22 de maio de 2020
 
 
 

A Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu assinala o primeiro ano do mandato 2019/2024 com uma edição especial da sua newsletter. Esta semana, cada um dos deputados socialistas eleitos conta como viveu o seu primeiro ano no Parlamento Europeu.

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Visão progressista

Há um ano, o Partido Socialista defendeu uma visão progressista e realista para a Europa, mais sustentável, mais solidária e menos desigual. A grande vitória que então alcançámos evidenciou o forte apoio dos portugueses a essa proposta política, que temos materializado em todo o nosso trabalho. Negociámos com a Comissão Europeia o seu programa para esta legislatura – processo em que representei o Partido Socialista Europeu – e alcançámos vitórias tão importantes como o European Green Deal ou a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

Defendemos um orçamento ambicioso para a Política de Coesão, PAC e Política Comum das Pescas, o que tenho concretizado como representante do nosso grupo político na negociação do novo Fundo de Transição Justa e do Interreg. A União Bancária tem de ser concluída e o relatório que negociei leva-nos mais nesse sentido. A crise exige mais Europa, é por mais Europa que continuaremos a lutar.

Pedro Marques

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A União que nos faz falta

Há um ano a entrada no Parlamento foi um choque. Logo no registo, o meu cartão de cidadão foi fotocopiado cinco vezes. Na casa que aprovou o regulamento geral de proteção de dados, os procedimentos eram à moda antiga. Um ano depois, e em dois meses, parece que ocorreu uma revolução e até já votamos à distância. A União não parou e até se acelerou, dentro do seu estilo é claro. É justo dizer que antes da crise a transição digital, a par da climática, já era um grande desafio. Mas agora foi uma espécie de laboratório vivo.

Há um ano parti para Bruxelas convencida que a União faz falta e é incontornável. Hoje, acho que nos faz ainda mais falta, uma União reforçada, capaz de enfrentar os grandes desafios que enunciei e de proteger os seus valores, aqueles que a tornam o maior e o melhor espaço de liberdade e de respeito pelos direitos humanos em todo o mundo.

Maria Manuel Leitão Marques

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Segundo mandato, primeiro ano

Ao ser eleito Vice-Presidente do Parlamento Europeu, este ano começou bem. Novas responsabilidades: democracia europeia e iniciativa dos cidadãos, comunicação, gestão orçamental e patrimonial, Mediterrâneo, presidência de sessões plenárias. Desafio: manter o Parlamento operacional apesar da pandemia. Com os deputados nos países de origem, foi possível reunir plenário e comissões por videoconferência, com tradução simultânea e votação eletrónica. O PE nunca deixou de cumprir as suas funções.


Como membro do Grupo de Coordenação para as negociações entre a UE e o Reino Unido, fui co-relator da resolução com orientações para a negociação. Acrescem as comissões: Assuntos Constitucionais (com a Conferência para o Futuro da Europa), Economia (relator para a reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade e para a Função de Estabilização) e Comércio Internacional (relator para o acordo com a África Ocidental e relator-sombra para o acordo com a Austrália e Nova Zelândia). Trabalho não tem faltado, mas não é defeito, é feitio.

Pedro Silva Pereira

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Regressar e agir

Para mim começou por ser voltar a Bruxelas às instituições europeias, onde entrei nos anos 90 e de onde saí em 2017 para voltar agora em 2019. Foi este passado que me facilitou a minha chegada ao PE. Um ano volvido, sinto que posso apresentar alguns resultados; finalmente é isso que se espera do co-legislador no processo de decisão politica da UE. Procurei agir em quatro frentes.

Na área orçamental, consegui ser co-relatora de um dossier fundamental para o futuro da UE: Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 (daqui sairá o PT21/27). Na área da governação económica da UE, onde sou relatora da revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento e ao mesmo tempo presidente do Grupo de Trabalho para os países que não integram a Zona Euro. Na área das relações comerciais externas da UE, sou membro da Delegação UE-China. Na área dos direitos e migrações, integro a Delegação Magrebe e coordeno a representação socialista na Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo.

Margarida Marques
 

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Adaptação

No Parlamento Europeu integro a Comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar (ENVI) e a Comissão dos Transportes e Turismo (TRAN), bem como as delegações da África do Sul, América Latina e América Central. Este primeiro ano de mandato define-se pela adaptação. Destaco, na Comissão ENVI, a importância de garantir uma abordagem da saúde em todas as políticas.

