António José Seguro leva agenda do crescimento e do emprego ao Parlamento Europeu |
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O secretário-geral do PS, António José Seguro, esteve esta terça-feira,
no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, onde manteve uma intensa agenda
de encontros com responsáveis europeus. Seguro teve reuniões com o
presidente do PE, Martin Schulz, com o Comissário Europeu do Emprego,
Assuntos Sociais e Inclusão, Lászlo Andor, com o presidente do Grupo dos
Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu, Hannes Swoboda, e
participou numa reunião com os deputados do Grupo Socialista no
Parlamento Europeu. O líder do PS foi acompanhado em todos os encontros
pela presidente da Delegação Socialista Portuguesa no PE, Edite Estrela.
"A Europa há vários anos que lida com esta crise e tem aplicado uma
receita que, em vez de diminuir os problemas da crise, tem-nos avolumado
e, no nosso país, a situação é muito dramática, os números do desemprego
elevadíssimos", afirmou Seguro após o encontro com Martin Schulz. O
líder do PS apelou a uma mudança de política: "É preciso mudar de
política. Neste momento há, em cima da mesa, duas agendas completamente
diferentes: a da Sr.ª (Angela) Merkel, da direita e que aponta para uma
austeridade a qualquer preço e de que o primeiro-ministro em Portugal é
um fiel seguidor". A segunda agenda é a de "um
conjunto de vozes que agora tem à sua frente François Hollande, que
defende consolidação orçamental, com um equilíbrio entre aquilo que é
uma despesa inteligente e a necessidade de colocar o emprego e o
crescimento económico como a prioridade da ação política". "Eu
defendo a emissão de eurobonds (títulos da dívida europeia) e de
‘project bonds’ para financiar projetos de financiamento na economia
verde, nas energias renováveis, na economia digital, defendo uma taxa
sobre as transações financeiras", reiterou ainda António José
Seguro. Na reunião com o Comissário do Emprego, o secretário-geral
socialista defendeu a necessidade de reafectação dos fundos estruturais
para programas específicos de criação de emprego jovem e desempregados
com mais de 49 anos. A necessidade de reforçar o orçamento da União
Europeia também foi frisada. No encontro com os membros do Grupo
parlamentar socialista em Estrasburgo, António José Seguro fez uma
intervenção sobre crescimento económico e emprego tendo apelado aos
eurodeputados para lutarem por uma agenda alternativa, que coloque o
emprego e o crescimento no topo das prioridades. Seguro teve depois um
jantar de trabalho com os deputados da Delegação Socialista Portuguesa. |
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"Novo imposto sobre as transações financeiras vai reduzir a especulação e ampliar a concorrência saudável", afirma Correia de Campos |
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O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira um parecer que defende a
criação de um imposto sobre transações financeiras, uma proposta há
muito na agenda dos Socialistas Europeus. O deputado Correia de
Campos, responsável socialista pelo acompanhamento do assunto
na comissão do Mercado Interno do PE, afirmou, em Estrasburgo, que
este imposto "deverá funcionar como uma forma de controlar e
desincentivar as atividades especulativas de elevado risco no setor
financeiro, incluindo quando prosseguidas por fundos de pensões". O
imposto "visa normalizar a vida financeira, reduzir a especulação e
ampliar a concorrência saudável, base do Mercado Único", afirmou o
eurodeputado socialista no debate em plenário pouco antes do documento
ser aprovado. Correia de Campos sublinhou que o relatório que defende o
estabelecimento de um imposto sobre transações financeiras tentou
aproximar a proposta inicial da Comissão Europeia ao conhecido e bem
sucedido "stamp tax" do Reino Unido. "Tornámos assim esta proposta
mais atraente para os Estados-membros mais relutantes". Por outro
lado, o deputado frisou que as receitas deste instrumento financeiro
serão uma importante fonte de recursos próprios da União ou dos Estados,
reduzindo as contribuições nacionais ou os impostos dos Estados-membros.
