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O deputado Capoulas Santos apresentou esta semana, em
conferência de imprensa no PE, o acordo alcançado com os
relatores-sombra dos demais Grupos Políticos visando a
obtenção de maiorias de geometria variável,
consoante os compromissos que abarcam um ou mais artigos, sobre a
reforma da Política Agrícola Comum pós 2014, em
termos bastantes satisfatórios em todos os aspectos
sensíveis para Portugal. A próxima PAC deverá ser
socialmente mais justa e "amiga" do ambiente mas também
menos burocrática. O deputado e relator do PE para os principais
capítulos da PAC sublinhou que a próxima reforma, se
aprovada pelo PE, deverá promover uma maior
harmonização das ajudas diretas por hectare, entre os
diferentes Estados-membros e entre agricultores. Após uma
complexa e longa negociação de vários meses no seio
do PE, Capoulas Santos anunciou o conteúdo dos compromissos que
foi possível alcançar e que contemplam vários
aspectos favoráveis a Portugal, tais como os critérios que
definem a chave de repartição do orçamento entre os
Estados-membros e a elegibilidade futura das despesas para novos
regadios com cofinanciamento comunitário, o reforço do
pagamento médio por hectare, neste caso 100% financiado pela UE,
e os novos regimes para os pequenos agricultores, os jovens e os novos
agricultores. Em relação à nova componente
ambiental da PAC, o designado "greening", o relator do PE,
Capoulas Santos, considerou que o compromisso alcançado garante
uma forte vertente "verde" no Primero Pilar da PAC, mas com a
introdução de mecanismos que flexibilizam e facilitam a
sua aplicação. No novo programa de Desenvolvimento Rural,
25% do orçamento deverá ser afectado a medidas
agro-ambientais e, no caso português, ficarão isentos de
algumas medidas de difícil aplicação nas pequenas
explorações mais de 80% dos agricultores que, contudo,
apenas representam pouco mais de 15% da superfície
agrícola. As novas normas serão assim mais simples e
desburocratizadas, sem que tal represente qualquer prejuízo
significativo em termos ambientais. Espera-se agora que os Grupos
Políticos confirmem os acordos alcançados pelos seus
representantes nas negociações, de forma a garantir a
aprovação do Relatório Capoulas Santos na
votação prevista para 23 e 24 de janeiro na
comissão de Agricultura do PE e a que se seguirá, em
março de 2013, o voto no plenário de Estrasburgo. O
Relatório finalmente aprovado constituirá então o
mandato para a negociação em que Capoulas Santos
representará o Parlamento no processo de codecisão com o
Conselho e a Comissão e cuja conclusão deverá
ocorrer até ao fim do primeiro semestre de 2013.
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Vital Moreira dirigiu esta semana um workshop sobre
"Instrumentos de defesa comercial" (IDC), organizado pela
Comissão de Comércio Internacional do PE, de que é
presidente. Intervindo na discussão da proposta da
Comissão Europeia para "modernizar" os IDC, Vital
Moreira manifestou a sua oposição a qualquer
enfraquecimento de tais instrumentos de luta contra as práticas
comerciais desleais dos países que exportam para a União,
nomeadamente o dumping e a subsidiação de
exportações, visto que tais práticas - sobretudo as
de responsabilidade da China - lesam fortemente a indústria
europeia e causam perdas consideráveis de postos de trabalho.
Vital Moreira sublinhou que a "constituição comercial
internacional" da União não assenta apenas no
"free trade" mas também no "fair trade" e que
um não pode existir sem o outro. Vital Moreira defendeu que, a
haver alguma revisão da legislação europeia, ela
deve ir no sentido de reforçar, e não de diminuir, o
combate ao dumping e à subsidiação das
exportações por parte dos nossos competidores. Vital
Moreira invocou as recentes medidas na Austrália para
reforçar a sua capacidade de ação nesta
matéria, por exemplo dando apoio às PME para que estas
possam organizar os seus processos de defesa comercial e
reforçando os meios de ação do departamento
governamental encarregado deste pelouro. Vital Moreira concluiu
afirmando que neste tempo de crise económica não há
margem para "baixar a guarda" na defesa da indústria
europeia contra a concorrência desleal
externa.
