Elisa Ferreira interpela presidente do BCE |
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A deputada Elisa Ferreira interpelou esta semana o
presidente do Banco Central Europeu sobre a necessidade de a troika
alargar os prazos de aplicação dos programas dos países da zona euro que
estão sobre intervenção do BCE, Comissão Europeia e FMI. "No caso de
Portugal, a receita da troika foi seguida escrupulosamente e ela,
obviamente, não funcionou", afirmou Elisa Ferreira na reunião que
teve lugar, em Bruxelas, entre os membros da comissão dos Assuntos
Económicos e Financeiros do Parlamento Europeu e Mario Draghi. "É
óbvio que um país com medidas restritivas gera uma deflação interna que
neste momento leva o desemprego à volta dos 15% e as reformas
estruturais são difíceis de fazer num período curto, como sabe, e, por
outro lado, com condições sociais perfeitamente desarticuladas. Por
isso, no caso destes países, a troika tem de admitir que as receitas
podem estar erradas ou que merecem alguma correção. Pelo menos há que
admitir que os prazos sejam alargados", afirmou questionando Mario
Draghi sobre que monitorização faz da qualidade das próprias receitas do
BCE. A deputada confrontou o presidente do BCE sobre a forma de defender
a dívida dos Estados da zona euro. Na mesma reunião da comissão
parlamentar dos Assuntos Económicos, Elisa Ferreira questionou o
comissário responsável pelo Mercado Interno, Michel Barnier, sobre o
futuro projeto de união bancária com que a Comissão Europeia pretende
reforçar a integração do bloco europeu. Elisa Ferreira pediu informações
suplementares sobre questões relativas às garantias de depósito, aos
países que participam na futura união, e ao financiamento dos futuros
fundos de resolução. |
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Comissão do Mercado Interno aprova Parecer de Correia de Campos sobre as "obrigações de estabilidade" |
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Foi aprovado esta semana por larga maioria na Comissão do Mercado
Interno e Proteção dos Consumidores (IMCO) o Parecer do Deputado
Correia de Campos sobre o Livro Verde da Comissão
Europeia que analisa a viabilidade de introduzir obrigações de
estabilidade, as chamadas “eurobonds”. No Livro Verde, analisam-se três
opções de implementação das obrigações de estabilidade que variam na
proporção de dívida a ser emitida em conjunto e nas garantias prestadas
pelos países. A Comissão IMCO sublinhou que a introdução destas
Obrigações de Estabilidade poderá reduzir a pressão sobre as dívidas
públicas, criando espaço para o crescimento económico e para o emprego.
No seu Parecer, Correia de Campos afirma também que a questão do risco
moral que preocupa os opositores pode ser ultrapassada com uma boa
definição de garantias e de mecanismos de incentivos e que a Comissão
Europeia deverá tomar em conta o contexto de crise em vários países e
dos atuais planos de ajustamento fiscal na hora de definir os critérios
de acesso às obrigações de estabilidade. No texto foram incluídos também
alguns pedidos de esclarecimento, em particular sobre os poderes que a
União poderá ter sobre os Estados Membros em caso de incumprimento,
sobre os órgãos competentes e o regime legal sob o qual serão emitidas
as obrigações e também sobre os direitos dos cidadãos detentores das
atuais obrigações. O Parecer da IMCO será agora tomado em conta pela
Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, que deverá emitir a sua
posição em setembro. A Resolução final do Parlamento Europeu sobre as
obrigações de estabilidade deverá ser aprovada na Sessão Plenária de
novembro. |
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Edite Estrela interpela presidência cipriota do Conselho da UE sobre as negociações relativas à diretiva da maternidade |
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A deputada Edite Estrela interpelou esta semana a
presidência cipriota do Conselho da UE sobre as negociações relativas à
revisão da diretiva da maternidade. No debate de apresentação das
prioridades da presidência cipriota que decorreu na comissão dos
Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros, Edite Estrela questionou a
ministra do Trabalho e da Segurança Social de Chipre sobre as suas
intenções para desbloquear as negociações entre os Vinte e Sete. Edite
Estrela é a relatora das propostas legislativas que o PE aprovou em
outubro de 2010 e que alargam o período de licença de maternidade na UE
das atuais 14 semanas para as 20 semanas pagas por inteiro. Desde então
o Conselho ainda não foi capaz de tomar uma decisão. "Ao fim de
quase dois anos o Conselho ainda não reagiu às propostas do Parlamento,
não obstante ter havido durante a presidência polaca uma pergunta oral
com debate em plenário, de termos enviado no início da presidência
dinamarquesa uma carta manifestando a nossa disponibilidade para encetar
um diálogo informal com o Conselho no sentido de encontrarmos as