Enquanto responsável no grupo socialista, o deputado participou noutro
debate sobre o Painel de Avaliação do Mercado Interno. Correia de Campos
sublinhou a importância de Um Mercado Interno a funcionar em pleno que
garanta mais emprego, mais transações comerciais, permita consumidores
mais esclarecidos, com acesso a uma maior variedade, qualidade e
fiabilidade de bens e serviços, e pequenas e médias empresas mais
robustas. O deputado afirmou que "as resistências dos
Estados-Membros, a inércia e, por vezes, o pouco empenho na boa
transposição do acervo comunitário devem ser combatidos de forma ativa
pela Comissão Europeia, pelo Parlamento Europeu e por um escrutínio
ativo dos parlamentos nacionais". |
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"Imposto sobre transações financeiras deve ser generalizado em todos os países da UE", defende Elisa Ferreira |
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A deputada e coordenadora dos Socialistas Europeus, Elisa
Ferreira, defendeu esta semana, em Estrasburgo, que o imposto
sobre transações financeiras seja "generalizado em todos os países
da UE e, posteriormente, alargado ao resto do mundo através de uma
participação ativa da Comissão e da UE em geral no contexto do
G20". O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira um parecer que
defende a criação na União Europeia de um imposto sobre as transações
financeiras, uma proposta há muito defendida pelo grupo socialista
europeu com o objetivo de relançar o crescimento económico e o emprego.
No debate que antecedeu a votação, Elisa Ferreira lembrou que a
globalização trouxe um crescimento desproporcionado do setor financeiro
cujas transações são hoje 70 vezes superiores à riqueza global. "A
opacidade, as transações muito frequentes, as altas remunerações, o
muito alto risco acabaram por não só caracterizar o mundo em que vivemos
hoje como por ser uma das causas fundamentais da crise que
atravessamos", afirmou. "No entanto, essa crise veio pedir
contas, esforços e sacrifícios muito mais aos cidadãos comuns do que ao
setor que a causou". A porta-voz dos Socialistas Europeus para os
assuntos económicos sublinhou a importância de o imposto idealmente
dever abranger "todos os produtos financeiros sem exceção" e
ser uma das fontes de receita para o necessário reforço dos recursos
próprios da UE. "Há que aceitar compromissos mas há que não perder o
sentido para onde temos de caminhar. Isso só se pode conseguir com uma
clara identificação destes objetivos por parte deste Parlamento e por
parte da Comissão, e com um grande espírito de compromisso por parte do
Conselho". A deputada participou noutro debate em plenário
sobre a Cimeira informal da UE dedicada ao investimento, crescimento e
emprego instando os responsáveis europeus a avançarem com um Plano
Marshall europeu, com investimento promotor de crescimento, emprego e
convergência. Sublinhou a importância de criar os designados project
bonds, a necessidade de estabilização dos juros, dos créditos às
empresas e de estímulos à procura. |
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Luís Paulo Alves interpela Comissário do Emprego sobre programa especial para o desemprego jovem nos Açores |
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Luís Paulo Alves interpelou esta semana na Sessão
Plenária, em Estrasburgo, o Comissário do Emprego, Andor László, sobre a
iniciativa do Presidente Durão Barroso para o combate ao desemprego
jovem na União Europeia. O deputado relembrou que "de uma forma
chocante há uma geração de jovens, a quem já chamam de geração perdida,
que está a ser obrigada a emigrar do país, que para além do drama
humano e de problemas sociais e económicos, a sua ausência criará um
"gap" geracional com consequências imprevisíveis para a recuperação
económica que Portugal precisa encetar". Luís Paulo Alves enfatizou
que as preocupações da Comissão Europeia "vem em boa hora mas devem
estender-se às Regiões". O deputado açoriano aproveitou a ocasião
para lembrar que "o Governo dos Açores apresentou em março ao
Governo Português um programa, no âmbito da iniciativa da Comissão
Europeia, para utilizar os instrumentos propostos no combate ao terrível
flagelo do desemprego jovem, que a crise financeira atual fez também
chegar a esta Região". Luís Paulo Alves espera agora que "o
Governo Português inclua este programa no plano nacional com a
celeridade que o Presidente da Comissão Europeia recomendou e
