
05.06.2026
O grande desafio do século XXI será decidir aquilo que as sociedades democráticas estão dispostas a permitir que a tecnologia faça.
A primeira encíclica de Leão XIV, Magnifica Humanitas, surge num momento particularmente significativo. Tal como a Revolução Industrial obrigou as sociedades a repensar o trabalho e a justiça social, a revolução da Inteligência Artificial (IA) coloca-nos perante questões igualmente decisivas.
A discussão pública sobre o impacto da IA nas nossas sociedades tende a oscilar entre dois extremos: o entusiasmo dos que anunciam uma nova era de prosperidade e eficiência e o alarmismo dos que preveem uma ameaça existencial à humanidade. Ambas as posições falham em focar o debate no essencial: saber quem a controla, com que objetivos e em benefício de quem.
Quem desenvolve sistemas de IA decide, através da programação dos algoritmos, quais os dados utilizados, quais os critérios de decisão, bem como os resultados considerados desejáveis. Discutir Inteligência Artificial é, na verdade, discutir poder.
Ler artigo completo aqui.