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O Comissário Europeu da Agricultura Dacian Ciolos vai estar esta
sexta-feira, dia 16 de novembro, em Portugal numa visita dominada pelas
negociações da reforma da Política Agrícola Comum que entram agora num
momento decisivo. A visita a Portugal partiu de um convite do
eurodeputado socialista Capoulas Santos, Relator do
Parlamento Europeu para os principais regulamentos da reforma da PAC pós
2014. A deslocação inclui visitas a várias explorações agrícolas e
reuniões com líderes das confederações do setor, agricultores,
dirigentes associativos e deputados. A visita assume particular
importância no momento em que as negociações da reforma da PAC entram na
recta final. Na próxima reforma, há vários problemas específicos a
Portugal que será necessário ter em conta durante as negociações, bem
como o envelope das transferências da PAC para Portugal, que corresponde
atualmente a cerca de 1.200 milhões de euros por ano. No atual contexto
de negociações entre instituições europeias, o deputado Capoulas Santos
decidiu convidar Dacian Ciolos a visitar Portugal para melhor conhecer a
realidade agrícola nacional e para o sensibilizar para os principais
problemas da agricultura portuguesa. Capoulas Santos sublinha a
importância da visita considerando que "é necessário convencer a
Comissão a aproximar-se mais das minhas propostas, enquanto Relator de
um Parlamento que tem agora poder de decisão, muito especialmente no que
diz respeito ao reforço dos apoios para os pequenos agricultores, à
continuação da elegibilidade do financiamento comunitário para novos
regadios e a uma mais justa repartição dos envelopes nacionais para
elevar os montantes médios das ajudas diretas aos agricultores
portugueses".
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Luís Paulo Alves reuniu em Paris com o Ministro da
Agricultura Francês, Stéphane Le Foll. A França, Portugal e Espanha são
os únicos Estados Membros com Regiões Ultraperiféricas no seio de uma
Europa a 27. Segundo Luís Paulo Alves, "estes três Estados têm que
ter uma posição comum nas instâncias Europeias, na defesa dos interesses
de todas as Regiões Ultraperiféricas, naquilo que forem os seus
interesses comuns, mas também devem ter essa concertação solidária na
defesa dos interesses de cada uma das suas diferentes Regiões".
Luís Paulo Alves solicitou o empenho do Ministério Francês junto do
Conselho, nas difíceis negociações em curso do POSEI, entre o Conselho,
a Comissão e o Parlamento, onde o Eurodeputado açoriano é um dos
negociadores em nome do Grupo dos Socialistas Europeus. Stéphane Le Foll
foi até tomar posse como Ministro, Membro do Parlamento Europeu, tendo
trabalhado muito proximamente com Luís Paulo Alves durante quase 3 anos,
nomeadamente na atual reforma da Politica Agrícola Comum (PAC), no seio
do Grupo de Trabalho Socialista para a Agricultura. Esta é uma fase
muito importante, visto estarmos na fase decisiva das negociações do
novo quadro legislativo para a PAC, bem como das suas dotações
financeiras. Neste âmbito é fundamental que os negociadores nacionais
não deixem diluir no debate dos grandes temas os pontos de vista e os
interesses particulares das Regiões Ultraperiféricas e os defendam como
elementos essenciais da nova PAC. Luís Paulo Alves lamentou ainda ter
sido mais fácil reunir com o Ministro Francês do que com a Ministra
Portuguesa para a Agricultura, a quem pediu uma audiência assim que esta
tomou posse e para a qual ainda não recebeu nenhuma resposta.
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A deputada Edite Estrela pediu esta semana
esclarecimentos ao comissário indigitado para a pasta da Saúde Pública e
Proteção do Consumidor sobre as suas posições relativas aos direitos
sexuais e reprodutivos das mulheres. Na reunião conjunta das comissões
parlamentares de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar, da
Agricultura e do Mercado Interno, com vista a avaliar o Comissário
designado por Malta para substituir John Dalli, a deputada
socialista interpelou Tonio Borg sobre várias posições assumidas pelo
candidato que se podem tornar incompatíveis com os Tratados da UE.
