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A deputada e coordenadora dos Socialistas Europeus para os Assuntos
Económicos, Elisa Ferreira, questionou esta semana o
ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, sobre a “espiral
recessiva fortíssima” que atinge os Estados-Membros atualmente sob
alçada da troika. “Há um resultado permanentemente aquém do esperado
nas receitas que estamos a seguir. Os cálculos dos indicadores estão
errados”, lembrou Elisa Ferreira, defendendo a utilização de “toda
a margem existente” no Pacto Fiscal recentemente aprovado, como sugerem
vários estudos económicos. A eurodeputada portuguesa defendeu também o
alargamento dos prazos estabelecidos para o “exercício de disciplina
orçamental” como forma de melhorar a performance económica dos
Estados-Membros sujeitos aos programas da troika. “O desemprego
nalguns países atinge 50% dos jovens e está criada uma espiral recessiva
fortíssima. Ao mesmo tempo, as maiores economias aqui presentes vão
crescer menos de 1%. Isto não é futuro para a Europa”, afirmou
Elisa Ferreira durante o debate que decorreu na Comissão dos Assuntos
Económicos do Parlamento Europeu, em Bruxelas. Elisa Ferreira questionou
ainda o responsável pelas finanças germânicas sobre a “base legal
das troikas que neste momento estão a intervir na UE”, o que levou
Wolfgang Schäuble a garantir que nunca assistiu a nada que o levasse a
duvidar que a troika “está a seguir exatamente o seu mandato”.
O ministro alemão defendeu que a atual política “está a ter
êxito”, falando em “avanços consideráveis” na Irlanda e em
Portugal, países que considera estarem no bom caminho no objetivo de
regressar aos mercados. Schäuble lembrou que a “Grécia é um caso
específico”, reconhecendo que os seus problemas “foram
subestimados”.
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O Deputado Capoulas Santos levou a cabo uma semana
de intensas negociações como relator do Parlamento Europeu (PE) para a
reforma da Política Agrícola Comum (PAC). Esta semana no PE ficou
encerrada a negociação com os grupos políticos sobre o Regulamento do
Desenvolvimento Rural, estando contempladas todas as prioridades
previamente estabelecidas para Portugal. De mencionar, por exemplo, a
manutenção da chave de repartição atual do orçamento deste Pilar, em que
Portugal é o 5º Estado-membro mais beneficiado, prolongar para lá de
2013 uma taxa de comparticipação financeira comunitária de 100% para os
fundos transferidos do primeiro pilar e garantir a elegibilidade do
cofinanciamento comunitário para novos regadios, que a Comissão
pretendia limitar apenas aos novos Estados-membros. Resta saber agora se
os Grupos Políticos vão honrar os compromissos assumidos por aqueles que
negociaram em seu nome, na votação de 23 de janeiro na Comissão de
Agricultura do PE, e em março no plenário de Estrasburgo. Quanto ao
Regulamento dos Pagamentos Diretos, de conteúdo bastante mais difícil, a
negociação está igualmente finalizada, em termos bastantes satisfatórios
em todos os aspectos sensíveis para Portugal. É de destacar o reforço do
pagamento médio por hectare, neste caso 100% financiado pela UE, a
chamada convergência interna, o novo regime para os pequenos
agricultores, o reforço de apoios para os jovens, a desburocratização, e
a flexibilização e alargamento das medidas de "greening".
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O eurodeputado Luís Paulo Alves integrando o grupo
de eurodeputados provenientes das Regiões Ultraperiféricas (RUP) reuniu
na Comissão Europeia com o Comissário de Desenvolvimento Regional,
Johannes Hann. O encontro serviu desde logo para avaliar o ponto de
situação das negociações relativas ao próximo Quadro Financeiro
Plurianual 2014-2020 e à Politica de Coesão, nomeadamente nos pontos que
respeitam às RUP. Neste domínio, saudaram-se os progressos verificados
na última cimeira de líderes europeus, sobre a alocação específica
atribuída às RUP: depois da proposta inicial de atribuição de 20€ por
habitante, o montante revisto está agora na ordem dos 30€, apesar de
tudo aquém do valor do quadro anterior, de cerca de 35€, que continua a
ser o valor pretendido pelas RUP. Por outro lado, os eurodeputados das
RUP continuam a reivindicar o acesso de uma forma inequívoca ao direito
das RUP à cooperação territorial com os nossos vizinhos. Para Luís Paulo
Alves, "as nossas condições privilegiadas de ligação a outros países
como os Estados Unidos abrem excelentes perspetivas de cooperação, não
só estritamente no âmbito dos laços sócio-culturais, mas também numa
perspetiva económica que pode ser da maior importância neste período de
contração da atividade económica, dados os grandes constrangimentos no
consumo interno. A abertura e o desenvolvimento desta cooperação pode
gerar o aproveitamento de um potencial ainda por explorar
convenientemente, nos mercados onde temos grandes comunidades
emigrantes, como são o caso dos Estados Unidos, do Canadá ou das
Bermudas, onde se podem de uma forma estruturada gerar novos negócios
para as empresas açorianas". Os eurodeputados das RUP decidiram
colocar essa reivindicação por escrito aos seus Estados-membros (no
caso, Portugal, Espanha e França) e junto do Presidente da Comissão,
Durão Barroso, e do Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy,
solicitando uma derrogação que permita sem reservas às RUP participarem
na cooperação territorial.