soluções adequadas à situação", afirmou a deputada. "É evidente
que nós sabemos que a crise não favorece o investimento em políticas
sociais mas também queremos claramente dizer que não é aceitável que
haja dinheiro para tudo, sobretudo para os bancos, e que não haja
dinheiro para as pessoas". "As famílias europeias não
compreendem que o Conselho não dê importância a este assunto". Na
comissão parlamentar do Ambiente, também esta semana, a deputada
interpelou a presidência cipriota sobre os resultados
"insatisfatórios" da conferência Rio +20, a cimeira das Nações
Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que decorreu no Rio de
Janeiro. "O Rio + 20 ficou muito aquém das expectativas e no entanto
as alterações climáticas são uma realidade e o sobreaquecimento do
planeta também. As áreas desertificadas continuam a aumentar, a
destruição de vários ecossistemas também existe", afirmou. Edite
Estrela quis saber as expectativas da presidência do Conselho para a
próxima conferência sobre biodiversidade que terá lugar em outubro. |
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Luís Paulo Alves interpela presidência cipriota para que melhore o POSEIMA |
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Luís Paulo Alves interpelou, na comissão de
Agricultura, o Ministro da Agricultura de Chipre, país que agora preside
ao Conselho da UE, chamando a atenção para a necessidade de durante a
presidência cipriota se concluir com sucesso o acordo das negociações
sobre o POSEIMA no trílogo que decorre com a CE e o Conselho, e no qual
o deputado açoriano intervém em representação do Parlamento. Luís Paulo
Alves evidenciou dois dos aspectos que estão em cima da mesa nessa
negociação. Em primeiro lugar, o deputado chamou a atenção para o facto
do programa POSEIMA "necessitar de conter disposições que
desencadeiem análises de impacto prévias sempre que acordos comerciais,
como por exemplo o do Mercosul, ou alterações profundas nas políticas
europeias, como as que se preveem no setor do leite, ocorram, com
impacto nas nossas regiões. Assim, o programa manter-se-á sensível a
essas alterações, desencadeando o conjunto de respostas necessárias para
o manter adequado, proporcionando à agricultura o bom nível de atividade
e de resultados que se tem registado nas regiões ultraperiféricas, como
os Açores". Um segundo ponto que se encontra na mesa da negociação,
salientado pelo deputado, decorre exatamente dos efeitos no setor das
bananas do impacto dos acordos comerciais realizados com os países
produtores da América do Sul e da necessidade de se proceder à
necessária compensação dos produtores das regiões ultraperiféricas
afetados por esses acordos. O deputado fez ainda questão de referir a
realização no momento de uma manifestação no exterior do Parlamento de
produtores leiteiros, o que na sua ótica "resulta fundamentalmente
do excesso de oferta que está a fazer cair os preços vertiginosamente
nos mercados e a levar ao desespero milhares de produtores em toda a
UE". O deputado entende que "a situação se torna dramática para
os produtores por ocorrer num contexto de custos da sua atividade
estruturalmente elevados, sobretudo dos factores de produção ligados à
alimentação, aos combustíveis e aos adubos, o que deixa em perda
milhares de explorações na UE". Por isso, o deputado lançou o repto
à presidência do Conselho para que se debruce com urgência sobre o
problema no sentido de se encontrarem o mais rapidamente possível as
respostas adequadas. No entender do deputado "mais uma vez aqui se
pode ver que, se a oferta não for regulada, os excedentes causarão
inevitavelmente impactos negativos em milhares e milhares de explorações
por toda a Europa". |
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Ana Gomes congratula-se com maturidade política dos timorenses |
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Ana Gomes congratulou-se com a maturidade
política revelada pelos timorenses nas eleições legislativas
realizadas no passado dia 7 de julho, incluindo pelo ambiente tranquilo
e cordato em que foram aceites os resultados eleitorais por todos
os partidos e agentes políticos, logo iniciando conversações com vista a
formar-se uma coligação governamental. A eurodeputada socialista e
antiga embaixadora de Portugal na Indonésia, que regressou esta semana a
Bruxelas após ter integrado a Missão de Observação Eleitoral do
Parlamento Europeu que acompanhou as eleições timorenses, salientou o
facto de apenas quatro das 21 formações partidárias em liça terem
conseguido eleger deputados, estimando ser esse também sinal
de crescimento político do povo timorense. Segundo adiantou,
o ato eleitoral caracterizou-se pela transparência e correção de
procedimentos, mostrando todos os intervenientes - agentes das mesas de
voto, fiscais dos partidos políticos, observadores nacionais e votantes
- grande segurança e conhecimento do que tinham a fazer.
