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A deputada e porta-voz dos Socialistas Europeus para os Assuntos
Económicos, Elisa Ferreira, defendeu esta semana, em
Estrasburgo, a necessidade de aumentar a "legitimidade
democrática" das Troikas que estão atualmente a intervir em
diversos países da UE através de programas de ajustamento económico e
financeiro. No debate da sessão plenária do Parlamento Europeu, Elisa
Ferreira lançou o apelo: "Aumentar a legitimidade democrática
obriga, no curto prazo, a que seja possível pedir contas às troikas,
nomeadamente perante este Parlamento". Elisa Ferreira interveio no
debate sobre a União Económica e Monetária que antecedeu a aprovação
pelos eurodeputados de um relatório que defende o reforço da coordenação
fiscal, a criação de um pacto social para a Europa e a sujeição da
troika a um maior controlo democrático a nível europeu. A deputada
alertou ainda: "A Europa e a Zona Euro perderam a visão do seu
futuro". A coordenadora dos Socialistas no Parlamento Europeu
apresentou vários pontos que considera fundamentais para relançar a
União Económica e Monetária. Instou a UE a avançar com a União bancária
e com uma União orçamental que dê devida atenção e combata a fraude e a
evasão fiscal. Elisa Ferreira acrescentou que uma União orçamental
"não existe se o esforço brutal de disciplina nas finanças públicas
não for articulado com uma gestão coordenada da dívida dos Estados a 20
ou a 30 anos, que estabilize o seu preço, a proteja dos especuladores e
permita o relançamento da economia". Elisa Ferreira exortou a UE a
relançar o crescimento económico, a recuperar a capacidade produtiva e a
rever a sua política industrial e política comercial externa adaptando-a
de forma inteligente à globalização.
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O deputado e relator do Parlamento Europeu para os principais
capítulos da reforma da Política Agrícola Comum, Capoulas
Santos, manifestou-se esta semana contra a última proposta de
orçamento para a agricultura europeia. No debate em plenário do
Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre o Conselho Europeu e as
negociações relativas ao orçamento plurianual da UE, o deputado
português e principal negociador do PE para a reforma da PAC considerou
que "a última proposta de orçamento agrícola não é séria e constitui
mesmo uma provocação". As negociações da reforma da PAC
encontram-se num momento decisivo. Os Vinte e Sete Estados-membros e o
Parlamento Europeu (com o deputado Capoulas Santos como negociador)
tentam atualmente alcançar um consenso sobre as prioridades para a
agricultura pós 2014 e a repartição dos envelopes das ajudas nacionais.
"Temos aceitado trabalhar tendo por base a proposta da Comissão, 12%
inferior ao orçamento atual em termos reais, apesar de o Parlamento
Europeu se ter pronunciado por uma dotação superior, por esmagadora
maioria", afirmou o deputado durante o debate em plenário.
"Gostaria por isso de recordar ao Conselho que este Parlamento tem
poderes de decisão que está disposto a exercer com todas as
consequências, na defesa do projeto europeu, hoje mais necessário do que
nunca". O relator do PE considera a última proposta inaceitável
face às exigências que a agricultura europeia enfrenta. "Exigimos à
agricultura europeia que disponibilize alimentos, em quantidade e a
preços acessíveis, com os mais altos padrões de qualidade do mundo.
Exigimos também aos nossos agricultores que cumpram a tarefa de proteger
o ambiente e a biodiversidade". "Ora, para cumprir esta tarefa,
a agricultura é insubstituível", afirmou.
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Num debate organizado durante esta sessão plenária sobre a
CSDP, Ana Gomes realçou a importância do
investimento dos Estados-Membros na política de segurança e defesa,
mesmo em período de recessão económica: "É precisamente por causa da
crise e dos desafios que enfrentamos à escala global que a União
Europeia tem de coordenar e integrar em segurança e defesa as políticas,
recursos e capacidades". A deputada salientou ainda que:
"As recomendações deste Parlamento nos relatórios aqui presentes
(...) são essenciais para a UE ter autonomia estratégica e servem também
para os europeus corresponderem aos compromissos que assumiram no quadro
da NATO, da ONU e das outras parcerias estratégicas, como fornecedores
de segurança à escala global". Numa reunião extraordinária da
Comissão dos Assuntos Externos, Ana Gomes interpelou a Ministra dos
Negócios Estrangeiros Cipriota, Erato Kozakou-Marcoullis, sobre o
recente conflito armado na Faixa de Gaza. A deputada socialista
questionou a Ministra, presente na qualidade de representante da
Presidência rotativa da UE, sobre o papel da UE na resolução do
conflito: "Onde estava a UE nas negociações do cessar-fogo em
Gaza?". Ana Gomes questionou a Ministra sobre se os membros da UE
estariam unidos em relação ao reconhecimento de um Estado Palestino na
Assembleia-geral da ONU. Na mesma ocasião, Ana Gomes dirigiu uma questão
à representante da presidência europeia sobre a missão CSDP em
preparação para o Mali: "Como é que se pode confiar no
ECOWAS/CEDEAO como parceiro da União Europeia, se esta organização
regional patrocinou o narco-golpe de Estado na Guiné-Bissau?".
