Além de ter participado esta semana nas reuniões do grupo parlamentar
socialista no PE, Vital Moreira dirigiu a reunião informal do "trílogo"
- Parlamento Europeu, Conselho e Comissão - sobre a proposta de
assistência macro-financeira da UE à Geórgia. Dirigiu, igualmente, os
trabalhos de um workshop sobre o acordo de livre comércio celebrado
entre a UE e a Coreia do Sul, um ano após a sua entrada em vigor, e que
contou com a intervenção de vários especialistas e um debate sobre a
matéria. Participou, ainda, numa reunião de trabalho organizada pelo
Transatlantic Business Dialogue sobre as relações comerciais entre a UE
e os Estados Unidos. Vital Moreira manteve reuniões de trabalho com o
Embaixador das Honduras junto da UE, com o representante da Rússia junto
da UE para os assuntos comerciais e com a European Branded Clothing
Alliance, que representa cerca de 40 marcas de vestuário. Por fim, no
Sábado, Vital Moreira participa, em Anadia, na conferência "A Integração
Europeia: desafios e oportunidades," organizada pela Federação de Aveiro
da Juventude Socialista.
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A deputada Elisa Ferreira participou esta semana no
Fórum Económico Internacional promovido pelo Comité das Regiões da UE,
em Bruxelas, subordinado ao tema "Reconstructing the Eurozone". Elisa
Ferreira abordou todas as recomendações que o Parlamento Europeu tem
dirigido ao Conselho por forma a permitir à zona euro ultrapassar a
crise. A deputada e coordenadora dos Socialistas Europeus para as
questões económicas traçou um verdadeiro plano para consolidar o
funcionamento e a proteção da zona euro nos próximos anos. Elisa
Ferreira começou por defender uma União Bancária com um mecanismo único
de supervisão, um esquema de garantia de depósitos e um plano de
resolução de crises. No entanto, sublinhou, é fundamental reforçar a
união orçamental e fiscal. A par de maior integração das políticas
económicas, a deputada frisou ainda a necessidade de reforçar a
legitimidade democrática dos mecanismos e do funcionamento da zona euro
através de um maior acompanhamento do Parlamento Europeu e envolvimento
da Comissão Europeia. Igualmente importante é a criação de um pilar
social na zona euro com base num Pacto Social que promova o emprego
jovem, o financiamento de serviços públicos de qualidade, e garanta a
proteção dos direitos sociais e laborais. Elisa Ferreira assinalou que
este caminho é possível mas é igualmente necessário fazer uma avaliação
rigorosa sobre as causas e consequências da crise.
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Luís Paulo Alves reuniu-se recentemente com a
Associação Agrícola da Ilha Terceira e a Associação de Jovens
Agricultores Terceirenses, para apresentar o resultado dos esforços
desenvolvidos com sucesso junto da Comissão Europeia (CE), para a
análise específica dos problemas que o fim das quotas leiteiras podem
levantar nos Açores. A reunião, no passado mês de março em Estrasburgo,
entre o Comissário da Agricultura, Dacian Ciolos, os eurodeputados
Luís Paulo Alves e Capoulas Santos, e o deputado Berto Messias, na
qualidade de presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista
(GPPS) na Assembleia Regional, sobre o estudo "Análise da evolução
futura do sector do leite", a realizar pela CE, no contexto do eventual
fim do regime de quotas leiteiras na União Europeia, abarcou um esforço
colectivo dos eurodeputados e do GPPS de alerta à Comissão, que culminou
na garantia, por parte do Comissário, em incluir os impactos
territoriais desta medida nas regiões mais frágeis, como é o caso dos
Açores. Tendo neste momento já sido publicado o caderno de encargos e os
exatos conteúdos que o estudo deve abordar, podemos constatar que o
compromisso, que connosco foi concertado em Estrasburgo, foi
efetivamente cumprido, tendo passado o estudo a apresentar uma forte
componente de análise prospectiva dos impactos territoriais, sobretudo
nas regiões mais frágeis, num cenário de um futuro sem quotas para além
de 2015.
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O deputado Correia de Campos participa hoje, dia 19
de outubro, em Faro, na conferência transfronteiriça Portugal-Espanha,
promovida pelas Redes Europeias de Informação. O encontro dedicado à
"Recuperação Económica e Democracia na Europa" conta com a presença de
eurodeputados, deputados à Assembleia da República, representantes da
Comissão Europeia em Portugal e Espanha, decisores políticos,
presidentes de câmara, jornalistas, governos regionais, diplomatas e
representantes de instituições financeiras. O deputado socialista
Correia de Campos participa na mesa redonda sobre "Competitividade
regional e empreendedorismo na Europa: como convergir de forma
sustentável?".
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* Edite Estrela e vários parlamentares europeus de
diferentes nacionalidades e famílias políticas decidiram dirigir uma
carta ao Presidente do Paquistão a exigir "esforços redobrados" por
parte das autoridades paquistanesas na identificação e captura dos
agressores de Malala Yosafzai, a jovem ativista paquistanesa atacada por
talibans por defender o direito e o acesso generalizado das crianças do
sexo feminino à educação no seu país. Malala Yosafzai foi recentemente
transportada para o Reino Unido encontrando-se em estado crítico num
hospital em Londres. Os próximos dias serão cruciais, e ainda não se
sabe se sobreviverá ou não. A jovem tornou-se num símbolo da luta pelos
direitos das mulheres e da resistência contra os talibans no Paquistão.
Malala foi homenageada na semana passada, em Bruxelas, durante a
cerimónia oficial que assinalou pela primeira vez o "Dia Internacional
da Rapariga". Segundo Edite Estrela, "Malala está em perigo de vida
porque, sendo rapariga, teve a ousadia de querer estudar, de ser
corajosa e de escrever num blogue, denunciando violações e atropelos aos
direitos humanos e aos direitos das mulheres". A deputada socialista
sublinha a importância das iniciativas como o Dia Internacional da
Rapariga. Edite Estrela reafirma a importância de dedicar esse dia
"a Malala e a todas as meninas que sofrem por serem crianças e por
serem do sexo feminino".
* Prosseguiu esta semana a ronda regular de contactos com os
principais agentes do sector agrícola europeu que o deputado
Capoulas Santos, enquanto Relator para os principais
Regulamentos da Reforma da PAC, tem promovido nos últimos meses, ao
longo das diversas fases do processo negocial. Desta vez a troca de
informações ocorreu com a ANIFLET, a associação nacional, francesa, das
frutas e legumes transformados e com a COPEBI, a cooperativa,
também francesa, de cerejas frescas para indústria. As mais importantes
preocupações destas organizações, designadamente a questão dos
"pagamentos ligados" e da " redistribuição interna" estão contempladas
nos "Relatórios Capoulas" de forma que as satisfazem.
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Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/pspe/
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