"Particularmente gratificante foi ver tantos jovens, e em especial
tantas jovens mulheres, envolvidos na administração do processo
eleitoral. É prova de que, em Timor Leste - como em qualquer parte do
mundo - a educação compensa e de que a democracia se aprende
praticando". |
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Vital Moreira pede garantias quanto a um possível tratado de comércio internacional com os Estados Unidos |
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Intervindo na reunião desta semana da comissão de Comércio Internacional
do Parlamento Europeu sobre a comunicação feita pelo Comissário de
Comércio Externo, Karel De Gucht, acerca das perspectivas de
negociação de um ambicioso tratado de comércio e de investimento com os
Estados Unidos, Vital Moreira - que é "standing
rapporteur" para as relações económicas e comerciais da União Europeia
com os Estados Unidos - manifestou o seu apoio a esta iniciativa, que
criará a maior zona de comércio livre no mundo e que poderá abrir
consideráveis perspectivas de crescimento e de criação de emprego nos
dois lados do Atlântico Norte. Sublinhou, porém, que a União Europeia
não pode deixar de defender os seus interesses específicos e as suas
peculiaridades, entre os quais se encontram as denominações de origem
geográfica na agricultura, os padrões de saúde e segurança nos produtos
alimentares, os requisitos ambientais, a reciprocidade no acesso ao
mercado de compras públicas, a regulação dos serviços financeiros, etc..
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Capoulas Santos integra delegação do PE às zonas de montanha entre Áustria e Itália |
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O deputado Capoulas Santos integra a delegação da
comissão de Agricultura do Parlamento Europeu que visita as zonas de
montanha entre a Áustria e a Itália. Numa altura em que o PE debate os
relatórios da reforma da PAC e em que os eurodeputados estão a preparar
as suas propostas de alteração aos relatórios apresentados pelo
relator e eurodeputado socialista, Capoulas Santos, esta visita assume
particular importância. Sobretudo do ponto de vista da realidade da
agricultura de montanha, em muitos casos explorações leiteiras, que pelo
seu afastamento e contexto tornam a agricultura uma atividade que
precisa de um reconhecimento especial do ponto de vista das ajudas.
Trata-se de preservar a atividade agrícola e melhorar a seu
posicionamento competitivo, já que só assim será possível dinamizar
estas zonas rurais o que é fundamental para a fixação das populações e
preservação da paisagem. Um dos pontos em discussão durante a visita dos
membros do PE é o regime de apoio a zonas com condicionantes específicas
a ser tratado no âmbito do regulamento sobre o desenvolvimento rural,
sob responsabilidade de Capoulas Santos no Parlamento Europeu. "É
importante que a política agrícola comum possa responder a estas
realidades, onde a prática da agricultura exige esforços especiais e é,
em muitos casos, a única atividade económica viável nestas zonas",
afirma o eurodeputado.
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* Esta semana, Vital Moreira dirigiu durante dois
dias a reunião ordinária mensal da Comissão de Comércio Internacional,
de que é presidente. Participou também no habitual almoço de trabalho
semestral com a "Comissão de Política Comercial" do Conselho de União,
por ocasião da entrada em funções da nova presidência cipriota.
Finalmente, Vital Moreira recebeu os embaixadores da Colômbia e de
Singapura na União para fazer o ponto de situação, respectivamente, da
aprovação parlamentar do Tratado de Comércio com a Colômbia e das
negociações do tratado comercial com Singapura.
* Edite Estrela defendeu esta semana, na comissão do
Emprego do Parlamento Europeu, a necessidade de a futura diretiva
relativa à adjudicação de contratos de concessão ser guiada por uma
maior transparência, justiça e segurança jurídica. A deputada foi
designada pelo grupo socialista responsável na comissão do Emprego e dos
Assuntos Sociais do PE pelo acompanhamento da futura legislação deste
tipo de contratos que sustentam uma parte importante da atividade
económica na UE. A adjudicação de concessões de serviços não está
sujeita a qualquer tipo de disposição e esta lacuna dá origem a graves
distorções no mercado interno, tais como o ajuste direto de contratos
sem concorrência. "Isto significa que os cidadãos da UE não podem
beneficiar de serviços de qualidade aos melhores preços", alertou a
deputada. Edite Estrela referiu ser importante garantir que a aplicação
da diretiva respeite a promoção de emprego de qualidade, garanta
adequada proteção social de todos os colaboradores envolvidos e que
preze pela ausência de "dumping social" na atribuição de concessões
transfronteiriças.
* Ana Gomes contribuiu, com um conjunto de emendas,
para a versão final do relatório de seguimento sobre os chamados
"voos da CIA", aprovado terça-feira pela Comissão das Liberdades
Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do PE. No documento, apela-se aos
Estados-Membros da União Europeia para que investiguem, até às últimas
consequências e sem mais atrasos, os casos de abusos de direitos humanos
relacionados com o transporte e detenção em locais secretos de detidos
suspeitos de terrorismo pelos serviços secretos norte-americanos. A
falta de transparência das investigações judiciais e parlamentares
realizadas ou ainda em curso é um dos principais obstáculos ao
apuramento dos factos, refere-se no relatório. Segundo a comissão
parlamentar, isso é particularmente verdade em doze países, Portugal
incluído, aos quais se pede expressamente que divulguem toda a
informação em seu poder. Ainda esta semana, a proposta de Opinião da
deputada Ana Gomes para o relatório sobre o Instrumento de Financiamento
da Cooperação para o Desenvolvimento foi aprovada por unanimidade na
Comissão de Negócios Estrangeiros do PE. |
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