Elisa Ferreira eleita coordenadora dos Socialistas Europeus para os Assuntos Económicos |
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A deputada Elisa Ferreira foi eleita esta semana por
unanimidade coordenadora do Grupo Socialista no Parlamento Europeu para
os assuntos económicos e financeiros. A eurodeputada portuguesa será
assim responsável pela coordenação das questões económicas e financeiras
no seio do Grupo Socialista, o segundo maior do Parlamento Europeu com
190 deputados dos Vinte e Sete Estados-Membros. Enquanto coordenadora,
Elisa Ferreira assumirá o papel de porta-voz dos Socialistas na Comissão
de Assuntos Económicos e Financeiros e no Hemiciclo de Estrasburgo
cabendo-lhe a interpelação de responsáveis políticos e dos principais
protagonistas das instituições europeias - Comissão, Eurogrupo,
Conselho, Presidência da UE, Banco Central Europeu. Elisa Ferreira
reconheceu que "o cargo assume particular importância no atual
momento de crise económica que a UE atravessa. É necessário que a voz
socialista seja forte, competente e reconhecida, defendendo os valores
de uma economia europeia ao serviço das pessoas e não dos mercados, da
justiça social e da solidariedade entre cidadãos, regiões e
estados-membros". A deputada pretende dar um impulso concretizador
à agenda dos Socialistas Europeus, que inclui: a proteção da dívida
soberana dos ataques dos mercados, nomeadamente através da emissão de
"Eurobonds"; a combinação entre consolidação fiscal e crescimento e
criação de emprego; o relançamento do investimento e de uma política
industrial na Europa e o reforço necessário do orçamento comunitário,
nomeadamente através de um imposto europeu sobre as transações
financeiras. |
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Ana Gomes em missão na Líbia |
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Ana Gomes partiu esta quinta-feira, 9 de fevereiro,
numa missão do Parlamento Europeu à Líbia que se prolonga até dia 13 e
tem por fim o contacto com as autoridades líbias, europeias e
internacionais no terreno, na capital, Tripoli e em Benghazi. A
parlamentar portuguesa, que é a Relatora do PE para a Líbia, destacou
que o "PE continua a demonstrar apoio e solidariedade para com o
povo da Líbia" e é por isso que "esta missão vai colocar a
tónica nos direitos humanos, emigração e refugiados, transição
democrática, desarmamento e aspetos gerais de segurança regional".
Numa audição pública realizada na quarta-feira, dia 8 de fevereiro, no
PE, sobre as eleições legislativas de dezembro passado para a Duma e as
próximas eleições presidenciais na Rússia, a Eurodeputada Ana Gomes
perguntou ao Embaixador russo na UE, Vladimir Chizov, "porque se dão
ainda as autoridades russas ao trabalho de realizar eleições se não
cuidam de as tornar credíveis, seguindo as recomendações da OSCE? Porque
não entronizam Putin como Czar ou "Querido Lider", sem
mais?". "Putin ganharia à mesma, mesmo que as eleições
fossem livres e justas", foi a significativa resposta do
Embaixador. Ana Gomes questionou também esta semana a Alta Representante
da UE para os Negócios Estrangeiros sobre a deterioração dos direitos
humanos na Etiópia. A Eurodeputada quer saber se Catherine Ashton está a
diligenciar pela libertação de dois jornalistas suecos e muitos outros
jornalistas etíopes presos e se condena publicamente as restrições às
atividades das organizações de defesa dos direitos humanos e à liberdade
de expressão e de imprensa no país. Ana Gomes também quer saber que
apelos tenciona Ashton fazer ao país no sentido de facilitar o trabalho
das ONG no terreno, quer locais quer internacionais, e de garantir o
acesso incondicional de uma organização de defesa dos direitos das
mulheres aos respetivos fundos bancários. |
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Edite Estrela quer acabar com diferenças salariais entre homens e mulheres |
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A eurodeputada Edite Estrela apresentou esta semana um
conjunto de propostas que contribuem para reduzir a diferença salarial
que existe atualmente entre homens e mulheres."Acabar com as
desigualdades salariais entre homens e mulheres é uma batalha antiga,
mas não temos conseguido grandes progressos : essa diferença é agora, em
média, de mais de 17 por cento, quando em 2005 era de 15 por
cento", disse a eurodeputada, que é a porta voz do Grupo Socialista
para o relatório da Comissão do Emprego e Assuntos Sociais que trata