"As suas convicções pessoais sobre os direitos das mulheres e sobre
o aborto são conhecidas". "Nesta audição, o sr. tem-se
refugiado no princípio da subsidariedade para não dar respostas
concretas às perguntas mais incómodas", afirmou a deputada.
"Que garantias de imparcialidade e independência nos pode dar, não
apenas como comissário da Saúde, mas também como membro do colégio de
comissários, quando forem tomadas decisões sobre os direitos sexuais e
reprodutivos das mulheres, não só das mulheres europeias mas também das
mulheres dos países em desenvolvimento?", questionou Edite Estrela.
As respostas do comissário indigitado não convenceram muitos deputados
já que Tonio Borg respondeu de forma evasiva e vaga, tendo sido pedidos
esclarecimentos adicionais por escrito. O Parlamento deverá votar a
proposta de nomeação de Tonio Borg durante a sessão plenária da próxima
semana. A deputada participou também numa audição sobre as desigualdades
na saúde, saúde mental e sem-abrigo. Edite Estrela alertou para o
elevado número de pessoas sem-abrigo que sofre de problemas de saúde
mental devido à situação em que se encontra. A deputada manifestou
preocupação pelo facto destas pessoas sentirem mais dificuldades no
acesso aos serviços e cuidados de saúde. A relatora do PE sobre as
desigualdades no setor da saúde na UE apelou às instituições
comunitárias para darem maior enfoque à saúde e ao bem estar na luta
contra a exclusão social durante o Ano Europeu do Cidadão, em 2013.
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Ana Gomes organizou uma audição com Rafael Marques,
jornalista angolano e ativista de direitos humanos, sobre o petróleo em
Angola e as perspectivas de democracia no país. A reunião aberta, que
decorreu no Parlamento Europeu (PE) em Bruxelas, contou também com a
presença de Lisa Rimli, investigadora na organização Human Rights Watch
sobre Angola. Na sua intervenção, Rafael Marques denunciou vários casos
de corrupção, abuso de poder e má-gestão levada a cabo pelas autoridades
angolanas em colaboração com entidades públicas e privadas portuguesas.
Para Ana Gomes, "não há dúvida de que este esquema de desregulação,
que está na origem da crise na Europa e que vimos também muito
consolidado no sistema financeiro do nosso país, tem permitido que o
nosso pais funcione como lavandaria daqueles que desviam dinheiro do
desenvolvimento do povo angolano". Em reunião da Comissão dos
Assuntos Externos com o Presidente do Chile, Sebastian Piñera, Ana
Gomes dirigiu-lhe perguntas sobre os programas sociais contra a
pobreza especialmente direcionados à inclusão do povo Mapuche e sobre a
perspectiva do Chile relativamente à reforma de instituições globais
como o FMI e o Banco Mundial e o Conselho de Segurança da ONU. Ana Gomes
participou na primeira reunião do Conselho de Governadores da Dotação
Europeia para a Democracia. A Dotação é uma entidade criada sob os
auspícios da UE, por iniciativa do PE (Ana Gomes propôs a sua criação no
Relatório Anual sobre Direitos Humanos em 2010), impulsionada depois
pela presidência polaca do Conselho. A Dotação destina-se a apoiar
defensores da democracia e promover desenvolvimentos democráticos nos
países vizinhos da UE, de uma forma não burocrática e autónoma
relativamente à diplomacia europeia. Esta primeira reunião permitiu aos
membros do Conselho de Governadores – que integra parlamentares,
representantes dos Estados Membros, Comissão e Serviço de Ação Externa –
escolher os três elementos da sociedade civil que integrarão o Comité
Executivo da Dotação, órgão que será responsável pela implementação e
aplicação do Fundo.
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O deputado Correia de Campos salientou esta semana a
importância das relações entre a UE e o Chile. Na presença do Presidente
da República do Chile, Sebastián Piñera, o também presidente da Comissão
Parlamentar Mista UE/Chile sublinhou o valor do Acordo de Associação,
assinado há 10 anos, entre a União e o país latino-americano. Correia de
Campos saudou a evolução positiva que as relações entre ambas as partes
registaram nos últimos anos e a necessidade de estreitar a cooperação.
