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| Eurodeputados do PS reúnem com delegação da corrente sindical socialista da CGTP-IN |
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A Presidente da Delegação Socialista Portuguesa no PE, Edite
Estrela, e os deputados Ana Gomes e
Luís Paulo Alves receberam esta semana uma delegação da
corrente sindical socialista da CGTP-IN. A delegação de sindicalistas
deslocou-se a Bruxelas para participar no Net Working Programme,
organizado pela Fundação Friedrich-Ebert. Edite Estrela sublinhou a
importância política do PE na arquitetura institucional da UE que, por
via do Tratado de Lisboa, viu alargadas as suas competências enquanto
codecisor com o Conselho. A deputada sublinhou a importância do trabalho
que a Delegação Socialista tem desenvolvido ao longo do atual mandato.
Durante a troca de impressões sobre a crise económica e social, Edite
Estrela considerou que a resposta que a Europa tem dado à difícil
situação que atravessamos "tem sido pouco ousada e tardia". Por
outro lado, a deputada mencionou vários economistas, entre os quais
alguns prémios Nobel, que consideram um erro a fórmula da austeridade já
que a economia é empurrada para um ciclo vicioso que dificilmente
contribuirá para reduzir a dívida. Referindo-se à situação nacional,
Edite Estrela relembrou que se o PEC IV, aprovado pela Comissão Europeia
e pelo BCE, tivesse sido aprovado na Assembleia da República as
condições de vida dos portugueses não seriam hoje tão dramáticas. A
eurodeputada socialista reafirmou a necessidade de retomar a
solidariedade europeia como forma de ultrapassar a incapacidade dos
governos de direita para vencer a crise. A deputada realçou também a
importância dos sindicatos na defesa dos direitos dos trabalhadores,
sobretudo na atual situação de crise. Por seu turno, o deputado Luís
Paulo Alves defendeu a necessidade de os Estados-membros sujeitos a
programas de assistência financeira compatibilizarem o rigor necessário
à consolidação das contas públicas com políticas de crescimento e
combate ao desemprego. A deputada Ana Gomes, a propósito da saída da
crise, referiu a importância das decisões tomadas conjuntamente pelo
Eurogrupo, BCE e FMI classificando-as como uma decisão positiva não só
para a Grécia como para toda a Europa, uma vez que, finalmente, é
reconhecido que as taxas de juro impostas à Grécia são demasiado
elevadas e que o prazo para reduzir o défice é demasiado curto.
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O Embaixador americano junto da UE, William Kennard, veio à
Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu (PE) no passado dia
27. Ana Gomes, como porta-voz do Grupo Socialista,
saudou a reeleição do Presidente Obama e a pronta intervenção dos EUA
para alcançar o cessar-fogo em Gaza, que considerou uma "prisão a
céu aberto", aludindo ainda à humilhação pela ocupação política de
colonatos infligida ao povo palestiniano na Cisjordânia. Ana Gomes
afirmou que esperava que a Europa votasse unida na Assembleia Geral da
ONU dia 29 de novembro em favor do reconhecimento à Palestina do
estatuto de "Estado-observador" e questionou o Embaixador sobre a
posição dos EUA, tendo em conta que este seria um passo essencial para
promover a segurança de Israel e relançar o processo de paz. Ana Gomes
interpelou também o Embaixador Kennard sobre a anunciada retirada
parcial dos Estados-Unidos da Base das Lajes, nos Açores, questionando-o
como poderia isso servir os interesses transatlânticos face aos desafios
colocados pelo incremento do terrorismo e da criminalidade no Sahel e
lembrando o falado interesse da China em ocupar um eventual vazio nesta
base militar estratégica. Na Subcomissão de Direitos Humanos do PE Ana
Gomes interveio esta semana em debates sobre a deterioração dos Direitos
Humanos no Irão, no Sri Lanka e no Paquistão. Ana Gomes responsabilizou
as autoridades iranianas pelo que possa acontecer à advogada Nasrin
Soutoudeh, presa e em greve da fome há mais de um mês. Apesar de
entretanto nomeada para o Prémio Sakharov 2012, Nasrin corre perigo de
vida, segundo veio alertar à Subcomissão do PE a Nobel iraniana
Shirin Ebadi. Ana Gomes presidiu ainda, no dia 27 a um Workshop com
peritos sobre "A dimensão marítima da Política Comum de Segurança e
Defesa" (PCSD), tema relativamente ao qual está encarregada de redigir
um relatório no Parlamento Europeu.
