Turismo suscita preocupação

Turismo suscita preocupação

13.07.2021

Sara Cerdas aponta o “setor do turismo como um dos mais afetados pela pandemia em especial com avanços e recuos consoante a situação epidemiológica nos diferentes países” e olha com preocupação para “as pequenas e médias Empresas (PME) e microempresas que enfrentam e continuarão a enfrentar graves problemas de liquidez, em especial nas regiões fortemente dependentes deste setor, como é o caso das regiões ultraperiféricas”.

A deputada manifestou estas preocupações durante um debate na Comissão de Transportes e Turismo (TRAN) do Parlamento Europeu e que visou uma análise da situação atual do setor do turismo para a época estival, através da auscultação de entidades que representam as PME.

Apesar de ser unânime entre os presentes que o Certificado Digital COVID agilizou a coordenação e a movimentação de pessoas no espaço Schengen, a deputada considera que ainda existe espaço para melhorar.

“É importante a coordenação de todos os mecanismos, pois a multiplicação de processos nas partidas e chegadas geram aglomerados nos aeroportos e criam insegurança aos passageiros. É pois necessário simplificar os processos e dar condições aos profissionais, em especial aos operadores turísticos e aos agentes de viagens, para que possam pôr em prática as regras da UE ao nível de controlo epidemiológico”, disse.

Sara Cerdas nota ainda que “precisamos de uma estratégia para proteger os pequenos negócios e ao mesmo tempo continuar a promover a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade social do setor”, o que passa por salvaguardar os postos de trabalho, assegurar o financiamento atempado ao setor para a sua recuperação e garantir que existe um crescimento sustentável que o torne mais resiliente e adaptado aos novos desafios verdes e digitais. 

A ameaça das variantes mais infecciosas, as restrições e os confinamentos com regras diferentes, bem como uma insegurança ainda presente por parte dos viajantes, fazem com que os números previstos para o setor do turismo variem entre regiões.

A perspetiva é que só em 2023 o setor recupere, com base nos valores de 2019.