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Esta semana, Correia de Campos participou na 2ª
Conferência Europeia sobre Redes Eléctricas, evento centrado no tema da
participação pública no processo de construção de novas infraestruturas
de transmissão e distribuição eléctrica. Organizado pela "Renewables
Grid Initiative" e pela plataforma "Smart Energy for Europe", o debate
foi apresentado e introduzido pelos deputados Correia de Campos e Graham
Watson, e contou também com a presença dos Comissários da Energia e
Ambiente. A assinatura de uma nova declaração, depois da Declaração
Europeia sobre Redes Eléctricas e Conservação da Natureza, assinada em
2011, marcou a ocasião. Intitulado "Declaração Europeia sobre Redes
Eléctricas, Transparência e Participação Pública", este documento foi
subscrito por várias ong ambientais e por operadores de sistemas de
transmissão (TSO's), dois dos mais importantes "stakeholders" dos
projetos de infraestruturas energéticas. Foi também apresentado o
Relatório Europeu sobre Redes Eléctricas, que compila vários casos de
estudo sobre iniciativas de participação pública no âmbito de avaliações
de impacto ambiental, tendo como objetivo divulgar as metodologias
utilizadas, em vários Estados-Membros, para ultrapassar o problema da
oposição pública a projetos de redes energéticas. Este Relatório é, nas
palavras de Correia de Campos, "um instrumento fundamental para
reunir um conjunto de boas práticas utilizadas para lidar com a oposição
pública a novos projetos de redes eléctricas, e deverá contribuir para
melhorar a qualidade da participação pública nos procedimentos de
licenciamento e avaliação ambiental". O deputado focou-se no
conteúdo do Regulamento sobre Infra-Estruturas Energéticas
Transeuropeias, de que é Relator, e cujas negociações concluiu
recentemente. Correia de Campos apresentou as principais inovações e o
conteúdo dos artigos relevantes para este assunto, realçando sobretudo o
esforço empreendido para que o texto da nova legislação - que terá uma
importância determinante para a seleção e o licenciamento de projetos
transfronteiriços de infraestruturas energéticas - refletisse as
preocupações da opinião pública sobre a proteção do ambiente e a
conservação da natureza. A realidade é a de que a Europa "precisa
urgentemente da modernização da sua rede de transmissão eléctrica, mas
os benefícios destes projetos não são facilmente apreendidos pelos
cidadãos, que frequentemente questionam os seus efeitos sobre a
paisagem, a saúde e o meio ambiente local", reconhece o deputado. Mesmo
quando se trata de projetos de transmissão e distribuição de
eletricidade gerada a partir de fontes de energia renováveis, - objetivo
defendido e subscrito pelas organizações e entidades presentes - a
oposição pública é um problema que subsiste, e que afecta e atrasa o
processo de licenciamento e construção do projeto, na maior parte dos
casos. Nesse contexto, Correia de Campos transmitiu que o Regulamento
"vem assegurar que os procedimentos de consulta pública são
conduzidos da forma mais transparente, participada e eficiente possível,
sem comprometer os prazos a que o licenciamento destes projetos passará
a estar sujeito".
