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A deputada Elisa Ferreira defendeu esta semana a
necessidade de se garantir na UE "a coerência entre os objetivos de
médio e longo prazo que incluem crescimento, emprego e convergência real
e as recomendações de curto prazo centradas sobretudo em disciplina e
convergência nominal". A deputada interveio no debate sobre o
designado "Semestre Europeu", durante a sessão plenária em Estrasburgo.
O "Semestre Europeu" prevê que, anualmente, a Comissão Europeia proceda
a uma análise pormenorizada dos programas de reforma estrutural e
económica dos países da UE e lhes transmita recomendações para os 12 a
18 meses seguintes, reforçando assim o controlo europeu sobre a política
económica e orçamental dos Estados-membros. "O equilíbrio entre
este controlo e a autonomia e legitimidade a nível nacional não é fácil
de encontrar e ele tem descaído para um nível de imposição, sobretudo,
de disciplina e, em última instância, pode mesmo originar um pacote
sério de sanções", alertou a deputada. "Mais coordenação
europeia significa um menor controlo dos países sobre o seu próprio
destino, o que obriga a um equilíbrio subtil mas também a uma exigência
acrescida com a qualidade das recomendações que é feita aos
países". Elisa Ferreira sublinhou a necessidade de haver
"coerência com as conclusões que devem ser retiradas da análise
sobre os desequilíbrios macroeconómicos, em particular sobre o impacto
assimétrico das políticas comuns e as externalidades negativas, os
efeitos indiretos de algumas políticas nacionais sobre os outros
países". A deputada referiu a importância de alcançar um consenso
sobre a existência de "um limiar mínimo de direitos sociais,
económicos e laborais que não podem ser ultrapassados por estas
recomendações". Igualmente importante é que a qualidade das
recomendações seja aferida em função dos resultados atingidos, "o
que está longe de ser o caso até agora", concluiu.
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O deputado Correia de Campos defendeu esta semana,
em Estrasburgo, a necessidade de a UE aprofundar o Mercado Único.
No debate em plenário do Parlamento Europeu, sobre "As preocupações dos
cidadãos e das empresas europeias relativamente ao funcionamento do
Mercado Único", o eurodeputado socialista e membro da comissão
parlamentar do Mercado Interno apresentou prioridades concretas com
vista "a colocar o mercado ao serviço do cidadão e não o o cidadão
ao serviço do mercado". O deputado considerou "essencial"
uma política comum para produzir e distribuir energia a preços
acessíveis ao consumidor, com elevado nível de eficiência energética,
"através de um mercado europeu de energia servido por
infraestruturas transfronteiriças, com possibilidade de alavancagem
comunitária do investimento que represente valor europeu
acrescentado". O mercado europeu de energia será uma "questão
chave" para o futuro mercado único, alertou ainda o deputado. 20
anos após a criação do Mercado Único, "a crise económica e
financeira fez reacender a ameaça dos protecionismos nacionais e ficou
claro que o mercado interno não é uma obra concluída, deve ser
alimentado e aprofundado".
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Intervindo esta semana no plenário do Parlamento Europeu, em
Estrasburgo, Vital Moreira associou-se à comemoração
dos 20 anos do "mercado único" e aos propósitos do seu aprofundamento e
acabamento, incluindo o "mercado digital único" e o "mercado da energia
único," entre outros. No entanto, Vital Moreira suscitou duas questões.
Primeiro, o mercado único não pode limitar-se à livre circulação de
mercadorias, serviços e capitais, devendo abranger também um "mercado de
trabalho único," com efetiva liberdade e possibilidade de procurar
emprego e exercê-lo em qualquer parte da União, o que está longe de ser
o caso. Em segundo lugar, sendo certo que o mercado único significa
livre concorrência entre agentes económicos, não pode, todavia, haver
livre concorrência sem um "level playing field" entre as empresas de
diferentes Estados-membros da União, impedindo o "dumping" regulatório,
o "dumping" fiscal e o "dumping" social. A crescente integração dos
mercados deve ser acompanhada de uma correspondente integração
regulatória, fiscal e social, e não de uma "corrida para o fundo" ("race
to the bottom") de desregulação dos mercados, de desarmamento fiscal dos
Estados e de abandono dos direitos
sociais.
Eventos da semana
Esta semana, Vital Moreira viu aprovados pelo Parlamento quatro
relatórios de que foi relator, com destaque para o relatório sobre as
Relações económicas e comerciais com os Estados Unidos da América.
Participou, ainda, na reunião do "Steering Group" da Conferência
Parlamentar junto da OMC de que é copresidente, bem como, num colóquio
organizado pelo grupo parlamentar socialista sobre "Para onde vai a
Europa?".