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Não obstante a perturbação causada pelas mais recentes propostas do
Conselho acerca do Orçamento Plurianual da União para o período 2014/20,
que reduzem em mais 17,7 milhões de euros os apoios à agricultura, as
negociações entre os diversos Grupos Políticos no PE, lideradas pelo
Relator Capoulas Santos, prosseguem a bom ritmo. O
objetivo é traduzir em compromissos o maior número possível das 4500
emendas que foram apresentadas pelos deputados europeus às propostas da
Comissão Europeia sobre os Regulamentos dos "Pagamentos Diretos" e do
"Desenvolvimento Rural". E que tais compromissos sejam suscetíveis de
obter apoio parlamentar maioritário sem desvirtuamento das propostas do
Relator. As últimas rondas negociais que tiveram lugar esta semana
permitiram praticamente "fechar" o Regulamento do Desenvolvimento Rural,
contemplando de forma muito satisfatória a totalidade dos interesses
portugueses. Como questões mais relevantes destacam-se os critérios que
deverão definir a chave de repartição do orçamento entre os
Estados-membros e a elegibilidade futura das despesas para novos
regadios com cofinanciamento comunitário que, segundo a proposta da CE,
excluíam os antigos 15 Estados-membros, obrigando assim a que, no caso
português, novos investimentos neste domínio tivessem que ser
integralmente suportados pelo orçamento nacional. É agora necessário que
os Grupos Políticos confirmem os acordos a que o Relator e os
Relatores-sombra chegaram, de forma a garantir a aprovação do Relatório
Capoulas Santos na votação prevista para 23 e 24 de janeiro na Comissão
de Agricultura e a que se seguirá, em março de 2013, o voto no plenário
de Estrasburgo. Deseja-se que o governo português obtenha idêntico apoio
no Conselho de Ministros da Agricultura, uma vez que o poder de decisão
está igualmente repartido entre as duas instituições, nos termos do
Tratado de Lisboa. Contudo, todo o processo, e o próprio conteúdo dos
Relatórios poderão estar em causa, caso a decisão final de orçamento
para a agricultura confirme cortes que não permitam concretizar as
propostas do PE, que foram concebidas tendo por base a proposta
orçamental da Comissão, ela própria já de si inferior em mais de 10%
face ao orçamento agrícola atual e que o Conselho pretende agora reduzir
ainda mais.
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A comissão do Ambiente do Parlamento Europeu aprovou esta semana as
propostas de Edite Estrela para reforçar o Mecanismo
Comunitário no domínio da Proteção Civil. A nova legislação visa
melhorar a eficácia dos sistemas de prevenção, preparação e resposta a
todos os tipos de catástrofes naturais ou de origem humana, dentro e
fora do território da União, através da criação de um Centro de Resposta
de Emergência, de uma Capacidade Europeia de Resposta de Emergência, sob
a forma de uma reserva comum voluntária de capacidades, e do apoio ao
desenvolvimento de capacidades complementares financiadas pela UE. As
propostas da eurodeputada foram aprovadas por larga maioria e preveem a
elaboração de planos de gestão de riscos pelos Estados-membros até 2014,
o aumento para 40% dos custos elegíveis de manutenção da Capacidade
Europeia de Resposta de Emergência e o apoio ao desenvolvimento de
capacidades de resposta a nível da União, que apoiem operações de
resposta de emergência ao nível da avaliação, logística e coordenação,
bem como de capacidades de resposta a catástrofes de baixa probabilidade
e elevado impacte. A porta-voz do Grupo Socialista no PE para as
questões relacionadas com catástrofes naturais e proteção civil
congratula-se com o aumento do financiamento europeu nesta área, mas
sublinha que tal não deverá constituir um incentivo a que os
Estados-membros reduzam os seus investimentos ao nível nacional.
