Edite Estrela reeleita presidente da Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu |
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Os deputados socialistas portugueses reelegeram esta semana, por ampla
maioria, Edite Estrela para a presidência da
Delegação Portuguesa do Grupo Socialista Europeu. Edite Estrela vê assim
reconfirmada até ao fim do mandato a confiança política que os deputados
lhe reconhecem na coordenação de toda a equipa socialista no Parlamento
Europeu. Durante a primeira metade da legislatura, Edite Estrela soube
coordenar os deputados socialistas portugueses nos momentos
historicamente conturbados da construção europeia. O balanço do trabalho
desenvolvido até esta eleição é francamente positivo e os deputados da
delegação têm sido protagonistas em dossiês chave da legislatura. Esta
reeleição é garante do aprofundamento do trabalho de liderança política
levado a cabo pela deputada. A eleição ocorreu no mesmo dia em que
os Socialistas Europeus renovaram a sua liderança, tendo sido eleito o
austríaco Hannes Swoboda presidente do Grupo Socialista no Parlamento
Europeu. Economista e membro do Partido Social-Democrata austríaco,
Hannes Swoboda foi deputado no Parlamento Estadual, na Assembleia
Municipal de Viena, vereador e, desde 1996, deputado ao Parlamento
Europeu onde assumiu a Vice-Presidência do Grupo Socialista. |
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Luís Paulo Alves defende agricultores e consumidores contra práticas comerciais abusivas |
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Intervindo na sessão plenária do Parlamento Europeu, no debate sobre a
cadeia alimentar, de cuja resolução aprovada foi co-proponente, o
Deputado Luís Paulo Alves afirmou que "desde
2008 veem-se realizando na Comissão e no Parlamento, Comunicações,
Relatórios e Recomendações, e constituindo-se Grupos de Alto Nível, para
a resolução deste grave problema, em que, na prática, para além de uma
maior consciencialização, nada mudou. Voltámos ao assunto, e é preciso
dizê-lo sem hesitações, uma parte significativa dos problemas que os
agricultores atravessam, derivam sobretudo de comportamentos altamente
penalizadores impostos pelos operadores da distribuição moderna".
Luís Paulo Alves considerou que "os problemas nesta matéria
estão, portanto, mais do que identificados, e o que tem faltado à
Comissão e aos Estados-Membros é uma verdadeira vontade política
para implementar as soluções já apresentadas pelo PE. Até lá,
continuaremos a assistir em Portugal e nos outros Estados-Membros, a
abusos cometidos na cadeia de abastecimento alimentar, sobretudo em
prejuízo dos agricultores e dos consumidores". Na Resolução
insta-se a Comissão a propor uma sólida legislação europeia e a aplicar
devidamente a legislação em vigor e as autoridades nacionais e
europeias, responsáveis pela concorrência, que tomem medidas contra
práticas de compra abusivas por parte de grossistas e retalhistas
dominantes que, sistematicamente, colocam os agricultores numa posição
de negociação extremamente desequilibrada. |
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Vital Moreira manifesta reservas ao novo Tratado |
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Na sequência do voto realizado esta semana em Estrasburgo sobre a
Resolução sobre o Conselho Europeu de 8-9 de dezembro e sobre o novo
tratado intergovernamental em preparação, Vital Moreira
manifestou reservas em relação a três pontos. Primeiro, não acompanha as
dúvidas sobre a necessidade do Tratado: os seus principais objetivos -
entre eles o de incorporar a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental no
direito interno dos Estados-membros - não poderiam ser alcançados no
quadro dos Tratados da UE. Segundo, concordando inteiramente que a
efetivação do novo Tratado, a nível da União, deve caber às próprias