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A deputada Edite Estrela interpelou esta semana a
Comissão Europeia sobre o futuro do programa Erasmus durante o período
2014-2020. Numa interpelação escrita enviada à Comissão Europeia, a
eurodeputada socialista pede esclarecimentos sobre as modalidades, o
financiamento e os beneficiários do novo programa. Edite Estrela
sublinha a importância do programa Erasmus que permite a mobilidade de
estudantes e docentes do Ensino Superior entre Estados-membros da União
Europeia. É considerado um dos "grandes êxitos" da União Europeia e a
mobilidade que o caracteriza está no centro da estratégia da Comissão
Europeia para combater o desemprego dos jovens, recorda a deputada. A
Comissão, através de um comunicado, anunciou a criação de um novo
programa "Erasmus" mais abrangente, cujo lançamento está previsto para
2014, e as notícias na imprensa dão conta de que este novo programa
resultará de uma fusão de várias iniciativas num só projeto, com um
financiamento de 18 mil milhões de euros, entre 2014 e 2020. A
eurodeputada socialista pede à Comissão que informe sobre o estado do
processo. Edite Estrela pretende saber que programas serão suprimidos e
qual o objetivo com esta fusão. A Comissão Europeia deverá igualmente
informar a deputada sobre o nome do novo programa e quem poderá dele
beneficiar.
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Ana Gomes integrou a delegação do Parlamento Europeu
(PE) que se deslocou a Washington de 29 novembro a 2 dezembro para
regular o Diálogo Transatlântico de Legisladores sobre uma agenda de
temas internacionais de interesse mútuo. Desta vez foi tema proeminente
o possível lançamento de negociações com vista a celebrar-se um acordo
de comércio livre bilateral, com evidente impacto regulador global. Ana
Gomes aproveitou os contactos para sensibilizar diversos Congressistas
americanos para o impacto para Portugal, os Açores e a Ilha Terceira, da
decisão da Administração Obama de reduzir a presença militar na Base das
Lajes. Os Representantes Loretta Shanchez (D-Califórnia, membro do Armed
Forces Committee), Jim Costa (D- Califórnia) e Devin Nunes (R-
Califórnia), os dois últimos de origem açoriana, mostraram-se sensíveis,
embora sublinhando que a decisão já fora comunicada formalmente ao
Governo português em fevereiro último (e informalmente muito antes),
cabendo a Portugal apresentar propostas que compensassem o impacto.
Igualmente mostraram interesse pelas implicações estratégicas para a
segurança global da retirada, conforme lhes frisou Ana Gomes, tendo em
conta que se avolumam ameaças de terrorismo, criminalidade organizada,
pirataria, conflitualidade e falhanço de Estados na região do Sahel e
África Ocidental, ao mesmo tempo que a China, com crescentes interesses
em África e na Europa, mostra querer estender a sua presença estratégica
ao Atlântico. Ana Gomes participou dia 5 num seminário sobre o estado da
corrupção nos 27 Estados Membros da UE, organizado pelos grupos S&D,
Verdes e Aliança Liberal no PE. Nele foi apresentado o relatório da
Transparência Internacional "Index Global de Percepções da Corrupção
2012" que mostra Portugal em 33 lugar, ou seja a piorar na classificação
mundial. A deputada fez notar como, mesmo nos Estados Membros que estão
a ser supervisionados ao abrigo de programas de assistência financeira,
a Comissão Europeia, BCE e FMI que integram a Troika não estão a dar
relevância ao problema da corrupção, uma das causas dos desequilíbrios
nas contas públicas: "É chocante que um dos detidos na Alemanha por
corrupção na venda dos submarinos a Portugal tenha sido aceite
entretanto pelo Governo português como negociador das novas
contrapartidas obtidas em troca das anteriores, fictícias ou
inexecutadas. E que estas novas contrapartidas -basicamente a renovação
de um hotel - não só ofendam o interesse nacional, como violem a
diretiva europeia de 2009 sobre contratos de equipamento de Defesa. Isto
acontece sob o olhar indiferente da Troika, a mesma que sanciona a
aplicação de um revoltante acordo de dupla tributação entre Portugal e a
Suíça, instrumental para o Regime Especial de Regularização Tributária
III, assim garantindo a proteção do segredo aos criminosos fiscais que
pagarem uma taxa de 7.5% para legalizar capitais depositados na Suíça,
sem ter que os repatriar, nem sequer esclarecer a sua origem".
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* A Presidente da Delegação Socialista Portuguesa,
Edite Estrela, manifestou esta semana a sua
solidariedade com a luta da Associação Nacional de
Freguesias (ANAFRE) contra a reforma administrativa autárquica.
Edite Estrela recebeu, em Bruxelas, o Vice-presidente da ANAFRE.
