Propostas de Elisa Ferreira para melhorar a coordenação económica e orçamental da zona euro |
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A deputada Elisa Ferreira apresentou esta semana várias
propostas para melhorar a governação económica e reforçar a coordenação
das políticas orçamentais dos países do euro. Enquanto relatora do
Parlamento Europeu, Elisa Ferreira pretende introduzir algumas
medidas e aperfeiçoar as propostas legislativas da Comissão Europeia
sobre esta matéria. A Comissão quer reforçar a vigilância sobre os
orçamentos dos Estados-membros da zona euro bem como os poderes de
acompanhamento dos projetos de política económica dos países com
dificuldades financeiras. Esta semana, a comissão dos Assuntos
Económicos debateu as propostas que Elisa Ferreira apresentou
enquanto relatora do PE. A deputada defende o papel da Comissão Europeia
mas sublinha a importância de estabelecer um reequilíbrio de poderes que
permita maior envolvimento dos governos no processo. A relatora
considera fundamental travar a possibilidade de a Comissão ter o poder
automático de pedir a um país que modifique o seu projeto de orçamento.
Por outro lado, a deputada realça a necessidade de a Comissão dar a
devida importância ao crescimento económico. Nesse sentido, Elisa
Ferreira defende que o calendário para redução do défice deve ser
alargado em caso de crise económica grave, com o objetivo de dar uma
margem de manobra suficiente para estimular o crescimento. A deputada
propõe ainda que as iniciativas legislativas da Comissão incluam um
roteiro concreto com propostas para a introdução de euro-obrigações bem
como a criação de um fundo para amortecer as dívidas públicas dos
países. |
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Ana Gomes em missão à Sérvia |
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Ana Gomes, como coordenadora dos Socialistas e
Democratas (S&D) no Parlamento Europeu, integrou nos dias 23 e 24 de
fevereiro uma missão a Belgrado chefiada pelo presidente do Partido
Socialista Europeu, Sergei Stanishev, e pelo Presidente do Grupo
S&D, Hannes Swoboda. A missão reuniu-se com o presidente da
República Sérvia, o primeiro-ministro, o ministro dos Negócios
Estrangeiros, parlamentares e sociedade civil. A visita ocorreu em
vésperas do Conselho Europeu de 1 e 2 de março, que decide sobre a
concessão à Sérvia do estatuto de país candidato à UE. "As condições
estão satisfeitas, recomenda-se o estatuto de candidato para a Sérvia -
disseram esta semana a Comissão de Assuntos Exteriores do PE e o
Conselho de Assuntos Gerais. A decisão deste Conselho Europeu vai ter
repercussões nas próximas eleições sérvias, legislativas em maio e
presidenciais em novembro: vai determinar se a Sérvia continua no trilho
pró-europeu em que a colocaram o Partido Democrático (DS) e o Presidente
Boris Tadic. Ou se vai retroceder para o nacionalismo isolacionista do
principal partido de oposição. Há um conjunto de metas que não vão
desaparecer para a Sérvia, alcançado o estatuto de candidato: pelo
contrário, o nível de exigências da UE vai elevar-se", disse Ana
Gomes. Durante a reunião desta semana da comissão de Assuntos Exteriores
do Parlamento Europeu, a deputada Ana Gomes participou em debates com o
ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Nasser Judeh, e com o
primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Hamad
bin Jassim bin Jabor Al Thani. Síria, Líbia, Irão e Palestina foram
alguns dos assuntos abordados. |
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"Não haverá justiça climática sem uma verdadeira igualdade de género", alerta Edite Estrela |
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A Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros do
Parlamento Europeu aprovou esta semana várias propostas defendidas pela
deputada Edite Estrela que alertam para os efeitos das
alterações climáticas na condição das mulheres. "Não haverá justiça
climática sem uma verdadeira igualdade de género". "A
eliminação das desigualdades e a luta contra as alterações climáticas
não devem ser encaradas como uma contradição, pelo contrário, a
democracia, o respeito pelos direitos humanos e a igualdade de
oportunidades entre homens e mulheres contribuem para o desenvolvimento
sustentado e para a proteção do ambiente", afirmou a deputada. A
deputada sublinhou ainda que o aumento das catástrofes naturais
associado às alterações climáticas tem um importante impacte a médio e a
longo prazo em termos de educação, saúde, pobreza estrutural e
deslocações das populações, sendo que as mulheres constituem um grupo
particularmente vulnerável aos efeitos das catástrofes naturais. A
deputada e porta-voz do Grupo Socialista para este assunto defendeu
medidas que integrem a dimensão de género nas estratégias de prevenção e
gestão dos riscos de catástrofes naturais e que permitam fortalecer a