Eventos da semana:
Esta semana Vital Moreira dirigiu durante dois dias a reunião
ordinária mensal da comissão de Comércio
Internacional do Parlamento Europeu.
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Ana Gomes partiu esta semana para o Bahrain para
contactos com as autoridades e com a sociedade civil no país. A
parlamentar socialista foi impedida de entrar no Bahrain em abril
passado, quando tentou visitar o país para reunir com
representantes da sociedade civil e assistir ao julgamento de Abdulhadi
Al-Khawaja, cidadão de dupla nacionalidade dinamarquesa e
bahraini, que se encontrava na altura preso e em prolongada greve
de fome, em protesto contra atropelos ao seu direito a um julgamento
justo. O Embaixador do Bahrain apresentou então desculpas a Ana
Gomes, alegando mal entendido das autoridades locais. Ana Gomes declarou
aceitá-las no entendimento de que o Governo do Bahrein daria
acordo para a visita de uma missão do Parlamento Europeu ao seu
país, missão que Ana Gomes propôs no âmbito da
Comissão de Negócios Estrangeiros e da Subcomissão
de Direitos Humanos e que agora se concretiza, estando um grupo de
deputados representando diversas forças
políticas também a partir para o Bahrain, com um
programa que inclui reuniões com as autoridades e com ativistas
de direitos humanos, além da possibilidade de avaliar as
condições nos bairros onde se têm registado
incidentes de tensão social e repressão policial. Na
segunda-feira, dia 17, Ana Gomes participou numa conferência sobre
luta contra a corrupção organizada pela
Direção Geral dos Assuntos Internos da Comissão
Europeia.
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A deputada Edite Estrela reuniu-se esta semana com
representantes da Confederação Europeia de Sindicatos
(ETUC), do Lóbi Europeu das Mulheres (EWL) e da Plataforma Social
para uma troca de pontos de vista sobre o processo de revisão da
diretiva "licença de maternidade". As representantes
destas organizações reiteraram o apoio às propostas
legislativas de Edite Estrela que, entre outras, alargam o
período de licença de maternidade na UE das atuais 14
semanas para as 20 semanas, pagas por inteiro. As ONG consideram que as
propostas da deputada socialista são "um passo
importante em direção à igualdade entre mulheres e
homens, ao progresso social e ao desenvolvimento
sustentável" e veem a inércia do Conselho
Europeu como "inaceitável perante a urgência de se
implementarem estas medidas". Recentemente a ETUC e o EWL
enviaram uma carta conjunta ao Conselho para pressionar os
Estados-membros a avançarem com este processo. A
legislação apresentada por Edite Estrela foi aprovada por
uma esmagadora maioria do PE, em outubro de 2010, mas desde então
o Conselho não foi capaz de tomar uma decisão. Neste
sentido, e no âmbito da próxima presidência rotativa
a cargo da Irlanda, estão já planeadas outras
ações com o objetivo de alertar a sociedade civil para o
atual impasse e pressionar o Conselho a avançar com o processo de
revisão da diretiva.