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Esta quinta-feira em Estrasburgo teve lugar mais uma ronda negocial
sobre a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) entre os grupos
políticos representados no Parlamento Europeu (PE), desta vez dedicada
integralmente à componente "verde" da PAC, ou o "greening", como se
designa comummente no jargão comunitário. Cabe a Capoulas
Santos conduzir estas reuniões na qualidade de responsável do
PE para este dossiê, e segundo o eurodeputado o tema tratado esta semana
"é um dos mais revolucionários desta reforma, que para além de
pretender introduzir mais legitimidade nas ajudas da política agrícola
europeia pretende ainda tornar visível o potencial da agricultura na
preservação do ambiente". O eurodeputado refere que as negociações
em torno do "greening" traduzem um conflito claro entre a defesa de uma
abordagem comum e a defesa de uma "espécie de renacionalização das
medidas, pagas com dinheiros comunitários", afirma, posição esta
que considera inaceitável. No âmbito das medidas a fazer respeitar pelos
agricultores, trata-se do confronto entre adoptar medidas comuns que
produzam os mesmos benefícios em termos da proteção ambiental, e entre
aqueles que defendem uma solução tipo menu, ou seja, neste caso caberia
aos agricultores ou aos Estados-membros ou às regiões escolher estas
medidas. Capoulas Santos não tem qualquer dúvida de que esta última
solução não só não produziria os efeitos desejados em termos de proteção
ambiental, como ainda introduziria uma distorção concorrencial entre os
agricultores no território europeu, que assim se veriam confrontados com
condições com um impacto diverso sobre a sua capacidade produtiva.
"Defendo o greening da política agrícola comum, reconhecendo porém a
necessidade de flexibilizar a sua aplicação no sentido de que as medidas
propostas se tornem viáveis para os agricultores, mas não poderei
comprometer-me com uma solução que vá no sentido da facilitação total,
porque isso não traria qualquer benefício para os agricultores nem para
garantir a boa utilização dos dinheiros públicos", afirma Capoulas
Santos.
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Decorre neste momento um debate fundamental para o futuro da Europa
sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP), de 2014 a 2020.
Existe o risco da União não possuir o orçamento adequado, dadas as
dificuldades para se alcançar um consenso entre os Estados Membros no
Conselho Europeu. A proposta inicial da Comissão prevê um ligeiro
aumento dos valores face ao Quadro Financeiro anterior; o Parlamento
Europeu propõe um aumento mais significativo, o que choca com as
posições atuais no Conselho, com a Grã-Bretanha na linha da frente na
criação de dificuldades à aprovação do próximo Quadro Financeiro
Plurianual. No âmbito deste debate, o eurodeputado Luís Paulo
Alves interveio na sessão plenária, no Parlamento Europeu em
Estrasburgo, condenando a possibilidade da UE reduzir a sua capacidade
orçamental para os próximos anos, pugnando para que a Europa não se
esqueça de que precisa de um orçamento que ofereça condições à União
Europeia para fazer face aos enormes desafios que tem hoje de enfrentar.
Para Luís Paulo Alves, "há Estados Membros que têm de perceber que
ao condenarem o orçamento da União estão a ter uma inadmissível
manifestação anti-europeia". Por isso, o eurodeputado açoriano
chamou a atenção para esse facto, afirmando na sua intervenção: "não
percebemos como pode o Conselho afirmar que "A nossa prioridade
essencial continua a ser um crescimento forte, inteligente, sustentável
e inclusivo" se depois afirma que "é inevitável que o nível total das
despesas terá que ser corrigido em baixa" e que "todas as rubricas têm
de ser submetidas a esforço de redução". "Já esqueceram a
Estratégia de Lisboa? O objetivo era sermos a economia baseada no
conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo até 2010. Lembram-se
do estado lastimável a que chegámos a 2010? Não estão a esquecer que
traçámos uma Estratégia para 2020? Crescimento inteligente, sustentável
e inclusivo? Ou são só palavras? E o objetivo de aumentar a taxa de
emprego para 75%? E o de aumentar para 3% do PIB o investimento em
I&D e inovação? E o de reduzir pelo menos em 20 milhões o número de
pessoas em situação de pobreza? São só intenções bonitas?".