consciencialização pública e em particular das mulheres, em matéria de
prevenção dos riscos e dos comportamentos a adotar em situações de
catástrofes naturais. Outra proposta apresentada pela deputada sublinha
a necessidade de se aprofundar a integração das questões relativas à
promoção da igualdade de géneros e à eliminação das discriminações, no
âmbito da ação externa da UE, o que deverá continuar a contribuir para
que as mulheres desempenhem um papel central na tomada de decisões, na
formulação de políticas e na gestão, conservação e monitorização dos
recursos naturais, do ambiente e no combate às alterações
climáticas. "Devido às suas responsabilidades no que diz respeito à
gestão de recursos naturais escassos, as mulheres adquiriram
conhecimentos importantes sobre a necessidade de uma maior
sustentabilidade ambiental, o que lhes confere um potencial que não
deverá negligenciado na execução das estratégias de atenuação e de
adaptação às alterações climáticas", concluiu a deputada. Também
esta semana, Edite Estrela presidiu a uma audição pública no PE sobre "O
papel da mulher na economia verde". |
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Luís Paulo Alves defende reprogramação dos Fundos Estruturais para melhor combater o desemprego dos jovens |
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Intervindo no Parlamento Europeu, Luís Paulo Alves
pronunciou-se sobre a "Reprogramação dos Fundos Estruturais para melhor
combater o desemprego dos jovens e ajudar as PME". Para o eurodeputado
açoriano, a proposta feita pelo Presidente Barroso para redirecionar os
Fundos Estruturais disponíveis para apoiar as nossas PME e estimular o
emprego, sobretudo o emprego jovem "não podia ser mais bem vinda,
sobretudo para as economias que estão a ser sujeitas a fortes medidas de
austeridade como a portuguesa", instando a Comissão no sentido de
saber "como na prática vamos aceder a estes Fundos e como vão
participar as Regiões nesta reprogramação". Luís Paulo Alves
defendeu que "com o acordo de intervenção externa em Portugal e as
grandes dificuldades de financiamento da economia e em particular das
nossas PME pelo sistema bancário, esta proposta assume especial
importância para as regiões, como os Açores, que com elevada absorção e
boa utilização dos Fundos, mas inseridas no contexto recessivo nacional,
podem aqui conseguir uma possibilidade real de estimular a sua economia,
através das PME e obter o contributo indispensável das nossas gerações
jovens, mais bem preparadas de sempre. Esse seria sem dúvida o melhor
destino a dar a estes Fundos disponíveis". |
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Vital Moreira pede coerência na política da UE face a Israel |
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Intervindo na reunião da Comissão de Comércio Internacional desta semana
a propósito do Protocolo entre a UE e Israel sobre a dispensa recíproca
de controlo interno da conformidade de medicamentos importados,
Vital Moreira considerou que tal acordo se traduz num
claro "upgrade" das relações comerciais com Israel – visto que permitirá
à competitiva indústria farmacêutica israelita entrar diretamente no
mercado interno europeu, com os seus 500 milhões de consumidores, com
vantagem sobre outros medicamentos importados –, o que envolve um
incontornável significado politico, num momento em que Israel continua
desafiadoramente a bloquear o processo de paz com a Autoridade
Palestiniana, a implantar novos colonatos nos territórios ocupados, a
anexar Jerusalém oriental, a manter o bloqueio económico a Gaza (o que
se traduz numa punição coletiva dos respetivos habitantes) e a postergar
os mais elementares direitos humanos dos palestinianos (liberdade de
circulação e de residência, direito de propriedade, liberdade de
trabalho, etc.). Sabendo-se que a UE não coonesta nenhuma destas ações,
antes as condena, e sabendo-se que o Tratado de Lisboa impõe coerência
nas várias áreas da ação externa da União, Vital Moreira considerou
que o referido "upgrade" da parceria comercial não é coerente com a
posição da União face a Israel em matéria política. Vital Moreira frisou
que não se trata de impor sanções comerciais a Israel mas sim de não lhe
dar prémios em matéria comercial, quando só temos razões para condenar
Telavive politicamente. |
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Correia de Campos reúne com Comissário Günther Oettinger |
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* Vital Moreira presidiu esta semana em Bruxelas,
durante dois dias, à reunião ordinária mensal da Comissão de Comércio
Internacional do Parlamento Europeu e dirigiu o "workshop" sobre o
controverso Acordo Internacional Contra a Contrafação (conhecido por
ACTA), que teve a participação de centenas de pessoas, incluindo
representantes das organizações que contestam o acordo.