Entre outros destaques, tive a oportunidade de ser autora da resolução sobre a transformação digital dos serviços de saúde; e saliento a nomeação a Presidente do Grupo de Trabalho em Saúde, onde trago à discussão peritos sobre diversos tópicos para basear as decisões políticas na melhor evidência científica. Na Comissão TRAN, trabalho para a defesa de uma maior sustentabilidade no setor dos transportes e turismo. Paralelamente, acompanho os assuntos relacionados com as Regiões Ultraperiféricas, garantindo a aplicação dos princípios da Política de Coesão.

Sara Cerdas

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Desenvolvimento sustentável

O primeiro ano deste meu segundo mandato como deputado não pode ser dissociado do que foi a minha experiência no mandato anterior, em que trabalhando nas Comissões de Indústria, Investigação e Energia (ITRE) e de Ambiente, Saúde e Segurança Alimentar (ENVI) foquei o meu trabalho nos domínios chave da União da Energia e da União Digital. Neste mandato mantive na Comissão ITRE esse duplo foco, com particular enfase para o acompanhamento do Pacto Ecológico Europeu e dos programas e iniciativas de descarbonização e de digitalização em Portugal, na União Europeia e no Mundo.


Tendo passado a integrar a Comissão de Desenvolvimento (DEVE) e sido eleito copresidente da Assembleia Parlamentar Paritária África, Caraíbas e Pacífico/União Europeia, este mandato ganhou uma nova área de trabalho transversal muito estimulante, com particular ênfase no desenvolvimento da Estratégia UE/África e do acordo Pós-Cotonou.

Carlos Zorrinho

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Ano vertiginoso

Foi um ano vertiginoso. Continuo a trabalhar em áreas que sempre acompanhei, quer na Assembleia da República, quer na Assembleia Parlamentar da OSCE. Mantive uma forte ligação à defesa da democracia. Liderei a missão eleitoral do PE no Sri Lanka e participei na observação das eleições ucranianas. Fui nomeada chefe da missão da UE para as eleições na Bolívia - e também na qualidade de membro do grupo de Apoio à Democracia e de Coordenação Eleitoral do PE.

As migrações, refugiados e Direitos Humanos são outro dos meus focos, enquanto coordenadora do Grupo S&D na Subcomissão dos Direitos do Homem e membro da Comissão de Liberdades Cívicas. Fui eleita Presidente da Delegação dos países do Maxereque e escolhida, no âmbito do meu trabalho na Comissão de Assuntos Externos, como relatora do PE para a Albânia e relatora sombra para o Azerbaijão e a Síria. O final deste primeiro ano de mandato fica marcado, infelizmente, pela pandemia de Covid19 e os impactos económicos e sociais que espero possamos ultrapassar de forma segura e célere.

Isabel Santos
 

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Diálogo permanente

O trabalho no Parlamento Europeu baseia-se no diálogo permanente com muitas pessoas que têm o seu próprio posicionamento ideológico, mas, além disso, um background cultural muito diverso, o que interfere, naturalmente, na forma como pensam e atuam. Há, também por isso, um natural período de aprendizagem e de integração. Neste percurso, tenho participado ativamente no trabalho da Delegação Portuguesa do Grupo S&D, constituída pelos deputados socialistas, em defesa do nosso programa para uma Europa fiel aos seus valores humanistas, solidária e de progresso social.

A minha ação desenvolve-se predominantemente nas comissões de Emprego e Direitos Sociais e das Pescas e, ainda, na área da Saúde. Tenho tido uma grande preocupação em manter ligação às pessoas e instituições dos diferentes setores, até porque sinto essa ligação às pessoas como uma obrigação maior do nosso mandato e como um instrumento para aproximar os cidadãos da União Europeia.

Manuel Pizarro

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Valores fundamentais

Há um ano, estávamos na reta final de uma intensa campanha eleitoral. Foi a minha primeira experiência como ator político e não apenas como estudiosa do fenómeno político. Diziam-me que a política e a UE, não eram assuntos que entusiasmassem as pessoas. Então, lembrei-me da paixão que enquanto docente universitária sempre transmiti no estudo sobre a política, apresentando-a como atividade nobre pela qual, quando em sociedades democráticas, decidimos, construirmos e preservamos o Bem Comum, o Estado de Direito, e os valores que nos são fundamentais como a justiça, a liberdade e a solidariedade.

Lembrei-me de como sempre procurei demonstrar que o projeto europeu não é um mero projeto circunstancial, mas um projeto de vida coletivo que continua hoje, como há setenta anos, a fazer todo o sentido e porque é dentro dele que podemos crescer como portugueses e como europeus! Levei essa paixão comigo e foi (e é!) muito gratificante ver como afinal são tantos os cidadãos e tantas as cidadãs que querem compreender melhor o projeto europeu e que querem ser parte ativa da sua construção!

Isabel Estrada Carvalhais

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Para mais informações consulte a página dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu: http://www.pseuropa.pt/web/
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