"Importa garantir um elevado nível de proteção dos cidadãos
europeus, através de um reforço da transparência das estratégias
nacionais de preparação". Edite Estrela manifestou confiança na
obtenção de um acordo positivo em primeira leitura com o Conselho, que
possibilite corresponder também às expetativas dos cidadãos europeus,
cuja maioria defende a necessidade de uma política europeia de proteção
civil e o reforço da cooperação entre os Estados-membros na resposta a
catástrofes.
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A comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu
aprovou esta semana, com uma maioria robusta, a sua posição sobre a
instituição de uma União Bancária sustentada num Sistema Único de
Supervisão, liderado pelo Banco Central Europeu. "Este voto foi
muito positivo, na medida em que o Parlamento Europeu apoiou a criação
do Sistema Único de Supervisão e reforçou o papel fulcral do BCE,
garantindo que todos os bancos serão supervisionados diretamente pelo
BCE, contando sempre com a assistência dos supervisores nacionais",
comentou Elisa Ferreira, coordenadora do Grupo
Socialista para os Assuntos Económicos. Este sistema permitirá uma
melhor supervisão de todos os bancos, principalmente dos
transfronteiriços, com a responsabilidade última pela supervisão de
todos os bancos nas mãos do BCE, a quem se exige uma colaboração
constante com os supervisores nacionais. Uma das principais preocupações
do Parlamento Europeu foi a garantia de uma relação equilibrada de
poderes entre os supervisores nacionais e o BCE, todos membros do
Sistema Único de Supervisão. De modo a salvaguardar o futuro da zona
euro, o Parlamento defende que os países que não fazem parte da Zona
Euro e que optem pela adesão voluntária ao Sistema Único de Supervisão
sejam titulares de deveres e direitos semelhantes aos dos países da Zona
Euro. Para não fragmentar o Mercado Único, garantiu-se igualmente que as
regras e a sua aplicação serão sempre as mesmas na União a 27, através
da manutenção das funções regulatórias e da possível mediação por parte
da Autoridade Bancária Europeia, que terá também como tarefa a
harmonização das práticas de supervisão.
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Integrado na visita da delegação do Parlamento Europeu para os
Estados Unidos, Vital Moreira está, desde quinta-feira,
de visita a Washington, numa iniciativa do Transatlantic Legislators
Dialogue, que inclui na sua agenda a discussão das perspetivas de um
acordo de comércio externo entre a UE e os EUA. No programa da visita
conta-se, entre vários outros eventos, um encontro com o presidente e
membro do Ways and Means Committee da Câmara dos Representantes, que é a
comissão parlamentar competente para as questões de comércio externo. Na
sua "bagagem" Vital Moreira levou a recente resolução do Parlamento
Europeu, de que ele próprio foi relator, que transmite um firme apoio à
possibilidade de criação de uma "zona de comércio livre" dos dois lados
do Atlântico Norte, tanto mais que a União está prestes a concluir
também um tratado comercial com o Canadá.
Eventos da semana:
No fim de semana passado, Vital Moreira interveio em Montemor-o-Velho
num colóquio organizado pela Associação dos Agricultores do Baixo
Mondego sobre o impacto dos tratados comunitários da União na
agricultura portuguesa. Em Lisboa, dirigiu uma das sessões de debate
sobre a nova lei de defesa da concorrência, uma iniciativa do Centro de
Estudos de Direito Público e Regulação (CEDIPRE) da Faculdade de Direito
da Universidade de Coimbra (FDUC) e outras organizações. Por último, na
FDUC, Vital Moreira interveio na sessão inaugural de um debate sobre a
nova lei do setor empresarial autárquico, também organizado pelo
CEDIPRE.