deste assunto. Segundo Edite Estrela, as mulheres ainda estão muito
pouco representadas nas administrações das empresas da União Europeia,
apesar de representarem 60 por cento dos licenciados que saem das
universidades. "Um mercado de trabalho livre de estereótipos poderá
aumentar não só o rendimento anual das mulheres mas também o Produto
Interno Bruto dos Estados-Membros", salientou. Para a eurodeputada
socialista a solução para esta situação só será conseguida com a
aplicação de leis da paridade e com penalizações para as empresas que
não cumpram o princípio de "igualdade de remuneração por trabalho
igual ou de igual valor". Edite Estrela defende ainda a necessidade
de serem aplicadas novas medidas com vista a facilitar a conciliação
entre a vida profissional e familiar. Também por isso , a deputada
lamenta que o processo de revisão da diretiva "licença de maternidade"
continue paralisado no Conselho, pois considera que a alteração à atual
legislação europeia é "fundamental para que se possa aumentar a
participação das mulheres no mercado de trabalho e reduzir as diferenças
salariais, de acordo com o estabelecido na Estratégia UE 2020". |
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Vital Moreira apoia ACTA |
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Luís Paulo Alves defende reorientação dos Fundos Comunitários não utilizados para as Regiões com boa utilização como os Açores |
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Luís Paulo Alves intervindo na qualidade de orador no
fórum “O Novo Quadro Comunitário de Apoio - que perspetivas para os
Açores” em Ponta Delgada, considerou que é “uma exigência”
reprogramar os fundos comunitários não utilizados, dada a “espiral
recessiva” em que vivemos, “que nos tira qualquer hipótese de
alcançar bons resultados”. Embora ainda não se saiba de que forma
poderá ser concretizada a ideia avançada pela própria Comissão Europeia,
na opinião de Luís Paulo Alves reorientar os apoios ainda disponíveis
poderá dar bons frutos “se esses fundos forem redistribuídos para
regiões como a nossa, que têm bom aproveitamento dos fundos”. No
quadro atual de recessão, e tendo em consideração a abertura já
manifestada pela Comissão Europeia para o fazer, impõe-se reorientar já
a aplicação dos fundos do atual quadro comunitário de apoio em vigor até
2013 e não esperar pelo próximo pacote de apoios comunitários. Luís
Paulo Alves adiantou ainda que no próximo quadro de apoio serão
privilegiadas a inovação e a investigação, bem como a competitividade
das PME - “é necessário passar para uma fase de maior
empreendedorismo na área dos bens transacionáveis, da eficiência
energética e a utilização de energias renováveis, dada a dependência
energética da Europa, matérias essas que vão ao encontro dos interesses
dos Açores", sustentou. No evento promovido pela Câmara do Comércio
e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), participaram também o Secretário
Regional da Economia, Vasco Cordeiro, e o Presidente da Direção da
CCIPD, Mário Fortuna, entre outros. |
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Vital Moreira reuniu esta semana em Bruxelas com a
Conselheira Económica da Embaixada da Argentina junto da União Europeia,
para uma troca de pontos de vista sobre o impacto da crise económica nas
relações económicas externas da União.
Edite Estrela foi a oradora convidada do PS FAUL (de
que já foi Presidente, e até agora a única mulher a desempenhar esse
cargo), no passado dia 4 de fevereiro, para falar da "Europa-
Compreender a UE depois do Tratado de Lisboa". A sessão foi muito
concorrida e o debate muito animado prolongou-se por mais de três horas,
o que revela bem o interesse dos participantes em conhecer melhor e
discutir a atualidade política europeia. As perguntas pertinentes e
diversificadas – sobre as causas e consequências da crise global, o
funcionamento das agências de rating e o seu poder desmedido, a crise da
zona euro, o tratado intergovernamental, a situação da Grécia e de
Portugal e as medidas de austeridade, as eleições em França, o crescente
desemprego, o futuro dos jovens, etc. - revelam um público informado e
preocupado quanto ao futuro da Europa e de Portugal. A crise global
tornou mais claro para os cidadãos que as decisões tomadas pelas
instituições europeias condicionam as suas vidas e interferem com as
políticas nacionais. Nunca como agora houve tanto interesse em
acompanhar a agenda política europeia. |
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