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O deputado socialista António Correia de Campos
interpelou esta semana o Comissário da Indústria, António Tajani, na
comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores do Parlamento
Europeu sobre o acesso ao financiamento das Pequenas e Médias Empresas,
criticando a Comissão Europeia por pouco ou nada fazer em matéria de
acesso ao financiamento por parte das Pequenas e Médias Empresas (PME),
que representam 99% do total das empresas europeias e são as principais
responsáveis pela criação de emprego, crescimento sustentável e
inovação. O deputado socialista referiu "a necessidade de ser
estabelecida uma diferenciação entre as PME convencionais, que lutam
essencialmente com problemas de manutenção dos empregos, e as PME
inovadoras que não enfrentam problemas de emprego mas sim de
financiamento com capital de risco" e a "indispensabilidade de
métodos de análise e apoios específicos para cada modelo de
empresas", e defendeu um acesso ao financiamento através de fundos
europeus adequados "lamentando que a Comissão esteja a ser abundante
em retórica e escassa e inoperante na substância, nesta
matéria".
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A deputada Edite Estrela defendeu esta semana a
necessidade de a UE reforçar as suas políticas de prevenção e os
mecanismos de gestão e de resposta integrada a catástrofes. No debate
sobre a revisão do "Mecanismo de Proteção Civil" da UE que decorreu na
comissão do Ambiente do Parlamento Europeu, a eurodeputada socialista
afirmou que a UE deve estar preparada para fazer face a catástrofes
naturais como o furacão Sandy que assolou recentemente vários países do
outro lado do Atlântico, sublinhando que estas catástrofes têm vindo a
aumentar de frequência e têm-se tornado mais devastadoras. Enquanto
porta-voz dos Socialistas Europeus para este dossiê, Edite Estrela
apresentou várias propostas para melhorar o documento legislativo da
Comissão Europeia e ir de encontro às expetativas dos cidadãos europeus
que defendem uma verdadeira política europeia de prevenção e de proteção
civil. Ao nível das ações de prevenção, a deputada instou os
Estados-membros a apresentarem os seus planos de gestão de riscos até
2014 e a procederem anualmente à sua atualização, com base numa
cartografia de riscos. Por outro lado, a deputada defendeu a criação de
incentivos aos Estados-membros que disponibilizem de modo voluntário os
seus meios, bem como o reforço do apoio ao desenvolvimento de
capacidades de resposta a nível da União, contribuindo assim para uma
Capacidade Europeia de Resposta de Emergência robusta. No entanto,
alertou, "o aumento do financiamento europeu nesta área não deverá
constituir um incentivo a que os Estados-membros reduzam os seus
investimentos ao nível nacional". Por forma a reforçar a
coordenação no seio da UE, a deputada defendeu que a Comissão deve
apoiar o estabelecimento de programas de avaliação voluntária das
estratégias de preparação dos Estados-membros feita pelos Pares.
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Na semana passada Vital Moreira chefiou a delegação
oficial da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu a
Moscovo, tendo tido encontros com membros do Governo e do Parlamento da
Federação Russa, bem como com confederações empresariais e sindicais,
entre outros. Em várias ocasiões durante a visita, Vital Moreira
reconheceu a parceria estratégica entre a UE e a Rússia na área da
energia, baseada na mútua dependência (a UE precisa do gás natural
russo, a Rússia precisa do mercado europeu) e na estabilidade dessa
relação. Todavia Vital Moreira sublinhou que essa parceria especial não
afeta a autonomia da política energética da UE, incluindo a busca de
outras fontes de abastecimento externo de energia (designadamente o
projetado gasoduto desde o Mar Cáspio), a regulação do mercado interno
de energia e as leis da concorrência nesse mercado. Nessa perspetiva,
Vital Moreira salientou que a referida “parceria estratégica” não pode
implicar a derrogação de princípios essenciais da ordem económica da
União, como a regra da separação entre a gestão de redes de transporte e
o negócio de fornecimento de gás, bem como o regime de defesa da
concorrência, incluindo a proibição de abuso de posição dominante, as
quais são de aplicação universal a todas as empresas, europeias ou
estrangeiras, e não podem, portanto, deixar de valer para as empresas
energéticas russas que operam em vários Estados-membros da União, como é
o caso da Gazprom.
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Ana Gomes esteve em Tripoli, Zintan e Benghazi, de
dia 2 a dia 5 de novembro, para contactos políticos como relatora
permanente do PE para a Líbia. Durante a visita Ana Gomes deu uma
entrevista ao jornal Libyan Herald sobre o apoio europeu à transição
democrática na Líbia (http://www.libyaherald.com/2012/11/06/europe-will-fully-support-libya-if-it-respects-human-rights-ana-gomes-european-parliament-rapporteur-on-libya/).