Cândido Moreira entregou à Delegação
Socialista Portuguesa o documento "Freguesias em Portugal"
onde se demonstra que a iniciativa do governo é
anticonstitucional e contrária à Carta Europeia de
Autonomia Local. Edite Estrela e Cândido Moreira sublinham que o
projeto de lei do governo, hoje discutido na Assembleia da
República, não respeita a consulta prévia às
freguesias envolvidas na reorganização administrativa
territorial autárquica e viola igualmente o princípio de
obrigatoriedade de consulta aos órgãos das autarquias
locais em todas as questões que diretamente lhes interessem,
sobretudo quando estejam em causa os limites territoriais locais. A
Presidente da Delegação Socialista Portuguesa e o
Vice-presidente da ANAFRE concordam com a necessidade de uma Reforma da
Administração Local, com critérios, que parta da
vontade livremente expressa das populações, com o
imprescindível consenso político e que envolva toda a
Administração Pública, da Central à
Local.
* A convite da Assembleia Nacional italiana, Capoulas
Santos deslocou-se a Roma para participar numa
conferência sobre a reforma da PAC perante os parlamentares
nacionais, com o objectivo de dar a conhecer o estado dos trabalhos no
Parlamento Europeu sobre o tema.
* Deslocou-se esta semana ao Parlamento Europeu uma comitiva de
presidentes e de membros das Juntas de Freguesia socialistas, oriundos
das ilhas de Santa Maria, S. Miguel, Terceira e Graciosa. Este foi o
último grupo de uma iniciativa promovida pelo eurodeputado
Luís Paulo Alves que recebeu os eleitos locais
de todas as ilhas do Arquipélago, prestando reconhecimento ao
trabalho das entidades que mais de perto lidam com as
populações. Ao mesmo tempo proporcionou o aprofundamento
dos conhecimentos, in loco, sobre a ação global da
União Europeia e em particular a importância do poder
regional e local na Europa. Os membros eleitos das Juntas de Freguesias,
na opinião de Luís Paulo Alves, ocupam um lugar
privilegiado junto das populações para melhor divulgar e
mobilizar as populações para a necessária
qualificação do projeto europeu, que requer mais
participação dos cidadãos e mais Europa.
* Num evento promovido conjuntamente pelo Painel STOA do PE, a que
Correia de Campos preside, e pelo EASAC, o Conselho
Científico das Academias de Ciências Europeias, foram esta
semana debatidas as implicações legais, científicas
e éticas dos testes genéticos de venda direta ao
consumidor. Estes testes, até há bem pouco tempo
disponíveis apenas em alguns laboratórios de
investigação, tornaram-se rapidamente acessíveis a
qualquer cidadão, sendo publicitados e comercializados pela
internet a preços relativamente reduzidos, sem que haja a
intervenção ou o aconselhamento de um médico ou
profissional de saúde. No entanto, a validade e utilidade destes
testes é frequentemente posta em causa já que chegam ao
mercado sem regulação ou supervisão adequadas.
Durante a sessão, Correia de Campos salientou que da parte dos
cidadãos há frequentemente expectativas irrealistas quanto
à capacidade destes testes predizerem o grau de susceptibilidade
a uma determinada doença; e que os resultados obtidos podem ainda
ser geradores de grande ansiedade nos utilizadores por falta de
preparação para a interpretação dos seus
resultados, ou por inexistência de intervenções
terapêuticas adequadas para a condição
diagnosticada. Entre outros problemas abordados, contaram-se os aspectos
do consentimento, da privacidade de dados, do rigor científico e
dos perigos das campanhas de marketing. Este debate surge numa altura em
que se encontra em discussão no PE um novo quadro regulador para
os dispositivos médicos para diagnóstico in vitro, do qual
o Deputado é Relator-Sombra.
* Ana Gomes participou esta semana num almoço
de trabalho sobre a evolução na Tunísia, organizado
pelo Presidente da Delegação para as
Relações com os Estados do Magreb, o Deputado Pier Antonio
Panzeri, com a presença da Secretária Geral do Partido
Republicano da Tunísia, a Senhora Maya Jribi. Na quinta-feira,
Ana Gomes interveio numa audição sobre a Turquia,
organizada pela Comissão dos Assuntos Externos do PE, onde se
discutiu o impasse nas negociações de adesão da
Turquia à UE e as implicações da sua reativada
política externa para o Médio Oriente e mundo
árabe. A 7/8 dezembro Ana Gomes deslocou-se a Berlim, para falar
sobre "O lugar da Europa no mundo" no seminário
reunindo Jovens Lideres Europeus "40 abaixo dos 40",
organizado pelos 'think thanks' "Friends of Europe" e
"EuropaNova". Ana Gomes comentou a propósito no
twitter: "Nunca perco uma oportunidade de falar na Alemanha por uma
UE solidária e contra uma 'Europa alemã'
suicidária".
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