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Ana Gomes interpelou os Presidentes Barroso e Van
Rompuy no debate plenário do PE sobre as conclusões do último Conselho
Europeu. Salientou a falta de atenção dada ao reconhecimento dos erros
da Troika nos programas de resgate: "Como é possível que o Conselho
Europeu não tenha prestado atenção à admissão de erros, por parte do
FMI, no cálculo dos multiplicadores financeiros no impacto da
austeridade, que implicam diretamente custos trágicos na recessão
suportada pelos povos de Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha e Itália, e
indiretamente o enfraquecimento da eurozona e deteriorando as
perspectivas da economia da União em geral?", questionou. Ana Gomes
condenou ainda o facto de a Comissão não estar a tomar em conta as
indicações do FMI no sentido de tirar consequências do impacto negativo
dos programas de ajustamento e salientou as "consequências
económicas e políticas tão perigosas para toda a União" das atuais
políticas de ajustamento que condenam os Estados em situação de resgate
financeiro a viverem numa "prisão perpétua da austeridade",
expressão adequadamente utilizada pelo Presidente francês François
Hollande. Ana Gomes foi igualmente coautora de três resoluções aprovadas
pelo PE sobre direitos humanos – nos Emirados Árabes Unidos, no
Paquistão e no Cambodja. No debate plenário, a eurodeputada condenou as
autoridades dos Emirados Árabes por levarem a cabo uma política de
repressão de advogados, juízes, bloggers e outros ativistas de direitos
humanos e apelou à proteção dos milhares de trabalhadores migrantes
explorados naquele país. No que respeita ao Paquistão, Ana Gomes
condenou o bárbaro ataque dos talibã à corajosa jovem Malala Yousafzai,
um ato criminoso praticado em nome do Islão mas realmente contra o
Islão. Realçou a necessidade de a UE exigir às autoridades paquistanesas
que se libertem das ligações com os talibã e que se empenhem eficazmente
na proteção do povo contra a intolerância e a violência religiosa, muito
em particular contra as mulheres e raparigas. Sublinhou ainda a
prioridade que a UE deve dar ao apoio à sociedade civil paquistanesa que
se ergue contra as violações dos direitos humanos e a impunidade dos
talibãs. Ana Gomes apelou, por último, à Alta Representante e à Comissão
que monitorizem as atividades de companhias europeias estabelecidas no
Cambodja, com vista a evitar que sejam cúmplices na devastadora política
de expropriação ilegal de pessoas das suas casas e terras para promover
o investimento de empresas multinacionais no país.
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A deputada Edite Estrela integra a Delegação do
Parlamento Europeu que se desloca, entre 29 de outubro e 1 de novembro,
a Florianópolis e a Brasília para uma série de encontros dominados pelas
relações UE-Mercosul. A visita dos parlamentares europeus assume
particular importância num momento em que decorreu mais uma ronda de
negociações entre representantes da UE e do Mercosul para o
estabelecimento de um Acordo de Associação entre os dois blocos
comerciais e económicos. A visita dos membros do PE inclui uma intensa
agenda de contactos com o Vice-Presidente da República Federal do
Brasil, Michel Temer, os Ministros das Relações Exteriores e da
Agricultura e Pecuária, parlamentares brasileiros, académicos,
empresários, diplomatas, e sociedade civil. O aprofundamento das
relações políticas, económicas e comerciais entre a UE e o Mercosul,
através de um Acordo de Associação, e a necessidade de um impulso ao
processo de integração regional dos países sul-americanos vão ser as
principais questões a abordar. O Parlamento Europeu tem apoiado o
Mercosul desde a sua criação. Em resoluções aprovadas pelo plenário, o
PE tem reafirmado que o estabelecimento de um Acordo de Associação
deveria ser um objetivo estratégico prioritário para as relações
externas da UE e tem reiterado o seu apoio ao relançamento das
negociações entre europeus e latino-americanos nesse sentido. Também a
Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat), de que a
deputada faz parte, manifestou o seu apoio à reabertura das negociações
para um Acordo de Associação. Edite Estrela sublinha a importância de
aprofundar os laços entre os dois continentes e de dar um impulso às
relações económicas no atual período de crise. Para a deputada, é
igualmente importante reforçar a vertente parlamentar no processo
político de aproximação dos dois blocos. Edite Estrela frisa ainda o
impulso dado às relações UE-Brasil graças à Parceria Estratégica lançada
durante a Presidência Portuguesa da União Europeia, em julho de
2007.
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* Capoulas Santos deslocou-se na passada
Quarta-feira a Paris onde reuniu com o Ministro da Agricultura francês
que foi também eurodeputado, Stéphane Le Foll. Esta foi a oportunidade
para uma troca de impressões sobre a posição francesa no âmbito da
reforma da PAC, e segundo Capoulas Santos, "é agora possível
identificar as questões em que se pode convergir e as outras que
exigirão ainda um aprofundamento das discussões".
* Edite Estrela junta-se à campanha internacional de
Prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC) associado à Fibrilhação
Auricular (FA). A campanha lançada antes do Dia Mundial do AVC (dia 29
de outubro) reúne parlamentares europeus de vários grupos políticos e
nacionalidades, decisores políticos, organizações médicas e de doentes,
profissionais de saúde, e mais de 134 mil pessoas, em apoio à Carta
Global de Direitos dos Doentes com Fibrilhação Auricular que apela aos
governos e à Organização Mundial de Saúde para que tomem medidas e
tornem a prevenção desta doença uma prioridade. AVC associados à FA são
uma epidemia em crescendo. Só na Europa dez milhões de pessoas são
afetadas pela FA – a perturbação crónica do ritmo cardíaco (arritmia)
mais frequente no mundo. Com uma população em crescente envelhecimento
estima-se que o número de europeus afetados aumentará para entre 25 a 30
milhões em 2050. Isto é muito preocupante porque pessoas com FA são
cinco vezes mais propícias a sofrer um AVC do que aqueles sem FA. Além
disso, estes AVC são mais graves do que aqueles que não estão associados
à FA, e como tal mais custosos em termos de impacto nas pessoas e nos
orçamentos dos serviços de saúde e sociais.
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