rapidamente cheguem a Portugal e aos outros Estados-membros, as
respostas que os jovens europeus tanto necessitam e que o projeto
europeu não pode recusar". |
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Ana Gomes exorta diplomacia europeia a agir pela Guiné-Bissau |
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Ana Gomes exortou esta semana a diplomacia europeia a
agir, em articulação com a AU, CLPC, CEDEAO e sob a égide da ONU,
pela reposição da ordem constitucional e democrática na Guiné-Bissau,
deplorando o erro que a UE cometeu ao retirar em 2010 a missão de apoio
à reforma do sector da segurança e deixar assim o país "ao
abandono". A deputada falava num debate sobre a situação na
Guiné-Bissau, realizado quarta-feira no plenário do Parlamento Europeu,
em Estrasburgo. "A UE tem de apoiar politicamente e levar à prática
a resolução 2048 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que impõe
sanções contra os golpistas e exigir a restauração das legítimas
autoridades, ou seja, o Governo chefiado pelo Primeiro-Ministro Carlos
Gomes Junior e o Presidente interino Raimundo Pereira. Para isso a UE
tem, antes de mais de advertir séria e inequivocamente a CEDEAO
(...) que não é tolerável que na Guiné-Bissau, tal como no Mali,
respalde soluções que visam reabilitar os golpistas e lhes permitem
ensaiar uma farsa de transição". Ana Gomes advertiu ainda para a
necessidade de proteger a população guineense "de um desastre
humanitário de grandes proporções que só trará mais insegurança e
violações de direitos humanos" e sublinhou que trabalhar pela
governação democrática da Guiné-Bissau corresponde ao interesse
estratégico de segurança da própria Europa, não deixando que
as organizações de narcotráfico ali ativas se articulem com as
redes terroristas já presentes no Sahel e na Nigéria. Noutro
debate no plenário do PE, este dedicado à guerra entre o Sudão do Norte
e Sudão do Sul, Ana Gomes frisou que a UE não pode deixar cair o
objetivo de entregar ao TPI o Presidente do Sudão do Norte, Omar Al
Bashir, e apelou ao apoio europeu às organizações humanitárias
presentes no terreno. Defendeu ainda que a UE mantenha observadores no
terreno, em apoio da implementação do "Roadmap para a cessação das
hostilidades" entre os dois países. Ana Gomes lamentou que o Presidente
Barroso tivesse recentemente visitado Baku sem falar nas graves
violações dos direitos humanos que todos os dias ocorrem no Azerbaijão -
e agora sob os holofotes do Festival da Eurovisão - considerou que a UE
deve condenar publicamente tais violações, bem como tê-las em conta nas
negociações do Acordo de Associação com o Azerbaijão, defendendo a
inclusão no Acordo de cláusulas e compromissos concretos de reformas
democráticas e um mecanismo de monitorização e de sancionamento do seu
incumprimento. |
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Vital Moreira a favor de um "código de procedimento administrativo" da UE |
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Intervindo numa reunião do grupo de trabalho socialista na Comissão de
Assuntos Constitucionais, de que faz parte, Vital
Moreira pronunciou-se a favor de um código de procedimento
administrativo da UE, neste momento em consideração na Comissão Jurídica
do Parlamento Europeu. Na verdade, argumentou, as instituições e
agências da União dispõem de cada vez mais poderes para tomar decisões
administrativas que afectam diretamente as posições jurídicas de
pessoas, empresas e outras entidades jurídicas, quer nas áreas a que os
próprios Tratados atribuem poderes administrativos diretamente à União
(por exemplo, defesa da concorrência), quer nas muitas em que a
legislação europeia confere à Comissão e às agências da União poderes de
execução administrativa, em derrogação da regra de que a execução dos
atos legislativos da União cabe em princípio aos Estados-membros e às
suas administrações (que assim funcionam com o "administração indireta"
da União). A expansão desta "administração federal" da União e a criação
de agências com poderes administrativos (por exemplo, as recentes
entidades de supervisão no sector financeiro) requerem a aplicação dos
princípios do Estado de direito (rule of law) em matéria de ação da
Administração, nomeadamente os princípios da legalidade e da
fundamentação das decisões administrativas, da transparência e da
audição prévia dos interessados e do direito de reclamação e de recurso.