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Esta semana, em Bruxelas, o deputado Correia de Campos
viu o Regulamento de que é Relator finalmente aprovado
na Comissão de Indústria, Investigação e
Energia, com 38 votos a favor, cinco abstenções e nenhum
voto contra. Após o acordo político consumado com o
Conselho e a Comissão, no final do procedimento de
trílogos, esta votação é um importante passo
para a entrada em vigor desta legislação, que terá
lugar após a aprovação final em Plenário, no
início de 2013. O Regulamento, que contém
orientações para as infraestruturas enérgicas
transeuropeias, cria uma nova categoria de projetos, os Projetos de
Interesse Comum, com interesse transfronteiriço, de acordo com
diferentes corredores geográficos e distintos tipos de
infraestrutura energética. Estes projetos serão
selecionados, de acordo com um procedimento próprio, pelos
Estados-Membros e pela Comissão Europeia, sendo que o documento
prevê também um novo enquadramento legislativo para o
processo de licenciamento destes projetos, limitando-o a um prazo de, no
máximo, 4 anos e 6 meses, o que é uma
evolução extremamente positiva, face aos cerca de 10-12
anos que têm sido necessários, em média. Com este
novo regime, serão postos em prática um conjunto de
medidas que visam alavancar cerca de 200 mil milhões de Euros de
investimentos em infraestruturas de gás e eletricidade,
até 2020, em toda a Europa. No mesmo dia, foi também
aprovado, juntamente pela Comissão da Energia e dos Transportes,
o pacote de assistência financeira que está associado a
este dossiê, e que será ainda objeto de
negociação com o Conselho e a Comissão – o
Regulamento "Connecting Europe Facility". Com a entrada em
vigor desta legislação, estão reunidas as
condições para diminuir a forte dependência
energética da Europa de um conjunto reduzido de países
fornecedores, no quadro do isolamento geográfico de certas
regiões no que diz respeito a interconexões
energéticas, como é o caso da Península
Ibérica. O novo Regulamento é, em suma, de
importância fulcral para atingir os objetivos "Europa
2020" de construção de um mercado interno europeu de
energia, da sustentabilidade ambiental e da segurança do
abastecimento energético, mas também os objetivos de
crescimento económico e de emprego, dado o elevado efeito
multiplicador do investimento em infraestruturas energéticas de
grande escala.
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A Comissão Europeia garante que a condicionalidade
macroeconómica prevista na sua proposta para o Quadro Financeiro
Plurianual 2014-2020 (QFP 2014-2020) assegura «a igualdade de
tratamento entre Estados-Membros mais ou menos prósperos»
e, «salvo em circunstâncias extremas», a medida
«não será ativada». O Comissário
Europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Oli
Rehn, respondeu assim às questões apresentadas por
Elisa Ferreira sobre a «base legal» de uma
proposta que retoma o «conceito de condicionalidade
macroeconómica para a atribuição de fundos
europeus». Em perguntas enviadas à Comissão
Europeia, a coordenadora dos Socialistas Europeus para os Assuntos
Económicos lembrou que a inclusão da medida
«contraria totalmente» a posição demonstrada
pelo Parlamento durante as negociações do QFP 2014-2020,
visando «penalizar duplamente os Estados-Membros economicamente
mais frágeis», ao adicionar a perda de fundos estruturais
às sanções já previstas para os
países que violem a disciplina orçamental. Assumindo que a
proposta da Comissão prevê que a condicionalidade
macroeconómica seja «reforçada e alargada» com
o propósito de «impedir que políticas
macroeconómicas inadequadas prejudiquem a eficácia»
dos fundos do Quadro Estratégico Comum (QEC), a resposta de Oli
Rehn garantiu que «esta medida não tem por objetivo criar
penalidades ou sanções adicionais». O
vice-Presidente da Comissão garantiu que «partilha da
opinião» manifestada por Elisa Ferreira sobre os fundos do
QEC, vistos como «um instrumento fundamental, tanto para o
relançamento da economia dos países sob programa de ajuda,
como no combate às tensões divergentes entre as economias
europeias». Oli Rehn sublinhou que os «procedimentos de
governação económica suscetíveis de
desencadear a condicionalidade macroeconómica já têm
em conta as situações económicas
graves/desfavoráveis, pelo que não devem ser
reforçados para estes países». E termina garantindo
que «salvo circunstâncias extremas, a condicionalidade
macroeconómica não será ativada».