"Os progressos realizados nas principais áreas reguladas pelo Acordo
de Associação são evidentes, basta olhar para o rápido aumento do
comércio externo entre o Chile e a UE. A responsabilidade com que cada
uma das partes encara este relacionamento bilateral demonstra a
maturidade e a vontade de prosseguir no sentido de uma consolidação dos
objetivos aí inscritos". "Certamente haverá matérias onde o
progresso foi menor, como o recurso à cláusula evolutiva mas, em
compensação, o progresso no relacionamento científico e tecnológico tem
sido muito visível. Novas perspectivas se abrem agora em matéria de
energia, sobretudo em renováveis e redes, onde os benefícios serão
recíprocos para ambas as partes", afirmou Correia de Campos.
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Esta semana em Bruxelas, na livraria Orfeu, Vital
Moreira participou, juntamente com o eurodeputado Paulo Rangel,
no lançamento do Comentário ao Tratado de Lisboa, organizado por Manuel
Porto e Gonçalo Anastácio (Coimbra: Almedina, 2012). Na sua intervenção,
Vital Moreira alertou para as propostas de revisão dos Tratados que
começaram a circular em Bruxelas, incluindo a partir dos presidentes da
Comissão e do Conselho Europeu. Vital Moreira sublinhou que há duas
perspectivas muito diferentes sobre uma eventual revisão dos Tratados:
(i) uns desejam uma revisão pontual para reconstruir a União económica e
monetária; (ii) outros, como sempre, desejam aproveitar qualquer
processo de revisão para uma "refundação" da UE em termos "genuinamente
federais". Depois de notar que os tempos não são propriamente propícios
para concluir com êxito um processo de revisão dos Tratados - que
necessita da unanimidade dos 27 estados-membros, incluindo alguns
referendos -, Vital Moreira manifestou-se contra revisões salvíficas ou
refundacionistas dos Tratados. Os problemas da União não estão
propriamente nos Tratados, mas sim na falta de determinação e vontade
política para os enfrentar. Antes de desencadear um processo de revisão,
a União deve explorar a margem de decisão que os Tratados atuais
conferem - e que não é pequena. O que falta na União é determinação e
falta de vontade política para encarar e resolver os problemas trazidos
pela crise. Nenhuma "fuga para a frente" poderá substituir esse défice
de visão e de capacidade política. Eventos da
semana: Esta semana Vital Moreira participou como
orador, em Paris, na Conferência Trading Freely With East Asia, que foi
organizada pelo IFRI - Institut Français des Relations Internationales,
e manteve reuniões de trabalho com os Embaixadores da Suíça e da
Lituânia junto da UE.
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* O deputado Capoulas Santos recebeu, em Bruxelas,
representantes do sector do açúcar em Portugal, que solicitam a
possibilidade de reintroduzir em Portugal uma quota para o açúcar de
origem de beterraba sacarina, uma vez que a Comsissão Europeia admite
que há um défice no aprovisionamento do mercado do açúcar prevendo a
possibilidade de expandir a quota de açúcar de beterraba para os atuais
produtores. Esta é uma matéria que será tratada no regulamento da
organização comum de mercado, que recebeu propostas de alteração neste
sentido da autoria do eurodeputado português. *
Edite Estrela congratulou-se com a decisão anunciada
esta semana pela CE de criar uma quota de género de 40% para os membros
não-executivos dos Conselhos de Administração (CA) das empresas cotadas
em bolsa. As pequenas e médias empresas, dada a especificidade da sua
composição, ficam excluídas desta medida. A deputada e vice-presidente
da comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros do PE
considerou a proposta "positiva" afirmando que vai no "bom
sentido". Edite Estrela sublinha que as propostas da Comissão
Europeia seguem as recomendações defendidas "há muito" pelo
Grupo Socialista no PE. A eurodeputada socialista tem defendido a
necessidade de aumentar a presença de mulheres nos processos de tomada
de decisão, não só nas instituições políticas, mas também nas
instituições económicas e financeiras.
* Para mais informações sobre as atividades parlamentares dos
deputados da Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu,
consulte a página: http://www.delegptpse.eu.
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Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/pspe/
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