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O papel determinante de Luís Paulo Alves na defesa
do sector leiteiro dos Açores, na negociação do Trílogo de revisão do
Regulamento POSEI, perante a Comissão Europeia (CE) e o Conselho, é
reconhecido nas minutas da reunião de conclusão das negociações, onde o
eurodeputado açoriano participou em nome do Grupo Socialista. Nas
Questões levantadas pela Comissão Europeia pode ler-se: "Impacto da
regulamentação sobre o setor do leite (artigo 31.3 - Emenda 106): A
Comissão explicou que não podia aceitar a referência ao setor do leite
neste contexto. No entanto, no espírito de compromisso, e no seguimento
de forte argumentação do Relator-Sombra dos Socialistas do PE, a
Comissão finalmente concordou em manter a referência ao leite". Para o
deputado, este foi o último ponto a chegar a acordo nas negociações, o
que dá nota do trabalho árduo que foi necessário desenvolver para
conseguir introduzir num artigo do Regulamento POSEI a obrigação da CE
apresentar ao PE e ao Conselho uma análise periódica especifica ao
sector do leite e à forma como o Regulamento está a responder às
suas necessidades, indicando expressamente que, se for caso disso, deve
ser acompanhada de propostas adequadas. O deputado relembra ainda que
fruto do trabalho conjunto desenvolvido com a direção do Grupo
Parlamentar Socialista junto do Comissário da Agricultura, Dacian
Ciolos, foi introduzido no estudo em curso sobre o impacto do fim das
quotas leiteiras, a apresentar em junho do próximo ano, a análise dos
impactos territoriais em regiões como os Açores, identificando as
Regiões em risco, descrevendo os elementos que podem assegurar o
desenvolvimento sustentável do sector, incluindo as suas dimensões
económica e territorial e sugerindo ações apropriadas. Para o deputado,
a introdução de um novo artigo no Regulamento POSEI, obrigando a CE a
proceder a estudos de impacto, com um capítulo específico para as
Regiões Ultraperiféricas (RUP), no âmbito da preparação dos acordos de
Comércio Internacional ou da PAC, sempre que estes se revelarem de
interesse para estas regiões, é da maior importância para o setor do
leite e da carne dos Açores (Mercosul, fim de quotas leiteiras), ainda
mais se tivermos em conta o precedente que constitui a indemnização
agora concedida aos produtores de banana, fruto dos prejuízos graves que
estão a ter desde 2010, devido aos efeitos dos acordos que foram
celebrados, particularmente o acordo de Geneve. Luís Paulo Alves lamenta
o facto de ter sido impossível manter as propostas de aumento anual em
10% do envelope financeiro do POSEI pelo facto do Conselho e a CE as
considerarem inegociáveis no contexto atual em que um número
considerável de países exigem fortes reduções no orçamento da UE,
ficando assim todas as RUP com o mesmo envelope atual. O impedimento
pela CE e pelo Conselho de estabelecer um aumento de compromissos para o
período financeiro 2014-2020, conduziu a que apenas fosse possível,
excepcionalmente em 2013, proceder a um pagamento único para os
produtores de banana com perdas já registadas fruto dos acordos
comerciais já em vigor com os Países da América do Sul.
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Esta semana, em Bruxelas, o deputado Correia de
Campos foi anfitrião do Annual Lecture do STOA, o painel de
avaliação de novas opções científicas e tecnológicas do Parlamento
Europeu, a que preside. Esta conferência juntou alguns dos mais
eminentes cientistas no domínio da física quântica, para um debate em
torno dos mais recentes desenvolvimentos do estudo da física de
partículas no CERN, nomeadamente a descoberta do tão procurado bosão de
Higgs. Introduzindo a discussão, Correia de Campos destacou o
importantíssimo papel da Europa na promoção da investigação
científica e tecnológica, através de programas como o Horizonte 2020.
Elogiando o trabalho de laboratórios de excelência como o CERN (a
Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), o deputado socialista
afirmou que "muitos cientistas que trabalham em universidades,
laboratórios ou grandes centros como o CERN, dedicam-se exclusivamente à
chamada investigação fundamental, que não tem como objetivo aplicar as
descobertas em benefício da nossa vida quotidiana, nem traz vantagens
comerciais imediatas. No entanto, esta investigação pura, movida pela
curiosidade, pode gerar tão-só novo conhecimento, mas também pode mudar
o mundo. E para tal, é essencial continuar a promover na Europa a
excelência científica e a liderança em investigação básica". De
seguida, Correia de Campos anunciou os termos do debate, que contou com
uma vasta plateia de jovens estudantes e cientistas, entusiasmados com a
perspectiva de "desvendar os mistérios da origem do universo" junto de
personalidades da física como o Prof. Higgs e o Prof. Englert, os "pais"
do bosão de Higgs. Este evento marcou também o 25º aniversário do painel
STOA (Science and Technology Options Assessment), tendo o deputado
convidado todos os seus antigos Presidentes a comparecer nas
celebrações, salientando o papel deste órgão enquanto "ponte de
ligação entre os cientistas e os decisores políticos do Parlamento
Europeu, que precisam, no processo de tomada de decisão, de obter
informação especializada sobre o impacto de políticas estratégicas que
envolvem ciência e tecnologia".