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Foi aprovado esta semana o relatório com a posição
da comissão de Pescas do PE sobre o Regulamento Geral da futura
Política Comum de Pescas. Trata-se de um documento de grande
importância para o futuro das pescas, com grande impacto no setor.
Este processo vai continuar até ao plenário e depois com o
trílogo (negociação entre PE, Comissão e
Conselho) para definição de um acordo final. Este
relatório teve a contribuição do deputado
Luís Paulo Alves em alguns domínios
importantes para as regiões ultraperiféricas e para os
Açores, destacando-se a aprovação das suas
propostas para: a instituição de um Conselho Consultivo
Regional dedicado às regiões ultraperiféricas (com
uma secção para a bacia marítima que integra os
Açores); a exigência de uma compensação aos
pescadores num quadro de interdição de
rejeições das capturas; ou a exigência de
reciprocidade no comércio com países terceiros, de modo a
assegurar condições idênticas às exigidas aos
nossos operadores no mercado da UE, ao encontro dos interesses
portugueses e açorianos. Para o deputado, "no seguimento
das orientações da Comissão Europeia relativas ao
princípio da regionalização, é muito
positivo para os Açores a criação de um Conselho
Consultivo Regional porque contribuirá para uma abordagem
ecossistémica que tem em conta o caráter sensível
das nossas especificidades". Por outro lado, no âmbito
da política de prevenção e redução de
capturas indesejadas, Luís Paulo Alves viu aprovada a sua
proposta que visa apoiar financeiramente os pescadores num quadro de
proibição de devoluções, onde se estabelece
que "no âmbito das medidas de apoio financeiro é
conferida especial atenção aos pescadores sujeitos
à obrigação de desembarcar todas as capturas e que
operam numa pescaria mista". O deputado defende que "num
quadro de dificuldades impostas por uma política de
interdição das devoluções é justo
assegurar incentivos e compensações aos pescadores".
Outro assunto de grande importância para o deputado, em
matéria respeitante à capacidade competitiva das
regiões europeias, tem que ver com as condições
oferecidas aos produtos provenientes de mercados fora da UE. Por isso
viu aprovado uma proposta no relatório sobre esta matéria,
na medida em que "deve haver reciprocidade no comércio com
países terceiros, de modo a assegurar a igualdade de
condições no mercado da UE, não só em termos
de sustentabilidade das pescarias, como também em termos de
controlo sanitário, para, deste modo, protegermos melhor os
nossos produtos, bem como os nossos consumidores".
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* Edite Estrela interpelou esta semana a
Comissão Europeia sobre situações de risco
relacionadas com a interrupção voluntária da
gravidez ocorridas na Irlanda. Apesar de a legislação em
matéria de aborto ser uma competência dos Estados-membros,
Edite Estrela considera que existem situações que
entram"no campo mais vasto dos direitos humanos e do respeito pela
vida". A deputada e relatora do Parlamento Europeu sobre direitos
em matéria de saúde sexual e reprodutiva sublinha que a
República da Irlanda tem a lei mais restritiva de toda a
União Europeia, autorizando apenas o aborto quando a vida da
mulher estiver em risco, uma exceção que coloca todo o
poder de decisão nos médicos num país em que a
maioria deles são objetores de consciência e outros receiam
agir alegando que não dispõem de linhas de
orientação claras. Já em 2010 o Tribunal Europeu
dos Direitos Humanos concluiu que o Estado irlandês está a
falhar na aplicação da sua própria lei,
"não criando condições para que as mulheres em
situação de risco possam interromper a gravidez em
segurança e tempo útil". Edite Estrela refere ainda a
morte de Savita Halappanavar, a quem, após diagnóstico
médico, foi dito que não seria possível levar a
gravidez até ao fim, mas que "enquanto houvesse batimento
cardíaco" nada se podia fazer porque "ela vivia num
país católico". Com esta pergunta, a deputada
tenciona saber que medidas a Comissão tem previstas para que
situações destas não voltem a acontecer.
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