* A deputada Ana Gomes reuniu-se também esta semana
com a Ministra dos Negócios Estrangeiros de Chipre, Erato
Kozakou-Marcoullis, em preparação da presidência da UE que Chipre assume
a partir de 1 de julho. Discutiu-se também o relatório sobre o progresso
das negociações de adesão da Turquia e suas incidências na questão de
Chipre, relatório esta semana aprovado pela Comissão de Assuntos
Exteriores do PE.
* O deputado Luís Paulo Alves reuniu em Estrasburgo
com o Comissário da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Dacian
Ciolos, e o presidente da COMAGRI do PE, Paolo de Castro, no âmbito da
discussão em torno do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização que a
Comissão pretende estender à Agricultura e sobre o qual se estão a
levantar um conjunto de questões pertinentes que importa debater com as
várias instituições.
* Edite Estrela presidiu esta semana à Audição
Pública subordinada ao tema "o papel das mulheres na economia verde",
bem como à reunião da Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade dos
Géneros (FEMM), onde foram votados e debatidos muitos e variados
assuntos. A "economia verde" é considerada uma janela de oportunidade
para fazer face à reduzida taxa de empregabilidade feminina na UE.
Durante a sessão ficou patente a necessidade de recrutar mais mulheres
para profissões consideradas "não tradicionais", como a construção ou
engenharia. Este foi o primeiro de uma série de debates que o PE irá
promover sobre este assunto. Para além de ter presidido aos trabalhos, a
deputada participou, na sua qualidade de porta-voz do grupo
socialista para o assunto, no debate sobre a alteração da legislação
europeia sobre regimes matrimoniais. Trata-se de uma matéria importante,
na medida em que as mulheres, apesar de iguais perante a lei, são
desproporcionalmente prejudicadas nos acordos matrimoniais e na
separação, divórcio ou falecimento do cônjuge. Edite Estrela defende que
"os cidadãos da UE devem dispor dos mesmos direitos, independentemente
da natureza do casamento ou da união, tendo em consideração os
respetivos quadros jurídicos dos Estados-membros e o princípio da
igualdade de género". Neste sentido, a deputada apresentou um conjunto
de propostas tendo em vista garantir "o apoio jurídico gratuito para o
cônjuge vulnerável", no caso de existência de dificuldades económicas,
para que as mulheres, muitas vezes vítimas de coação por parte dos seus
cônjuges, não sejam impedidas de tomar decisões devidamente informadas
sobre os seus deveres, direitos e regalias. O tema vai continuar nos
próximos tempos na agenda do PE.
* O Grupo Socialista no PE vai enviar uma troika alternativa à
Grécia, entre 6 e 8 de março, com o objetivo de defender soluções
alternativas para ultrapassar a crise, fomentar o crescimento económico
e o emprego. A equipa de deputados, todos ex-ministros e com qualificada
experiência na área da economia e finanças, é composta por Elisa
Ferreira, o luxemburguês Robert Goebbels e o búlgaro Ivailo
Kalfin. A troika alternativa vai acompanhar a situação no país e tem
previsto uma intensa agenda de encontros com as autoridades gregas e
personalidades públicas que inclui reuniões com o ministro das Finanças
Evangelos Venizelos, o ex-primeiro-ministro e líder do Partido
Socialista grego (Pasok) George Papandreou, deputados, economistas,
sindicatos, empresários, organizações de juventude e de cidadãos, e o
representante do FMI. Os Socialistas Europeus pretendem apresentar
propostas que fomentem o investimento, o emprego e o crescimento
económico. O Grupo Socialista no PE considera que as medidas assentes
exclusivamente na austeridade não são solução. |
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