
29.04.2026
Num contexto de forte instabilidade geopolítica, a estratégia de alargamento da União Europeia (UE) é, provavelmente, o mais eficaz instrumento da sua política de ação externa e o melhor motor de segurança e estabilidade na região.
Ao longo das suas mais de sete décadas de existência, o projeto europeu alargou-se em sete rondas, a última das quais em 2013, com a adesão da Croácia. Desde então, o processo esteve adormecido; os Estados-Membros desinteressaram-se dele e, em alguns casos, por razões apenas bilaterais, usaram o requisito do voto por unanimidade para bloquear decisões; os países candidatos realizaram tímidos progressos ou, inclusivamente, registaram retrocessos. Entretanto, no final de 2023, na sequência da guerra de agressão da Rússia, as instituições europeias não só abriram negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldova e atribuíram à Geórgia o estatuto de país candidato, como deram um novo impulso a toda a política de alargamento. Exceto o Kosovo, hoje, todos os países dos Balcãs Ocidentais, para além da Turquia, Moldova e Ucrânia, têm o estatuto de candidatos. E, na semana passada, a presidência Cipriota do Conselho anunciou o acordo para o início do trabalho técnico de redação do tratado de adesão do Montenegro, um marco que coloca o país mais perto da ambição de se tornar “o 28.º Estado-Membro, em 2028.” Adicionalmente, no final do próximo mês de agosto, a Islândia realizará um novo referendo para decidir se o país deve reabrir negociações de adesão à UE.
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