Nesta sessão plenária, em Estrasburgo, foi também votada uma resolução
sobre a situação dos migrantes na Líbia. Esta resolução tem como
objetivo apoiar o novo governo líbio, recentemente investido com base
nas primeiras eleições democráticas realizadas na Líbia em julho
passado, no sentido de melhorar e de regularizar a situação dos
migrantes, refugiados e dos requerentes de asilo político no pais.
Milhares dessas pessoas, incluindo mulheres e crianças, sobretudo
provenientes da África Subsaariana, sofrem de discriminação e maus
tratos, muitos vivem em centros de detenção com condições degradantes.
Ana Gomes, relatora do Parlamento Europeu para a Líbia, afirmou num
comunicado de imprensa do Grupo Socialista que a UE tem de apoiar a
Líbia na sua transição democrática e nesse sentido prestar auxílio
político e técnico ao novo governo na instauração de um sistema legal de
proteção de migrantes e refugiados compatível com o Direito
Internacional.
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Numa intervenção esta semana no plenário do Parlamento Europeu, em
Estrasburgo, em nome da Comissão de Comércio Internacional, a que
preside, Vital Moreira questionou a Comissão Europeia
sobre se estão asseguradas as condições de um comércio leal e de
reciprocidade entre a UE e a China. Nos anos recentes o comércio da UE
com a China teve um crescimento exponencial. A China passou a ser o
segundo parceiro comercial da UE e a UE o maior parceiro comercial da
China. Esta realidade apresenta inúmeras oportunidades para as empresas
exportadoras europeias, mas traz igualmente dificuldades relativas à
ausência de um "level-playing field". Com efeito, a China mantém
inúmeras dificuldades no acesso ao seu mercado e obstáculos não pautais
e de natureza técnica aos produtos importados. Inversamente, a China tem
tirado partido da abertura do mercado da UE e da grande competitividade
dos seus preços. Todavia, há muitos casos de preços anormalmente baixos
que não podem ser explicados somente pelos baixos salários e baixos
padrões ambientais na China. Seguramente que a subsidiação estatal das
indústrias exportadoras, a violação maciça de DPI (contrafação) e o puro
e simples dumping fazem também parte da explicação. Não é por acaso que
tanto os EUA como a UE têm adotado medidas antidumping contra a China
como sucedeu recentemente por parte da UE em relação às importações de
loiça chinesa. Os preços anormalmente baixos das importações chinesas
não se limitam às indústrias tradicionais (têxteis, cerâmica), ocorrendo
também em indústrias de ponta, como os painéis solares. Daí a
preocupação da indústria europeia. Neste sentido, Vital Moreira
questionou a Comissão sobre as medidas que adotou ou prevê adotar para
enfrentar estas situações, e em especial sobre a situação das
importações de painéis fotovoltaicos oriundos da China a preços
invulgarmente baixos. Vital Moreira sublinhou que a intensificação das
trocas comerciais da UE com a China não pode deixar de exigir as
condições de um comércio leal e a reciprocidade de tratamento.
Eventos da semana:
Esta semana Vital Moreira viu aprovados pelo Parlamento quatro
relatórios de que foi autor na área do comércio internacional. Na semana
anterior, Vital Moreira organizou em Lisboa uma conferência sobre o
"Impacto nacional da política de comércio externo da União".
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O deputado Correia de Campos reuniu esta semana com
uma Delegação composta por membros das Comissões do Ambiente e da
Energia do Conselho Nacional e Conselho de Estados Suíços. Na agenda
esteve a cooperação na área da Investigação e a questão do Mercado
Interno da Energia, e o regulamento sobre as Infraestruturas Europeias
do qual Correia de campos é o relator do Parlamento Europeu. Neste
encontro, o eurodeputado socialista abordou alguns dos principais
elementos da proposta de regulamento que está atualmente em fase de
discussão com o Conselho e a Comissão europeia, em sede de trílogo, e as
implicações para a Suíça da futura entrada em vigor do mesmo. Embora
este regulamento não seja de aplicação naquele País, o deputado Correia
de Campos referiu a importância da Suiça para esta rede transeuropeia
dada a sua localização geográfica e o alto nível de interconexão com a
rede eléctrica da UE . Qualquer medida tomada na Suíça ou num Estado
membro fronteiriço terá com grande probabilidade impacto nos dois países
pelo que o interesse em cumprir critérios comuns é grande e
necessário.
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A deputada Edite Estrela foi nomeada esta semana, em
Estrasburgo, relatora do Parlamento Europeu sobre os direitos em matéria
de saúde sexual e reprodutiva. Trata-se de um importante relatório da
comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Géneros do PE.
