Reduzir desigualdades no acesso mundial à vacina

Reduzir desigualdades no acesso mundial à vacina

25.11.2021

Sara Cerdas defendeu, na sessão plenária do Parlamento Europeu, um papel mais ativo e célere da União Europeia na vacinação mundial, através da redução das desigualdades no acesso à vacina, para combater a pandemia de COVID-19 e o surgimento de novas variantes.

Embora Portugal apresente a melhor taxa de vacinação em toda a União Europeia - 92% da população adulta completamente vacinada - derivado ao “processo conjunto de aquisição, associado ao esforço das autoridades nacionais e à colaboração da nossa população”, Sara Cerdas aponta que “enquanto vacinamos os mais vulneráveis com uma terceira dose, há muitos países que continuam à espera de uma primeira” e que “não podemos aceitar esta desigualdade”.

"Se o argumento moral não for suficiente, recordemos então que enquanto não estivermos todos protegidos ninguém estará”, e continuaremos expostos a futuras variantes que surjam numa nova vaga em qualquer país.

O apoio da União Europeia ao desenvolvimento de vacinas, a sua aquisição e distribuição conjunta demonstrou ser o instrumento mais eficaz para proteger os nossos cidadãos, colocando em pé de igualdade todos os Estados-Membros, independentemente da sua dimensão ou localização.

A deputada reforçou ainda o apelo ao levantamento temporário dos direitos de propriedade intelectual das vacinas, “para que a saúde pública esteja verdadeiramente em primeiro lugar”.

Sara Cerdas recordou que a eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar, assim como a restante bancada parlamentar do PSD, com exceção de Álvaro Amaro, votou em junho contra uma resolução do Parlamento Europeu que visava levantar temporariamente a patente da vacina contra a COVID-19, uma atitude que considera “moralmente irresponsável”, considerando que o objetivo é garantir o acesso global a vacinas COVID-19 e a preços acessíveis aos países mais desfavorecidos.