instituições de acordo com o "método comunitário", acrescenta no entanto
que não é possível descartar o problema constitucional que decorre de
usar as instituições da UE, criadas pelos respetivos Tratados, para
implementar um tratado à margem daqueles, que não vincula todos os
Estados-Membros. Finalmente, Vital Moreira disse ainda concordar
inteiramente com a ideia de que o Tratado deveria visar a criação de uma
genuína "união orçamental" e uma verdadeira "união económica", mas
entende que entre os pontos em falta ("fundo de redenção", "project
bonds", imposto sobre transações financeiras, roteiro para os "stability
bonds") deve ser referido também um mínimo de harmonização tributária,
sem a qual não pode haver um "level playing field" no mercado interno,
nem uma efetiva integração orçamental. |
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Ana Gomes questiona Comissão sobre a privatização da REN |
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Ana Gomes enviou esta semana uma pergunta escrita à
Comissão Europeia e à Alta Representante/Vice-Presidente Catherine
Ashton, questionando o Executivo europeu sobre a sua posição no que
respeita à possível venda da REN – Rede Elétrica Nacional – à empresa
chinesa State Grid, tendo em conta a anterior venda da participação do
Estado português na EDP à também empresa estatal chinesa Three Gorges. A
parlamentar socialista frisou que, ao tornar-se o principal acionista da
EDP e da REN, o Estado chinês adquirirá uma capacidade de acesso e de
interferência num setor de tecnologia avançada e de importância
estratégica, incluindo para a segurança e defesa de Portugal e da UE.
Por essa razão, pergunta à Comissão e à Alta Representante também
responsável pela política de Segurança e Defesa, se têm qualquer
recomendação, objeção ou prevenção a fazer ao Governo de Portugal no que
respeita a estas privatizações. Ana Gomes interveio na sessão plenária
do Parlamento durante o debate com Durão Barroso sobre o programa da
Presidência dinamarquesa do Conselho da UE. A eurodeputada sublinhou que
o mais recente corte de rating pela agência de notação Standard and
Poor's a vários Estados-Membros da UE se fundamenta na incompetência dos
líderes europeus em dar resposta eficaz à crise, incentivando a
especulação contra o euro, em vez de o defender. Sublinhou ainda que a
receita de austeridade punitiva que os governos da UE estão a impor traz
apenas recessão, desemprego em massa, injustiça fiscal e social e
revolta nas ruas europeias. Ana Gomes insistiu na necessidade de a UE
caminhar para a harmonização fiscal para assegurar a recuperação da
competitividade pelas economias dos países da zona euro. Deu o exemplo
das principais empresas portuguesas que mudaram o domicílio fiscal para
a Holanda e Luxemburgo, de modo a evitar pagar impostos mais altos em
Portugal e também para não declarar as receitas dos seus investimentos
noutros mercados. Ana Gomes perguntou: como pode a economia portuguesa
tornar-se competitiva na selva fiscal que hoje temos na UE? |
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Capoulas Santos analisa Presidência Dinamarquesa do Conselho da UE |
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Iniciou-se em 1 de janeiro a Presidência Dinamarquesa do Conselho da UE
e a sua Primeira-ministra, Helle Thorning-Schmidt, apresentou, em
Estrasburgo, o programa para o primeiro semestre de 2012. Recordo que a
Primeira-Ministra dinamarquesa é, com os chefes de governo da Áustria e
da Bélgica, um dos únicos primeiros-ministros socialistas numa Europa
que, sobretudo depois do alargamento a leste, se tem vindo a transformar
num imenso espaço onde pontificam governos de cariz liberal e
conservador, nalguns casos a roçar os limites da ausência de democracia,
como são, infelizmente, os casos da Roménia, da Bulgária ou da Hungria.