Num debate com a Alta Representante Catherine Ashton sobre a
Política de Segurança e Defesa Comum (PESD), esta quarta-feira no PE, a
eurodeputada questionou-a sobre a assistência da UE à reforma do sector
de segurança e à securização dos arsenais de armamento na Líbia,
aludindo a um depósito de munições e armas do tempo de Khadaffi, que
visitou nos arredores de Zintan e que constitui hoje "um verdadeiro
supermercado de armas, a céu aberto, sem qualquer controlo”. Ana
Gomes alertou Catherine Ashton para as consequências desastrosas que
este e outros depósitos ao abandono na Líbia acarretam para a segurança
do país mas também para a toda a região: grupos terroristas estão a
tirar proveito do descontrolo dos arsenais líbios, com estas armas a
serem desviadas para conflitos como o da Síria ou o do Mali. Ana
Gomes salientou ainda que a segurança da Líbia põe diretamente em causa
a segurança da Europa. Neste sentido, perguntou se a missão CSDP
em preparação para o Sahel previa envolver em consultas as autoridades
líbias, tendo em conta o papel que podem ter no controlo destes
arsenais. "Será que os nossos Estados Membros se dão conta de como é
essencial integrar a Líbia nesta missão? E face à magnitude do apoio à
construção de estruturas de segurança na Líbia, será que os Estados
Membros percebem que é hora de passar dos apelos ao "pooling and
sharing" das capacidades de defesa a ações concretas", perguntou a
eurodeputada. Em reunião da Comissão de Assuntos Externos, Ana Gomes
congratulou-se se com a reeleição do Presidente Obama, esperando que o
novo mandato permita reforçar a cooperação entre os Estados Unidos e a
UE, tanto na regulação financeira, como da segurança global.
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A convite do eurodeputado Capoulas Santos,
deslocou-se a Bruxelas uma delegação da Confederação Nacional das
Cooperativas Agrícolas, a Confagri, presidida pelo seu Presidente,
Comendador Manuel Santos Gomes, e composta pela sua Secretária-Geral,
Engenheira Maria Antónia Figueiredo, e por 28 outros dirigentes
cooperativos regionais. Do programa da visita constaram reuniões com
representantes das três instituições europeias com maior importância no
processo legislativo, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o
Conselho de Ministros. Este é um momento decisivo nas negociações sobre
o pacote da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), sobretudo no
Parlamento Europeu (PE) que se prepara para concluir o seu parecer,
processo que está sob a responsabilidade do eurodeputado português nesta
instituição. Paralelamente prosseguem as discussões entre os 27
Estados-membros no seio do Conselho de Ministros, que está agora na
expectativa da opinião que venha a ser emitida pelo PE, aguardada para
finais de janeiro próximo. O PE estará pela primeira vez implicado na
reforma legislativa da PAC em pé de igualdade com o Conselho de
Ministros, o que, segundo Capoulas Santos, "significa que tem uma
responsabilidade acrescida que é também acompanhada da oportunidade
acrescida de fazer valer a opinião dos cidadãos". "O objetivo
desta visita a Bruxelas de representantes do sector agrícola português
foi sobretudo o de proporcionar o contacto com esta nova realidade
interinstitucional ao nível europeu e revelar os canais chave para o
acompanhamento do evoluir do processo da reforma da agricultura
europeia, junto de atores também chave nesta matéria em Portugal",
referiu o eurodeputado.
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No debate do 20º aniversário da criação do Mercado Único Europeu,
Luís Paulo Alves interpelou o Comissário Europeu para o
Mercado Interno e Serviços, Michel Barnier, salientando a necessidade
das Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, possuírem um POSEI para os
transportes, como única forma de melhor resolverem o grande problema das
acessibilidades que cria obstáculos à sua inserção plena no Mercado
Único e ao seu desenvolvimento. Este ano celebra-se o 20.º aniversário
da criação do Mercado Único Europeu. Desde 1992 foram progressivamente
abolidas as fronteiras internas entre os países da União Europeia e o
Mercado Único passou a ser uma realidade. Os desafios atuais desta
conquista, baseada na livre circulação de pessoas, mercadorias, serviços
e capitais, foram debatidos recentemente em Estrasburgo. O deputado Luís
Paulo Alves começou por dizer que "o Mercado Único é uma das maiores
conquistas da União Europeia. Representa seguramente um dos pilares mais
fortes do desenvolvimento da União, dos seus Estados Membros e das suas
Regiões". Neste debate, Luís Paulo Alves apelou ao Comissário
Barnier, para que este tenha em atenção a situação específica dos
transportes nas Regiões Ultraperiféricas. Na ótica do Eurodeputado, o
Mercado Interno ainda apresenta fragilidades e nesse sentido entende que
"para que seja eficaz e justo, é necessário acentuar as suas
políticas no sentido da igualdade de oportunidades dos cidadãos e de
todas as suas Regiões, promovendo a coesão interna na União".