Por isso justifica-se a elaboração de um código de procedimento
administrativo, à semelhança do que ocorre a nível nacional em muitos
dos Estados-membros, entre os quais Portugal. Um tal código europeu de
procedimento administrativo deveria fundar-se justamente nos princípios
comuns aos códigos nacionais e codificar a legislação dispersa europeia
sobre decisões e procedimentos administrativos, bem como o "soft law"
existente, nomeadamente o "Código de boas práticas administrativas"
aprovado pelo Parlamento Europeu em 2001, sob proposta do Ombudsman
(Provedor de Justiça) da União. Um tal código europeu de procedimento
administrativo constituiria um novo e importante passo na
"constitucionalização" da ordem jurídica da União Europeia,
disciplinando o poder administrativo e defendendo os direitos dos
administrados. |
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PE aprova propostas de Edite Estrela que visam acabar com diferenças salariais entre homens e mulheres |
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O Parlamento Europeu aprovou esta semana, em Estrasburgo, várias
propostas da Deputada Edite Estrela para reduzir as disparidades
salariais entre homens e mulheres incluindo, "mecanismos legais
eficientes e adequados", "sanções apropriadas, eficazes e dissuasivas
para os empregadores incumpridores" e a "necessidade de fornecer
formação específica e desenvolver competências adequadas em questões
relacionadas com a discriminação salarial para juízes, juristas e
inspetores de trabalho". As propostas foram aprovadas no âmbito de uma
resolução parlamentar sobre esta matéria que Edite Estrela acompanhou
enquanto porta-voz dos Socialistas Europeus na comissão do Emprego e
Assuntos Sociais do PE. Segundo a eurodeputada socialista, apesar de o
princípio de "salário igual para trabalho de igual valor" ser um dos
valores fundadores da UE desde que o Tratado de Roma foi assinado
"as mulheres em toda a UE ganham em média 16,4% menos que os
homens", sendo que "em alguns Estados-Membros as diferenças
salariais têm mesmo aumentado". Edite Estrela aderiu à campanha do
Partido dos Socialistas Europeus, do ECOSY (Jovens Socialistas) e
do departamento das Mulheres do PSE - "O teu futuro é o meu futuro
- uma Garantia europeia para os jovens já!", que defende a criação de
uma garantia europeia para os jovens. Esta pretende funcionar como um
"novo contrato social", oferecendo aos jovens um emprego, um estágio ou
a continuação dos estudos, o mais tardar, quatro meses após a conclusão
do ciclo de estudos ou inscrição no centro de emprego. A
eurodeputada socialista sublinha a importância de mobilizar esforços e
vontades com o objetivo de contrariar o flagelo do desemprego entre os
jovens europeus. |
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* Em debate sobre os refugiados da Coreia do Norte, a
deputada Ana Gomes denunciou o repatriamento
sistemático de refugiados norte-coreanos por parte da China, que assim
os entrega à tortura, à fome e à morte, ao arrepio da Carta
das Nações Unidas e da Convenção de Genebra, em clara violação das suas
obrigações como Membro Permanente do Conselho de Segurança da ONU, que
deve cumprir e fazer cumprir o direito internacional . A UE não pode
abdicar dos seus valores, pelo que tem de levantar este problema no
âmbito de todos os seus diálogos políticos com a China.
* Nesta semana, na sua condição de presidente da Comissão de Comércio
Internacional, Vital Moreira dirigiu o último "trílogo"
de negociação entre o Parlamento, o Conselho e a Comissão sobre o novo
regime legal das "preferências comercias generalizadas", uma das peças
fundamentais da ajuda da União aos países mais pobres, que vai entrar em
vigor em 2014, substituindo o regime vigente, que cessa no final de
2013. Vital Moreira reuniu ainda com o Ministro da Economia e o do
Comércio Externo da Finlândia, para um troca de impressões sobre os
dossiers pendentes na Comissão de Comércio Internacional, bem como com o
Comissário do Comércio Internacional, Karel de Gucht, para o mesmo
efeito. Vital Moreira reuniu ainda com o representante irlandês no
Comité de Politica Comercial Externa do Conselho da União, em vista da
próxima presidência irlandesa do Conselho, no primeiro semestre do
próximo ano.
* A deputada Edite Estrela vai participar no ciclo
de conferências "Um Vislumbre pelo Futuro da União Europeia", organizado
no dia 28 de maio pelos Núcleos de Estudantes Socialistas e de Relações
Internacionais da Universidade Lusíada de Lisboa. A deputada vai abordar
os temas relativos ao "Tratado Orçamental Europeu" e aos "Perigos da
Crise Económica para a Integração Europeia". |
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