Atualmente, existem grandes disparidades ao nível dos direitos em
matéria de saúde sexual e reprodutiva entre os Estados-membros da União
Europeia. Esta situação afeta as mulheres europeias no seu acesso aos
serviços de saúde reprodutiva, à contraceção e à interrupção voluntária
da gravidez em função do seu nível de rendimentos e/ou do seu país de
residência. A eurodeputada socialista deverá assim definir a posição do
Parlamento Europeu sobre este dossiê com o objetivo de estabelecer um
padrão comum na União Europeia que garanta os direitos das mulheres a
estes serviços. Este é um assunto que a deputada Edite Estrela há muito
acompanha no âmbito das comissões de Saúde Pública e dos Direitos da
Mulher do PE. Ainda na semana passada, Edite Estrela pediu
esclarecimentos ao comissário indigitado para a pasta da Saúde Pública,
o conservador Tonio Borg, sobre as suas posições relativas aos direitos
sexuais e reprodutivos das mulheres. Também esta semana, a deputada foi
designada porta-voz do Grupo Socialista Europeu para acompanhar o
relatório legislativo sobre dispositivos médicos de diagnóstico in
vitro. Edite Estrela sublinha a importância desta matéria já que, hoje,
60% a 70% das decisões clínicas são tomadas tendo por base os resultados
dos testes de diagnóstico in vitro. Estes dispositivos permitem reduzir
as despesas de saúde a longo prazo, assegurando tratamentos precisos e a
aplicação racional dos recursos, reduzir os gastos em cuidados de saúde,
ao ajustar procedimentos e terapêuticas, e permitem igualmente reduzir o
peso económico da doença na sociedade, através da despistagem.
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Numa promoção conjunta, o eurodeputado Luís Paulo
Alves, a Universidade dos Açores, a Universidade Sénior e a
Câmara Municipal das Lajes do Pico, levam a efeito duas Conferências sob
o lema "Gerações Saudáveis e Solidárias Fazem Pessoas Felizes e Melhores
Sociedades". As Conferências decorrerão no âmbito do Ano Europeu do
Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações e ocorrerão: no
dia 23 de novembro, Sábado, às 21h na Biblioteca Pública da Horta; no
dia 24 de novembro, Sexta-Feira, às 20h, no Auditório Municipal das
Lajes do Pico. Nestes eventos serão oradores o Eurodeputado Luís Paulo
Alves que vai falar sobre o Ano Europeu, a Pró-Reitora da Universidade
dos Açores, Prof. Doutora Teresa Medeiros, que se debruçará sobre o
"Envelhecimento ativo, bem-estar psicológico e satisfação com a vida" e
o Mestre João Ribeira, Psicólogo e Neuropsicólogo, sobre "Alzheimer: a
demência do século XXI". A União Europeia decidiu adoptar este Ano
Europeu para sensibilizar os cidadãos sobre formas de responder aos
desafios do envelhecimento, bem como sobre a partilha das melhores
práticas. O envelhecimento ativo pode dar às pessoas a oportunidade de
continuarem a trabalhar e partilharem as suas experiências, de
continuarem a desempenhar um papel ativo na sociedade e de viverem as
suas vidas de maneira o mais saudável, independente e preenchida
possível. Estas iniciativas são na opinião do deputado Luís Paulo Alves
"uma oportunidade para valorizar a sabedoria e as competências
adquiridas ao longo de uma vida, em simultâneo ao apelo a uma vida mais
saudável pela atividade permanente, e ao papel essencial do
relacionamento intergeracional como fórmulas essenciais para termos
pessoas mais felizes e melhores sociedades". Trata-se de
conferências abertas, com convite à população, que os promotores
esperam virem a ser participadas.
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* Edite Estrela manteve diversos encontros de
alto-nível no âmbito da preparação da votação do relatório sobre o
"Mecanismo de Proteção Civil", que terá lugar na próxima semana na
Comissão do Ambiente do PE. A deputada, que é porta-voz do Grupo
Socialista no PE para as questões relacionadas com catástrofes naturais
e proteção civil, participou na semana anterior num seminário que contou
com a participação de altos representantes da Comissão e do Conselho,
bem como de vários especialistas provenientes de diversos
Estados-membros, tendo presidido ao painel dedicado ao tema da "Partilha
de conhecimentos e desafios tecnológicos". Já esta semana, Edite Estrela
participou num jantar de trabalho de eurodeputados socialistas com a
Comissária para a Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta
a Situações de Crise.
* No âmbito das celebrações de 2012 do Ano Internacional das
Cooperativas, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas,
promove um seminário sobre a “Agricultura do futuro – A qualidade
cooperativa” na qual o deputado Capoulas
Santos participará. O coordenador e porta-voz agrícola do
Grupo dos Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu, que é também o
Relator para os principais regulamentos da Reforma da PAC abordará o
tema “Que PAC nos espera?”. O Congresso tem lugar na nova FIL, amanhã,
no Parque das Nações, em Lisboa e contará com a presença de várias
individualidades ligadas ao mundo académico, associativo e
empresarial.
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