Centrando assim a sua intervenção nas desigualdades territoriais Luís
Paulo Alves afirmou que "neste contexto é essencial reconhecer que
só poderemos conseguir maior desenvolvimento nas nossas regiões mais
remotas, como as Regiões Ultraperiféricas, através de uma maior inserção
no Mercado Único". Por isso, na linha do que o Eurodeputado tem
vindo a defender, apelou à criação de um programa POSEI Transportes,
sustentado que "as Regiões como os Açores precisam de continuar a
aumentar a sua competitividade, melhorando as suas condições de
concorrência. Mas nunca o conseguiremos fazer se não resolvermos melhor
os nossos problemas de acessibilidades físicas, em particular na área
dos transportes. Podemos consegui-lo através de instrumentos específicos
que melhor respondam aos problemas suscitados pelo nosso afastamento.
Defendemos por isso que a Comissão devia considerar um programa
específico, tipo POSEI Transportes, como instrumento essencial para a
inserção deste tipo de Regiões no Mercado Interno". Em resposta,
Michel Barnier disse "Sr. Alves, não esqueço o lugar e o papel das
regiões ultraperiféricas. No âmbito do documento "O Mercado Único e as
Regiões Ultraperiféricas" estamos a estudar medidas muito concretas,
mais específicas, nomeadamente quanto às Ajudas de Estado e na área da
Inovação para estas regiões".
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* Edite Estrela, Capoulas Santos e
Correia de Campos vão participar nas reuniões da
Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat) que decorrem de 9
a 10 de novembro, em Cádis. Os encontros vão ser dominados pelo reforço
das relações entre a UE e a América Latina em várias áreas. A Assembleia
Eurolat junta eurodeputados e parlamentares latino-americanos e está
dividida em três comissões parlamentares. Na agenda de trabalhos das
diferentes comissões estão vários temas: a participação dos cidadãos e a
democracia na UE e na América Latina, a luta contra o tráfico de drogas,
a deliquência organizada e a corrupção, a mundialização e a crise
financeira, o comércio de matérias primas e a educação. A comissão dos
Assuntos Sociais, dos Intercâmbios Humanos, do Ambiente, da Educação e
da Cultura deverá aprovar o Relatório da deputada Edite Estrela sobre a
"Prevenção de Catástrofes Naturais". A deputada recomenda o reforço da
cooperação em matéria de prevenção de desastres naturais e o
desenvolvimento de programas de assitência entre os dois lados do
Atlântico. Os deputados socialistas portugueses desempenham funções de
relevo na Eurolat. A deputada Edite Estrela é copresidente da comissão
dos Assuntos Sociais, Intercâmbios Humanos, Ambiente, Educação e Cultura
da Eurolat. Por seu turno, Capoulas Santos é 1º Vice-Presidente da
Eurolat. Correia de Campos é membro da comissão de Assuntos Económicos,
Financeiros e Comerciais e presidente da Delegação Parlamentar Mista
UE/Chile.
* O deputado Capoulas Santos foi um dos quatro
oradores convidados pelo Ministro dos Assuntos Rurais do Estado alemão
do Baden-Württemberg para o evento que decorreu esta semana, em
Bruxelas, sobre o presente e o futuro das medidas agro-ambientais. Este
Estado alemão é atualmente liderado por uma coligação social-democrata e
verdes, que sucedeu a uma liderança conservadora nos anteriores 58
anos.
* Edite Estrela integrou a Delegação do PE que se
deslocou, entre 29 de outubro e 1 de novembro, a Florianópolis e a
Brasília para uma série de encontros dominados pelas relações
UE-Mercosul. Assumiu particular importância o encontro com o ministro
das Relações Exteriores, Antônio Aguiar Patriota, e a participação no II
Seminário Internacional da Cátedra Jean Monet - As relações da UE com o
Brasil e o Mercosul, promovido pela Universidade de Santa Catarina, em
Florianópolis. O PE tem apoiado o Mercosul desde a sua criação e
defendido o estabelecimento de um Acordo de Associação entre os dois
blocos comerciais e económicos. Neste contexto, as relações UE-Brasil
têm especial relevo. Dos países do Mercosul, o país lusófono é o
primeiro parceiro comercial da UE em termos de importações-exportações e
tem uma influência crescente na cena internacional. A deputada frisa por
isso a importância do impulso dado às relações UE-Brasil graças à
Parceria Estratégica lançada durante a Presidência Portuguesa da UE, em
julho de 2007.
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