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* Acompanhar o último passo da disciplina fiscal europeia com a
"exigência de que se tomem iniciativas concretas de apoio ao
crescimento e sobretudo de combate às crises cíclicas" é o
principal objetivo da proposta da deputada e porta-voz dos Socialistas
Europeus para os Assuntos Económicos, Elisa Ferreira,
que foi discutido esta semana com o Comissário para os Assuntos
Económicos, Olli Rehn. A proposta, já aprovada com larga maioria em
plenário do Parlamento Europeu, apela também à "gestão coordenada
dos stocks de dívida soberana a longo prazo", com emissão de títulos de
dívida conjuntos para os valores que excedem os 60% dos PIB nacionais,
para que seja possível "contrariar os ataques especulativos sobre a
dívida dos estados". Um ponto que apesar de contar com a oposição
do bloco liderado pela Alemanha é inspirado na proposta do Conselho de
Peritos Económicos que aconselha o Governo federal germânico e o
Parlamento de Berlim. O Terceiro Capítulo, nome dado às emendas
propostas por Elisa Ferreira, constitui um dos últimos pontos de
discussão na revisão das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento
(PEC), um processo de co-legislação entre o Parlamento e a
Comissão.
* Paralelamente à negociação que decorre a bom ritmo entre os Grupos
Políticos do PE sobre Reforma da PAC 2014/20, o coordenador e porta-voz
do Grupo Socialista, Capoulas Santos, responsável pela
posição do PE sobre os principais Regulamentos, cumpriu esta semana uma
intensa agenda bilateral. Capoulas Santos reuniu em Bruxelas, a pedido
destes, com o novo ministro da Agricultura da Polónia, Stanislaw
Kalemba, e com o ministro da Agricultura do Governo-sombra do Partido
Trabalhista do Reino Unido, Huw Irranca Davies, tendo os mesmos revelado
um acolhimento muito favorável às suas propostas, com exceção da questão
orçamental por parte do interlocutor britânico.
* Edite Estrela insta "todos os governos" a
elevar o nível de ambição e a alcançarem "um acordo juridicamente
vinculativo" na próxima Conferência da ONU sobre alterações
climáticas que tem lugar em Doha, entre 26 de novembro e 8 de dezembro.
A deputada exorta a UE a dar uma nova dinâmica às negociações
internacionais sobre o clima e a manter o nível de ambição e o papel de
líder nas negociações da ONU. "A UE deve investir na transição para
uma economia verde, demonstrando que é possível reduzir as emissões sem
perda de competitividade e de empregos". "Os custos da inação
encontram-se documentados e serão superiores se as reduções de emissões
forem adiadas para as próximas décadas", afirma a deputada. Os
Socialistas no PE consideram que a luta contra as alterações climáticas
deve permanecer no topo das prioridades políticas apesar da crise
económica e financeira. "A crise não deve reduzir o nível de ambição
em Doha", alerta. A deputada do PE considera urgente colmatar
o fosso existente entre os dados científicos disponíveis e os
compromissos atuais das Partes na Convenção-Quadro sobre Alterações
Climáticas. "De acordo com um estudo recente das Nações
Unidas, os níveis das emissões de gases com efeito de estufa
continuam a aumentar e encontram-se 14% acima das metas para 2020, sendo
previsível um aumento da temperatura de 3 a 5°C neste século, na
ausência de ação rápida". "É necessário alcançar um acordo
global juridicamente vinculativo, a fim de limitar o aquecimento do
planeta a 2 ºC", conclui a deputada.
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