O discurso, a determinação e a boa presença da primeira-ministra
dinamarquesa surpreenderam e encantaram, tornando bem evidente a
diferença de perspetiva e de atitude dos socialistas e dos conservadores
perante a crise que afeta a Europa, assim como a forma de sair dela. Há
muito tempo que não se ouvia no PE, vinda de um chefe de governo, a
palavra solidariedade dita com tanta convicção e a afirmação tão vincada
dos valores europeus. Todos sabemos que a margem de manobra da
presidência para impor a agenda europeia ou as decisões do Conselho é
limitada, mas ela existe, quando há determinação, como o ilustra com
eloquência a última presidência portuguesa de 2007. O programa da
presidência é ambicioso e aliciante, assenta na aposta no retorno ao
espírito europeu, no crescimento e no emprego e na segurança, procurando
quanto a esta questão dissipar a má imagem deixada pelo governo
conservador cessante na Dinamarca, que chegou a fechar fronteiras para
combater a imigração. "Crescimento Verde", "Responsabilidade", ""Europa
Dinâmica" e "Europa Segura", são os slogans através dos quais se chama a
atenção para as prioridades dinamarquesas. Para lhe dar expressão
concreta, a presidência terá de dar sequência à aplicação dos seis atos
legislativos que visam criar condições para a "governança" económica da
UE e às medidas que favoreçam o crescimento, assim como o adiantamento
da negociação das perspetivas financeiras para 2014/2020 e das reformas
das politicas a elas mais diretamente associadas como a agricultura, as
pescas e a coesão. |
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O socialista alemão Martin Schulz foi esta
semana eleito, em escrutínio secreto e por uma larga maioria de
votos expressos, presidente do Parlamento Europeu (PE) para a segunda
metade da legislatura. Martin Schulz obteve uma votação de 387 votos a
favor, contra respetivamente 142 e 141 obtidos pelos candidatos
conservador e liberal britânicos. Com esta eleição, e num período de
crise complexo e difícil, abre-se uma esperança para a Europa. O perfil
de Martin Schulz vai fazer a diferença. Desde logo quebrando a hegemonia
da direita na liderança institucional e assegurando a representação da
esquerda democrática ao mais alto nível com os seus valores, princípios
e ideias. Com ele na presidência, o PE não vai prescindir de exercer em
pleno as suas competências previstas nos Tratados, no diálogo com a CE e
o Conselho e far-se-á ouvir e respeitar à mesa das negociações
europeias.
Vital Moreira presidiu esta semana em Estrasburgo à
reunião do "Steering Group" da Conferência Parlamentar junto da
Organização Mundial do Comércio, tendo sido discutidas as conclusões da
Conferência Ministerial da OMC que se realizou no passado mês de
dezembro em Genebra.
Luís Paulo Alves participou esta semana na JUVEMEC
III, o terceiro encontro de uma iniciativa que teve início em 2009 na
Madeira, decorreu em 2011 nas Canárias e que teve agora uma Conferência
Final nos Açores. O encontro pretendeu lançar uma plataforma de lobby
para a juventude da Macaronésia. O eurodeputado açoriano foi o convidado
de honra para receber o projeto e as recomendações deste grupo de jovens
para a UE.
Edite Estrela instou a presidência dinamarquesa do
Conselho da UE a concluir as negociações sobre a diretiva de
maternidade. No debate em plenário com a primeira-ministra Helle
Thorning-Schmidt sobre as prioridades da presidência dinamarquesa para
os próximos seis meses, Edite Estrela pediu um esforço suplementar ao
Conselho. A deputada foi autora das propostas legislativas aprovadas
pelo PE, em 2010, que estabelecem um período de licença de maternidade
de 20 semanas e uma licença de paternidade de duas semanas, ambas pagas
na íntegra. "Até agora, não obstante os esforços da Presidência
Polaca, o Conselho não reagiu à proposta do Parlamento. Sem uma posição
do Conselho não é possível encetar o debate institucional. O Parlamento
está disponível e interessado em dialogar com o Conselho e com a CE para
se encontrar uma solução adequada à realidade, que sirva as famílias
europeias e corresponda aos objetivos da Estratégia Europa 2020",
afirmou Edite Estrela. A deputada realçou que "este é um assunto
importante, tanto mais que a Europa enfrenta um grave problema
demográfico que condiciona o desenvolvimento económico e põe em causa a
sustentabilidade da segurança social". |
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